Wall Street celebra Fed e juros com explosão de recorde e investidor encerra pregão satisfeito
O Dow Jones subiu 500 pontos e rompeu pela primeira vez os 37 mil pontos — o último recorde do índice tinha sido em janeiro de 2022

Se os investidores estavam esperando um dia para comemorar, esse dia chegou. Embora o Federal Reserve (Fed) não tenha cortado os juros ainda, a sinalização de que pelo menos três reduções da taxa são previstas para 2024 foi o suficiente para mandar os principais índices da Bolsa de Nova York para recordes históricos.
O Dow Jones subiu 500 pontos e encerrou o dia acima dos 37 mil pontos pela primeira vez — o último recorde do índice tinha sido em janeiro de 2022.
O S&P 500 avançou mais de 1% com o setor bancário de imobiliário liderando os ganhos, assim como o Nasdaq, que teve alta de mais de 1%.
Confira a variação e a pontuação dos principais índices de ações dos EUA no fechamento:
- Dow Jones: +1,40%, 37.090,83 pontos
- S&P 500: +1,37%, 4.707,10 pontos
- Nasdaq: +1,38%, 14.733,96 pontos
Com corte de juros, é para o alto e avante
O mercado abriu as negociações com dados de inflação mais encorajadores na semana. O índice de preços ao produtor norte-americano ficou inalterado em novembro e o índice de preços ao consumidor dos EUA mostrou os preços desacelerando para uma taxa anual de 3,1% no mês passado.
Com os dados em mãos, os investidores aguardavam pelo Fed — o mercado tem esperado cada vez mais que o banco central norte-americano dê um sinal mais claro de que começará a cortar os juros no próximo ano, com a recente flexibilização dos dados de inflação.
Leia Também
Como esperado, o Federal Reserve manteve os juros inalterados na faixa entre 5,25% e 5,5%, mas previu três cortes na taxa em 2024 — acima do que vinha sendo indicado até então.
O comunicado reconheceu que a inflação desacelerou ao longo do último ano e o banco central norte-americano reduziu formalmente a previsão de inflação para 2024 — vendo uma taxa de 2,4% para o ano que vem, abaixo dos 2,6% da projeção anterior.
Embora tenha tentado moderar as expectativas do mercado, o próprio presidente do Fed, Jerome Powell, reconheceu que o banco central não deve esperar que a inflação atinja a meta de 2% para começar o ciclo de afrouxamento monetário.
PODCAST TOUROS E URSOS: CAMPOS NETO FECHA A CONTA DE 2023 COM CORTE NA SELIC. QUEM GANHA E QUEM PERDE COM OS JUROS MAIS BAIXOS?
Powell tenta pedir calma
Mesmo com todos os sinais de que o corte de juros vem aí, Powell tentou acalmar os mercados, que ficaram eufóricos com as projeções dos membros do comitê de política monetária do Fed.
O chefão do Fed insistiu que o banco central norte-americano não está confiante de que a inflação está em uma trajetória de desaceleração, mantendo a porta aberta para um novo aperto monetário caso seja preciso.
"Os membros do comitê não quiseram descartar completamente novos apertos monetários no futuro. O que estamos tentando fazer agora é entender se a política monetária é suficientemente restritiva", disse Powell, acrescentando que sabe que "as pessoas acreditam que é provável que não subiremos mais os juros".
Ele alertou ainda que um crescimento mais robusto da economia dos EUA poderia retardar a volta da inflação para a meta de 2%. "O crescimento mais robusto da economia pode significar a necessidade de mais aperto monetário à frente", afirmou.
CARTEIRA SEMANAL
Quer ganhar do Ibovespa? Terra aposta em WEG (WEGE3), MBRF (MBRF3) e mais 3 ações nesta semana
23 de agosto de 2026 - 15:30SOB PRESSÃO
TRXF11 está dando um passo maior que a perna? CEO responde, mas mercado não compra e cota cai mais de 9% nesta semana
22 de agosto de 2026 - 14:33SOBE E DESCE
Ibovespa engata 3ª semana de sangria, e Hapvida (HAPV3) despenca de novo; veja quais ações sobreviveram
22 de agosto de 2026 - 12:11PIOR DO RANKING
Do topo ao poço da América Latina: Ibovespa perde o encanto e entra na lanterna dos gringos
21 de agosto de 2026 - 19:33ADEUS, ESTRANGEIRO
UBS vê exagero no medo dos juros nos EUA, mas alerta: Brasil está entre os mercados mais vulneráveis
21 de agosto de 2026 - 18:31BOTA CASACO, TIRA CASACO
Hapvida (HAPV3) convence ANS e consegue derrubar trava sobre reajustes — mas agência ficará de olho
21 de agosto de 2026 - 18:02AÇÕES PARA COMPRAR AGORA
As melhores oportunidades desde a crise Dilma: após a bolsa perder o equivalente a uma Vale (VALE3), gestor revela onde investir
21 de agosto de 2026 - 17:17Conteúdo BTG Pactual
FI-Infra: Conheça classe de ativos e saiba se vale a pena investir agora
21 de agosto de 2026 - 16:00TOUROS E URSOS #284
Até os gênios da Faria Lima desistiram? Por que a crise dos multimercados não é o fim da indústria
20 de agosto de 2026 - 19:02CORRIDA DO OURO
Novo tesouro? Quem é a desconhecida Amapá Minerals, mineradora de ouro que conquistou o BTG Pactual e pode saltar 62%
20 de agosto de 2026 - 18:01PENTE-FINO
Hapvida (HAPV3) ganha novo problema: ANS barra estratégia que coloca 950 mil clientes na mira e ações caem mais de 7%
20 de agosto de 2026 - 17:35DISPARADA NAS ÚLTIMAS HORAS
O que fez o bitcoin disparar 20% e voltar aos US$ 72 mil? Três fatores explicam a arrancada
20 de agosto de 2026 - 10:40CONTEÚDO BTG PACTUAL
Um novo jeito de investir na Amazônia: Conheça o AMAB11, ETF do BTG Pactual
20 de agosto de 2026 - 9:30ANALISTAS RECOMENDAM A COMPRA
Embraer (EMBJ3), Sabesp (SBSP3) e Rede D’Or (RDOR3) têm gatilho em comum para o BTG e a XP; entenda por que investir
19 de agosto de 2026 - 18:12DO PICO AO PISO
A pior semana para a bolsa brasileira em 18 anos: você deve seguir a fuga de R$ 12,6 bilhões dos estrangeiros?
19 de agosto de 2026 - 14:28PECHINCHA OU VALOR?
“Não é agora”: gestor da AlphaKey manda recado sobre Magazine Luiza (MGLU3) e revela o que procura na bolsa
18 de agosto de 2026 - 19:15POR TRÁS DA DISPARADA
A atração fatal dos 5%: por que os títulos mais seguros do mundo bateram máximas em décadas — e o que isso significa para você
18 de agosto de 2026 - 18:33RADAR DE FUNDOS IMOBILIÁRIOS
Fim de um FII? Fundo dono de prédio icônico na Faria Lima recebe oferta de R$ 475 milhões pelo portfólio e pode ser liquidado
17 de agosto de 2026 - 15:03PRESSÃO NO PORTFÓLIO
Recuperação judicial das Casas Bahia pesa sobre HSLG11 e cotas caem mais de 5%; entenda os riscos na conta do FII
17 de agosto de 2026 - 14:21QUEM ENTRA E QUEM SAI