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A bolsa brasileira começou o dia preparada para encrenca, encrenca em dobro. Mas não foi bem isso que os investidores encontraram na B3.
No fim de semana, a Assembleia Popular Nacional da China (NPC) definiu a meta de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 5%, o que frustrou a expectativa dos economistas.
A verdade é que o mercado esperava uma meta mais próxima dos 6%, mas a cúpula chinesa preferiu um número mais cauteloso, tentando evitar a inflação latente e a necessidade de uma política monetária mais restritiva. A decepção foi a receita perfeita para que as exportadoras de commodities — setor de maior peso na bolsa — sofressem com uma forte queda.
Já no cenário corporativo, a expectativa era de que a Azul (AZUL4) apresentasse resultados que confirmassem um grande temor do mercado: que as empresas aéreas poderiam ser o mais novo estopim de uma crise de crédito no país, pesando sobre bancos e outras empresas do setor. Mas não foi bem isso que aconteceu.
A Azul surpreendeu, não só com um balanço melhor do que o esperado, mas também por apresentar um acordo de pagamento de dívidas promissor — combo que fez com que os papéis da aérea chegassem a subir mais de 50% em um único pregão.
As novidades positivas que fizeram os ativos decolarem não pararam por aí. Fernando Haddad, ministro da Fazenda, aliviou os humores ao dizer que Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, está participando ativamente do processo de escolha dos novos diretores do BC, e que a âncora fiscal já está pronta para ser apresentada ao presidente.
Leia Também
De olho na China, as commodities realmente sofreram com um dia de forte queda, mas o Ibovespa deu a volta por cima.
O principal índice da bolsa brasileira encerrou a sessão em alta de 0,80%, aos 104.700 pontos, enquanto o dólar à vista seguiu a tendência global e recuou 0,58%, a R$ 5,1699.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta segunda-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
DESTAQUE DO DIA
Por que uma meta de crescimento chinês de ‘apenas 5%’ assusta o mercado e derruba empresas como Vale (VALE3) e CSN (CSNA3)? Em tempos pós-pandêmicos, o número pode até parecer robusto — mas não para os padrões da China, principalmente após os bons indicadores recentes.
DÉBITO OU CRÉDITO
Como a Cielo (CIEL3) pode se aproveitar do crédito caro e escasso para avançar na guerra das maquininhas. Com menos opções de financiamento, as empresas devem recorrer mais às linhas oferecidas para quem faz vendas no cartão.
OFERTA
Itaú está pagando barato para ficar com 100% do Corpbanca, diz BTG. Valor oferecido pelo banco brasileiro estaria 29% abaixo do preço-alvo do chileno.
NOVAS TELINHAS
A Globo no seu elevador: empresa abocanha fatia na Eletromidia (ELMD3) e ações disparam na B3. Controladores vão vender uma participação de até 8,57% no grupo de mídia em um negócio avaliado em R$ 141,6 milhões.
ECONOMIA SUSTENTÁVEL
Como a energia solar “alugada” pode baixar a conta de luz em até 20%. Assinatura permite o uso de crédito que é abatido da conta de luz enviada pela concessionária.
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