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O impulso no patrimônio de Bernard Arnault é explicado pelo salto das ações da LVMH na bolsa de valores de Paris após a divulgação do resultado trimestral do grupo de luxo
O topo da lista de bilionários lembra em muito um palácio: repleto de luxo, pedras preciosas e roupas de grife. Dono da LVMH, Bernard Arnault parece decidido a manter a coroa no ranking de pessoas mais ricas do mundo — e isso inclui perder Elon Musk de vista, dada a crescente distância entre suas fortunas.
Também chamado de Lobo de Cashmere, o bilionário engordou a sua riqueza em US$ 14,2 bilhões nas últimas 24 horas — isto é, o executivo ficou R$ 70 bilhões mais rico em apenas um dia, segundo dados da Forbes.
Dono de marcas de luxo como Louis Vuitton, Dior, Tiffany&Co, Givenchy e Sephora, o empresário é o maior bilionário da atualidade, com uma fortuna avaliada em US$ 240,4 bilhões pela revista Forbes.
Mesmo com a recente desvalorização do dólar, isso tornaria o Lobo de Cashmere no único trilionário do planeta se sua fortuna fosse cotada em reais, totalizando a nada modesta cifra de R$ 1,182 trilhão.
O impulso no patrimônio de Arnault é explicado pelo salto das ações da LVMH na bolsa de valores de Paris. Elas fecharam em alta de 3,54% na quinta-feira, na esteira da divulgação do resultado trimestral do grupo de luxo.
Enquanto isso, Elon Musk, CEO da Tesla e do Twitter, ocupa o segundo lugar na lista dos homens mais ricos do planeta desde dezembro do ano passado, quando foi superado pelo dono da LVMH. Atualmente, o Chief Twit tem um patrimônio estimado em US$ 188,5 bilhões.
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A LVMH registrou uma receita de 21 bilhões de euros (equivalente a US$ 23,10 bilhões, na conversão atual) no primeiro trimestre deste ano, equivalente a um aumento de 17% na comparação com o mesmo período de 2022.
O resultado da empresa de Bernard Arnault superou em muito as expectativas dos analistas, encerrando março com uma receita quase que o dobro do esperado, segundo a Reuters.
O balanço acima das projeções foi ajudado pela recuperação e reabertura da China após os bloqueios da covid-19. As vendas na Ásia, excluindo o Japão, cresceram 14% no trimestre.
“Registramos uma boa recuperação na China, o que é um bom presságio para o resto do ano”, disse Jean-Jacques Guinoy, diretor financeiro da LVMH.
O maior avanço de receita no trimestre foi registrado no segmento de Varejo, com alta anual de 28%, com destaque para o desempenho da rede Sephora no trimestre.
O negócio de artigos de moda e couro vem em seguida, com um crescimento de receita de 18% na base anual, impulsionado pela Louis Vuitton e Christian Dior.
“A LVMH teve um excelente início de ano em um ambiente geopolítico e econômico que se mantém incerto”, afirmou a empresa, em nota ao mercado.
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