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Uma ligação feita ao departamento de polícia levou à prisão do hacker responsável pelo roubo de criptomoedas mais de dez anos depois do crime
Após uma investigação que começou com um roubo de bitcoin (BTC) há mais de 10 anos, um homem de 28 anos foi preso. Essa é a história aparentemente muito convencional de Jimmy Zhong — mas de ordinária, essa história não tem nada.
Isso porque o montante de criptomoedas roubado não foi nem um pouco pequeno — o valor das 50 mil unidades de BTC girava em torno dos US$ 3 bilhões (pouco mais de R$ 15 bilhões no câmbio atual), o maior já desviado por uma única pessoa na história.
Além disso, pode-se dizer que Zhong foi responsável pela própria prisão. Afinal, foi ele quem ligou para a polícia de Athens, cidade na Geórgia, Estados Unidos, em março de 2019, após supostamente ter sido vítima de outro roubo.
E foram os policiais que ajudaram a Receita Federal norte-americana a remontar o caso e levar o hacker à cadeia.
A pergunta que fica é: como um crime cometido em 2012 levou um hábil programador — que levava uma vida de luxo, com direito a festas, iates e viagens de jatinho particular — para trás das grades? O roteiro, digo, a história, vem a seguir.
O primeiro ato dessa história começa com o crime quase perfeito em 2012. Um site da dark web (algo como a “zona não regulada” da internet) chamado Silk Road foi responsável por dar um golpe nos usuários.
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Os investigadores dos Estados Unidos identificaram que cerca de 50 mil unidades de BTC foram roubadas por meio dessa plataforma. Pelo caráter semi-anônimo das transações da rede (blockchain) do bitcoin e pela inexperiência das autoridades com a nova tecnologia, era quase impossível rastrear para onde foi o dinheiro.
Leia aqui alguns mitos e verdades sobre a criptomoeda e entenda um pouco mais do porquê as transações não são totalmente anônimas.
Traduzindo os termos desse universo, a blockchain é um sistema de registros distribuídos — cada usuário consegue ver para qual endereço (wallet, as carteiras virtuais) os tokens foram enviados, sem saber quem é o dono da quantia. Ou seja, os investigadores conseguiram rastrear as movimentações, mas não apontar um culpado.
Foi com a ajuda da Chainalysis, empresa especializada em rastreamento digital, que as autoridades norte-americanas pegaram o primeiro erro crucial do hacker: a transferência de US$ 800 para uma corretora de criptomoedas (exchange).
Por questões regulatórias da exchange, a conta estava associada a um nome: Jimmy Zhong. Ou seja, não foi a blockchain que falhou, mas a passagem deste montante do mundo não regulado para o universo regulado.
Entretanto, só essas informações ainda não eram suficientes para culpar o programador.
Mas é aqui que a história começa a ficar mais interessante.
Foi em março de 2019 que o departamento de polícia de Athens-Clarke Country recebeu uma ligação de Zhong.
Ele informou que alguém havia entrado em sua casa e roubado “centenas de milhares de dólares em criptomoedas”. Tentando explicar a situação, Zhong afirmou que era um investidor em bitcoin — “é uma coisa da internet”, disse ele.
A dificuldade em entender o caso e a demora das investigações fizeram o programador contratar a investigadora particular Robin Martinelli.
Após uma devassa em sua vida, que levou a investigar seu círculo próximo de amigos, o caso continuou sem solução, mas ajudou a levantar ainda mais pistas contra Zhong.
Hotéis de luxo, uma casa na zona boêmia da cidade, compras em lojas caras e um Tesla.
Essas foram algumas das extravagâncias de Zhong ao longo dos anos, segundo os investigadores responsáveis pelo caso — além de uma casa com um lago e jet skis, barcos, um porão com uma barra de pole dance e uma adega bem abastecida.
Uma de suas amigas próximas contou que, em 2018, ele e um pequeno grupo de colegas fizeram uma viagem da Geórgia para Los Angeles — praticamente, da ponta leste para a oeste dos EUA — para ver um jogo do time de futebol americano Georgia Bulldogs.
Além das passagens, Zhong bancou a viagem em um jatinho particular e deu de presente para cada amigo US$ 10 mil para gastar em Beverly Hills.
Apesar da vida boa que levaram nessa viagem, os amigos mais próximos não sabiam de onde vinha tanto dinheiro.
O programador afirmava que era um minerador de bitcoin desde 2009, o que lhe rendia algum dinheiro. Entre 2009 e 2018, o BTC saiu de centavos de dólares para cerca de US$ 17 mil nas máximas daquele último ano. Atualmente, os preços rondam os US$ 30 mil.
O estranho caso envolvendo a invasão de domicílio e um roubo de bitcoin registrado na cidade de Athens em 2019 chamou a atenção dos agentes da Receita Federal norte-americana. As autoridades se juntaram à empresa de cibersegurança BlockTrace para retomar as investigações.
A partir daí, foi formulado um plano para abordar Zhong em busca de informações sobre o caso da invasão de sua residência daquele mesmo ano. Na realidade, eles estavam em busca de provas para incriminá-lo sobre o roubo de criptomoedas de 2012.
Munidos de uma câmera escondida, os investigadores foram até a residência de Jimmy Zhong, alegando precisarem de mais informações sobre o caso de invasão de domicílio.
O programador os recebeu bem, prometendo uma recompensa se o caso fosse solucionado: “vou convidar vocês para uma festa”.
Dentro da opulenta casa — com um sistema de câmeras de segurança que chamou a atenção dos investigadores —, o grupo foi até o porão, onde havia a tal barra de pole dance no meio da sala.
Zhong foi filmado mostrando uma mala metálica que, segundo ele, foi usada para transportar US$ 1 milhão “para impressionar mulheres”. Também foi informado que havia um fuzil do tipo AR-15 e um lança-chamas na residência.
A habilidade com o computador também chamou a atenção dos investigadores. “Ele não precisava de um mouse, conhecia todos os atalhos”, disse um deles.
Quando questionado sobre como ele havia adquirido bitcoins, Zhong mostrou sua carteira, contendo entre US$ 60 milhões e US$ 70 milhões da criptomoeda — evidências de que estavam em busca da pessoa certa.
Como já foi dito, o final dessa história terminou com a prisão de Jimmy Zhong. À época, o montante roubado valia cerca de US$ 3 bilhões.
As autoridades foram mandadas com um pedido de busca e apreensão para a casa do programador, onde foi encontrada uma lata de Cheetos com uma pequena CPU dentro — nela estavam armazenados milhões de dólares em BTC.
Além dela, foi encontrado um cofre sob o piso de concreto do porão. Nele, estavam barras de metais preciosos, bolos de notas e mais carteiras contendo bitcoin.
Entre elas, estava um dos endereços do hack da Silk Road de 2012.
Zhong nem sempre foi um hacker criminoso. Ele esteve envolvido lá em 2009, juntamente com um pequeno grupo de outros programadores, no aperfeiçoamento e desenvolvimento do código-fonte do bitcoin — que você pode ter acesso aqui pelo GitHub.
Vale lembrar que o bitcoin é um projeto de código aberto, em que todos os participantes da comunidade podem sugerir mudanças e propostas de melhorias.
Assim, o programador foi condenado a um ano e um dia na prisão por fraude virtual e cumpre pena em Montgomery, no Alabama, desde julho deste ano.
Zhong também foi obrigado a devolver os BTCs roubados e as autoridades ofereceram a devolução das unidades para os clientes lesados. Curiosamente, ninguém veio buscar a sua parte — uma das explicações plausíveis é a de que, nessa época, o bitcoin era usado para tráfico de drogas e outras atividades ilícitas.
O governo dos EUA acabou ficando com os US$ 3 bilhões, que foram divididos entre a Receita Federal e o departamento de polícia de Athens-Clarke County.
O advogado de Zhong, Michael Bachner, diz que o roubo nunca prejudicou realmente o governo dos EUA. Ele ainda afirma que as autoridades saíram no lucro, já que as moedas valiam muito menos do que no dia da sentença.
“Se Jimmy não tivesse roubado as criptomoedas e o governo as tivesse apreendido [operador do Silk Road, Ross Ulbricht], elas as teriam sido vendidas dois anos depois, em 2014, como fizeram com outras moedas. O governo teria recebido US$ 320 por token, algo em torno de US$ 14 milhões. Como resultado de Jimmy tê-los, o governo obteve um lucro de US$ 3 bilhões”.
Por fim, o cachorro de Zhong, Chad, não teria com quem ficar após sua prisão. Um dos apelos da defesa do programador era de que o animal de estimação de 13 anos poderia passar dificuldades.
Após ir para a prisão no Alabama, Chad acabou ficando com um conhecido de Zhong.
*Com informações da CNBC
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