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Os analistas selecionaram nomes de quatro setores diferentes para este mês: mineração, siderurgia, eletricidade e shoppings

Julho foi mais um mês de desempenho forte para o Ibovespa. Apoiado pela melhora contínua no apetite ao risco dos brasileiros, o principal índice de ações da B3 fechou o período com um avanço de mais de 3%.
Uma das contribuições para essa alta foi o desempenho das ações mais recomendadas pelas corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro em julho. Quem confiou na indicação da campeã do mês, por exemplo, e comprou os papéis da Rede D’Or (RDOR3) capturou uma valorização muito superior à do Ibovespa e que ultrapassou os 9% no mês.
A Vale (VALE3), que apareceu entre as menções honrosas, também rendeu 7,69% no período. E os analistas acreditam que deve vir mais por aí, pois a mineradora foi elevada à categoria de medalha de ouro em agosto.
Presente entre os favoritos de duas corretoras, a Vale divide o posto com outro nome ligado às commodities metálicas: a Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3). A companhia, vale destacar, saltou 14% no mês passado.
Além das duas, aparecem ainda no topo do pódio empresas de outros dois segmentos da bolsa brasileira: o elétrico e o de shoppings. O primeiro é representado pela Copel (CPLE6), enquanto o segundo está contemplado pelas ações da Multiplan (MULT3).
Os detalhes da tese de investimentos de cada uma delas você confere abaixo, mas a seleção diversificada mostra como o otimismo está em alta entre os analistas — veja as ações preferidas das carteiras de 12 corretoras:
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Entendendo a Ação do Mês: todos os meses, o Seu Dinheiro consulta as principais corretoras do país para descobrir quais são suas apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente com até 10 papéis, os analistas indicam os seus três prediletos. Com o ranking nas mãos, selecionamos os que contaram com pelo menos duas indicações.
O desempenho das ações de CSN (CSNA3) e Vale (VALE3) em julho dá uma pista do porquê de os analistas elevarem as duas companhias à posição de favoritas.
Mas a forte alta no mês passado não é o único fator por trás das indicações. A Nova Futura, que colocou a CSN em seu ‘top 3’ em agosto, acredita que a siderúrgica pode surfar um cenário de retomada da demanda chinesa e de recuperação da economia local.
A corretora argumenta que, graficamente, a ação está “bastante atrativa”, rompeu uma importante fase de consolidação e tem espaço para a retomada da tendência de alta.
As perspectivas para a economia da China também são importantes para a Vale (VALE3), uma das primeiras empresas do mundo a exportar minério de ferro para o dragão asiático.
A mineradora destravou valor recentemente ao fechar a aguardada venda de sua divisão de metais básicos. O negócio saiu após oito meses de negociações e renderá US$ 3,4 bilhões que devem ser pagos à vista no ano que vem.
Por falar em gerar valor para os acionistas, a empresa também agradou ao anunciar um pagamento bilionário de proventos. A Vale aprovou a distribuição de R$ 8,2 bilhões em juros sobre o capital próprio (JCP), montante que corresponde a R$ 1,917008992 bruto por ação.
Já as outras duas campeãs do mês não tiveram um desempenho tão positivo em julho — a Copel (CPLE6) subiu 0,84%, enquanto a Multiplan (MULT3) recuou 4,5% no período. Os analistas, porém, enxergam indícios de que essa situação pode mudar em breve.
No caso da Copel, um dos principais gatilhos para uma potencial alta é a continuidade do processo de privatização. A companhia lançou, no final do mês passado, a oferta pública de ações que levará à desestatização.
A operação envolve a distribuição primária e secundária de ações ordinárias (CPLE3) e pode movimentar cerca de R$ 4,42 bilhões.
O processo é parecido com o que foi feito na Eletrobras (ELET3) no ano passado: haverá uma diluição do governo do estado do Paraná, e a Copel se tornará uma sociedade com capital disperso, ou seja, sem acionista controlador.
Já a Multiplan (MULT3) será beneficiada pelo início do ciclo de queda dos juros, que deve começar já nesta quarta-feira (1) com a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom).
Taxas menores facilitam o acesso ao crédito da população e estimulam o consumo, algo essencial para os negócios da administradora de shoppings.
Mas vale destacar que, mesmo em meio aos juros altos, a companhia seguiu entregando bons resultados. O balanço financeiro divulgado na semana passada mostra que a Multiplan registrou lucro líquido de R$ 247,2 milhões no segundo trimestre, avanço de 43,35% ante o mesmo período do ano passado.
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