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A divisão das ações ainda depende da aprovação do conselho de acionistas, que se reúne no dia 04 de agosto.
Em documento divulgado durante a última sexta-feira (10), a Tesla revelou que estaria planejando um desdobramento de ações 3 por 1. O aumento na contagem de ações depende da aprovação dos acionistas, que devem se reunir no dia 04 de agosto.
O desdobramento de ações é uma das formas que as empresas listadas na Bolsa de Valores encontram para angariar mais investidores. Nesse processo, as companhias dividem o número de papéis disponíveis no mercado, passando a ter mais ações livres.
Se isso se concretizar, a Tesla se uniria a Amazon, Alphabet (Google) e outras companhias de tecnologia que decidiram fazer esse processo em razão das cotações elevadas dos papéis.
Não é a primeira vez que a empresa de Musk passa por isso. A fabricante de veículos elétricos fez um desdobramento de ações de 5 por 1 em agosto de 2020 e as ações subiram mais de 40% desde então.
A informação sobre o desdobramento das ações veio no mesmo dia que a companhia de Musk cancelou três processos seletivos na China. As seleções iriam acontecer, inicialmente, para posições de vendas, pesquisa e desenvolvimento (P&D) e cadeia de suprimentos.
Apesar dos eventos suspensos, a página da Tesla no LinkedIn ainda permite o envio de currículos para mais de 1.000 vagas publicadas em vários cargos — como engenheiro aerodinâmico, gerentes de cadeia de suprimentos e supervisores de fábrica — no país asiático.
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Os ânimos agitados entre o CEO da Tesla e os funcionários começaram no início de junho. No dia 1º, Elon Musk enviou um e-mail aos colaboradores exigindo o retorno presencial ou, caso contrário, que "deixem a empresa".
Segundo o dono da empresa, o "regime remoto não é mais aceitável" e tornou obrigatória a presença dos colaboradores no escritório por 40 horas semanais.
Dois dias depois, Musk protagonizou uma nova polêmica, também enviada por e-mail. O CEO da Tesla ameaçou cortar 10% da força de trabalho da fabricante de carros elétricos e afirmou, aos executivos, ter “sentimento super ruim” sobre a economia.
Vale ressaltar que nas últimas semanas, a Tesla tem vivenciado uma forte desvalorização das ações. No pregão desta sexta-feira (10), por exemplo, os papéis TSLA — negociados em Nasdaq — fecham em queda de 3,12%. No ano, a queda já supera os 40%. Por aqui, os BDRs da empresa caem quase 50% no ano.
*Com informações de Market Watch e Exame
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