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Nova configuração planejada por Lula resultará da divisão do "superministério" comandado hoje pelo ministro Paulo Guedes

O novo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio deverá nascer bem mais fortalecido do que a pasta do Planejamento no novo governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
Com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) sob o seu guarda-chuva, o futuro ministério da Indústria - que pode receber outro nome - deve assumir também a parte de planejamento do governo e elaboração de metas de médio e longo prazos, atribuição que, segundo a equipe de Lula, deixaram de ser feitas pelos governos anteriores.
Os acordos internacionais, área que Lula quer priorizar, também deverão ser abarcados pelo novo ministério.
Nessa nova configuração, que resultará da divisão do "superministério" comandado hoje pelo ministro Paulo Guedes, a pasta do Planejamento poderá ter a sua função mais esvaziada para a área de gestão de recursos humanos, inclusive de negociações salariais, e as demandas orçamentárias mais imediatas.
A equipe de transição também estudou a possibilidade de divisão do Planejamento em dois, o que abriria mais uma vaga para Lula acomodar os aliados e fazer a composição de forças na Esplanada. As negociações políticas do Orçamento de 2023 com o Congresso seriam comandadas pela articulação política no Palácio do Planalto.
Com um desenho mais enxuto e esvaziado, o perfil de ministro para comandar o Planejamento pode mudar depois da fracassada tentativa de emplacar uma dobradinha de Haddad com Persio Arida, de perfil liberal.
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O nome de André Lara Resende foi cotado, mas há integrantes da equipe de transição que consideram bem mais difícil ele aceitar um convite para uma pasta com menos poder em Brasília. Especulações sobre seu nome para a pasta da Indústria começaram a aparecer.
O comando do BNDES, central na política anunciada por Lula para alavancar o investimento e acelerar o crescimento, poderá ficar com um perfil mais político. Como mostrou o Estadão, é cotado para o banco o economista Gabriel Galípolo, próximo de Haddad.
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