O recado de Haddad e do BC, a salvação da Hapvida (HAPV3) e a RJ da Petrópolis; confira os destaques do dia
Após semanas de troca de cutucadas e apertões entre o governo federal e o Banco Central brasileiro, a terça-feira (28) escreveu uma nova página na relação entre as duas importantes instituições — mas isso não significa que houve uma bandeira branca tremulando no ar. Muito pelo contrário. Tanto o BC quanto membros do alto escalão […]

Após semanas de troca de cutucadas e apertões entre o governo federal e o Banco Central brasileiro, a terça-feira (28) escreveu uma nova página na relação entre as duas importantes instituições — mas isso não significa que houve uma bandeira branca tremulando no ar.
Muito pelo contrário. Tanto o BC quanto membros do alto escalão em Brasília deram recados firmes para o mercado.
Logo pela manhã, a ata da última reunião de política monetária veio em linha com o comunicado divulgado na semana anterior — pouca tolerância para a desancoragem das expectativas de inflação e o compromisso em manter a taxa de juros alta por mais tempo.
O risco de que o Copom volte a elevar a Selic, no entanto, parece ter desaparecido no ar. Isso porque o documento deixou claro que as chances eram baixas e deu uma espécie de colher de chá para o governo ao dizer que “ um cenário com um arcabouço fiscal sólido e crível pode levar a um processo desinflacionário mais benigno [...] ao reduzir as expectativas de inflação, a incerteza na economia e o prêmio de risco associado aos ativos domésticos”.
Sozinha, a colocação do BC já foi o combustível necessário para ajudar o Ibovespa a retomar a casa dos 100 mil pontos, perdida na tensão dos últimos dias, mas o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deu o impulso final.
Ele acenou positivamente ao recado dado pelo Copom e também passou a sua mensagem — uma reunião definitiva sobre o arcabouço fiscal acontecerá amanhã (29) e o texto será conhecido pelo mercado ainda nesta semana.
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