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Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

FIIs do mês

Um fundo imobiliário para lucrar com juros e outro focado em inflação são os mais recomendados para janeiro; confira os FIIs favoritos de nove corretoras

Os analistas acreditam que essa combinação garantirá equilíbrio e potencializará os ganhos e proventos da carteira

Larissa Vitória
Larissa Vitória
7 de janeiro de 2023
7:03 - atualizado às 15:38
Selo Melhores Fundos Imobiliários 2 | Fundo Imobiliário Bresco Logística BRCO11 FIIs Magazine Luiza Fundo Imobiliário
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Além de ser o casal mais famoso da literatura, Romeu e Julieta também é o nome de uma das mais tradicionais sobremesas brasileiras. A união do queijo com a goiabada é improvável e agridoce, mas faz sucesso por aqui desde o período colonial.

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A indústria de fundos imobiliários também tem o seu próprio caso de combinação inesperada que, na visão dos analistas consultados pelo Seu Dinheiro, é a melhor alternativa para lucrar com FIIs no início de 2023.

Os dois membros dessa dupla são fundos de papel — ou seja, que investem em títulos de crédito ligados ao setor imobiliário — e estão presentes entre os favoritos de três carteiras recomendadas para janeiro.

A diferença entre é que um deles, o RBR Rendimento High Grade (RBRR11), está mais alocado em inflação, enquanto o portfólio do outro FII, o Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11), é focado em CDI.

E é essa mistura que traz o aspecto shakespeariano para a conversa, pois os dois indexadores costumam caminhar em direções opostas. O CDI acompanha de perto as variações da taxa Selic, que é elevada em momentos de inflação aquecida justamente para frear o aumento nos preços.

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Isso significa que, quando um desses FIIs estiver rendendo mais, o outro provavelmente estará pagando dividendos mais modestos — assim como ocorreu no ano passado, durante o período de deflação.

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Mas, da mesma maneira que o queijo ameniza o doce da goiabada, as corretoras acreditam que essa combinação garantirá equilíbrio e potencializará os ganhos e proventos da carteira de fundos dos investidores.

Para quem busca outros sabores além do crédito imobiliário para compor o portfólio, vale destacar também quatro outros FIIs que receberam duas indicações cada. São eles: BTG Pactual Logística (BTLG11), CSGH Renda Urbana (HGRU11), RBR Private Crédito Imobiliário (RBRY11) e Valora RE III (VGIR11).

Confira a seguir os favoritos de cada corretora entre os indicados nas suas respectivas carteiras recomendadas para janeiro:

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Entendendo o FII do Mês: todos os meses, o Seu Dinheiro consulta as principais corretoras do país para descobrir quais são suas apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente com até 10 fundos imobiliários, os analistas indicam os seus três prediletos. Com o ranking nas mãos, selecionamos os que contaram com pelo menos duas indicações.

RBR Rendimento High Grade (RBRR11) — promoção nas prateleiras da B3?

Se você foi ao mercado em busca de queijo para o seu ‘Romeu e Julieta’, provavelmente se assustou com o preço. A alta nas gôndolas é uma má notícia para os amantes da sobremesa, mas não incomoda quem investe no RBR Rendimento High Grade (RBRR11).

O portfólio do FII — que está no topo da preferência das corretoras pela primeira vez neste mês — é composto por 38 Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). A maioria deles rende mais quando os preços estão aquecidos: a alocação da carteira é 84% em inflação e 16% no CDI.

Essa característica fez com que o fundo caminhasse no sentido contrário do queijo nas prateleiras do mercado. A deflação registrada entre julho e setembro do ano passado provocou temores de queda nos dividendos do FII e levou ao barateamento das cotas.

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Atualmente, o RBRR11 negocia com um desconto de 6,7% em relação ao valor patrimonial. A Empiricus, uma das casas a indicá-lo neste mês, afirma que o percentual “gera uma oportunidade interessante de entrada” para novos investidores.

Para a Genial Investimentos, que também incluiu o fundo em seu ‘top 3’ de janeiro, outro diferencial é o foco em operações de originação própria dos CRIs. Na prática, isso permite uma gestão mais customizada das taxas e dos níveis de garantia.

“Sua carteira é composta por devedores com boa qualidade de crédito como Brookfield, Rede D’Or, Direcional e Grupo Pão de Açúcar”, destaca a corretora.

Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11) — na defesa da carteira

O Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11) não oferece um desconto tão grande para quem quiser iniciar uma posição. Ainda assim, o fundo é um dos preferidos das corretoras pelo terceiro mês consecutivo.

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A manutenção no primeiro lugar do pódio dos analistas se dá por conta das características defensivas do portfólio, um dos únicos da B3 quase 100% indexados ao CDI — o percentual exato é de 96,9% contra 0,7% em IPCA.

“Neste momento de taxas de juros elevadas, o fundo tende a manter seus dividendos e conta com uma carteira pulverizada de crédito com bons devedores”, explica a Genial.

Além disso, o FII captou recentemente R$ 1,8 bilhão em sua última emissão de cotas. Segundo o Santander, o dinheiro foi bem utilizado: “com os recursos praticamente alocados, a gestão conseguiu ampliar a diversificação do portfólio de ativos e entrar em operações maiores e mais sofisticadas, com atrativas taxas de retorno.”

Os analistas do banco projetam que a combinação da carteira diversificada com o atual momento dos juros brasileiros — que devem se manter no patamar de dois dígitos na maior parte do ano — resultará em proventos atrativos para os cotistas, com um yield acima de 13% nos próximos 12 meses.

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Repercussão dos fundos imobiliários

O IFIX, índice que reúne os principais fundos imobiliários da B3, ficou no ‘zero a zero’ em dezembro. Já os FIIs mais recomendados pelas corretoras para o período apresentaram performances mistas.

O destaque positivo foi para a alta de 2,5% do RBR Private Crédito Imobiliário (RBRY11), enquanto o pior desempenho foi registrado pelo Capitania Reit FOF (CPFF11), que caiu mais de 9%.

Veja a seguir como operaram todos os fundos dos top 3 das corretoras:

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