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Presidente do Insper, o economista Marcos Lisboa, conhecido como 'Diabo Loiro', foi o entrevistado desta semana no podcast Market Makers

Marcos Lisboa é conhecido por muitos predicados: economista, professor, colunista, escritor. Figura respeitada tanto à direita quanto à esquerda do espectro político, o atual presidente do Insper tem um traço de personalidade apreciado por uns e nem tanto por outros, o de falar o que pensa, doa a quem doer.
Foi essa característica que lhe rendeu o apelido de Diabo Loiro, uma alcunha que ele mostra não se importar muito. “As pessoas têm o direito de me chamarem do que quiserem”, disse o professor no novo episódio do Market Makers.
Na entrevista concedida aos apresentadores Thiago Salomão e Renato Santiago, o economista ressaltou as ineficiências do estado brasileiro, marcadas por um modelo tributário que desestimula a inovação e pela má gestão dos gastos públicos.
Lisboa criticou, por exemplo, o montante exigido na PEC da Transição para custear os programas sociais prometidos na campanha do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva.
“Não precisava de todo esse dinheiro para pagar os R$ 600 [do Bolsa Família]. Nas contas que eu tenho, com cerca de R$ 90 bilhões conseguiria pagar programa social e ganharia tempo para reequilibrar as contas públicas”, afirmou.
A proposta apresentada ao Senado calculava uma ampliação de R$ 175 bilhões no teto de gastos entre 2023 e 2024, mas que foi reduzida em R$ 30 bilhões logo no início das negociações. O plenário do Senado aprovou ontem o texto da PEC.
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Confira o episódio na íntegra:
Numa entrevista solta e sem medir palavras, Lisboa fez um resgate histórico da política econômica brasileira que convida o ouvinte a deixar ideologias de lado e focar no que mostram os dados.
“Quando você acompanha o dia a dia de como as decisões econômicas são tomadas, elas são muito menos fruto de uma grande conspiração e muito mais resultado de uma certa desordem”, afirmou Lisboa.
Tendo trabalhado no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o economista viu de perto como funciona a máquina pública e onde estão suas ineficiências.
Ele começa pelas distorções tributárias, passando pelos subsídios concedidos a alguns setores.
“Você junta esses lobbys privados com muitas empresas que só sobrevivem porque o Estado transfere subsídios com essa crença disseminada de que isso é uma agenda de desenvolvimento. E isso, no Brasil, não tem ideologia. Isso ocorre na esquerda e na direita. Foi assim no governo Geisel, foi assim no governo Dilma”, afirmou.
O economista também falou um pouco sobre a sua saída do Insper após dez anos na presidência da instituição e rechaçou os boatos de que pode integrar o novo governo Lula.
Você também pode assistir o episódio no Youtube:
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