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A Empiricus Research realizou uma pesquisa com 30 gestoras brasileiras e descobriu que a maior parte delas apresenta um leve grau de otimismo com o mercado imobiliário brasileiro neste ano
Como está a sua confiança para o mercado de fundos imobiliários em 2023? Se você está no time dos otimistas, então tem algo em comum com alguns dos principais gestores da indústria de FIIs.
A Empiricus Research realizou uma pesquisa com 30 gestoras brasileiras e descobriu que a maior parte delas apresenta um leve grau de otimismo com o mercado imobiliário brasileiro neste ano, mesmo com um ambiente econômico desafiador.
Já quando se trata do setor imobiliário norte-americano, o levantamento mostrou que a média da perspectiva dos gestores para os próximos 12 meses é pessimista.
O resultado é influenciado pelas perspectivas de recessão econômica nos Estados Unidos. “Nos últimos meses, já foi possível observar uma desaceleração de preços de venda e aluguel em algumas regiões”, diz o relatório, assinado pelo analista da Empiricus Research e colunista do Seu Dinheiro Caio Araújo.
Foram selecionadas apenas casas com áreas estratégicas de alocação em fundos listados privados para a pesquisa.
Uma delas, o BTG, destacou suas perspectivas para a Selic. Vale relembrar que a taxa básica de juros brasileira influencia diretamente o retorno obtido com algumas classes de FIIs e também pode afetar o desempenho dos fundos no mercado secundário.
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Para o banco, a taxa deve se manter no patamar atual durante a maior parte do ano, mas sua trajetória pode mudar de acordo com as medidas que serão tomadas pelo presidente Lula (PT) e seu time de ministros.
“Há possibilidade de fechamento pequeno da Selic a partir do terceiro trimestre, muito a depender de como o governo endereçar a questão tributária e conforme avançar a ancoragem das expectativas de inflação”, cita o BTG.
Outro ponto de atenção para o mercado é a alavancagem dos fundos imobiliários. O endividamento foi o item mais citado pelos gestores para monitoramento em 2023.
“Muitos FIIs tomaram dívidas nos últimos anos em busca de ampliar o portfólio de imóveis — com as novas emissões no mercado de capitais em ritmo lento, há uma atenção especial envolvendo liquidez desses fundos”, explica a Empiricus.
Ressalvas à parte, os gestores que participaram da pesquisa também listaram o grau de confiança para os diferentes setores de FIIs.
A maior nota no quesito otimista foi obtida pelos fundos de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), popularmente conhecidos como FIIs de papel.
“Com a NTN-B [título público do Tesouro Direto indexado à inflação] no patamar atual, vemos uma boa assimetria para realização de ganhos nos FIIs com alocação IPCA+”, afirma o BTG Pactual
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