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Líder nas pesquisas, Lula disse que, em um eventual novo governo, irá “orientar” o Banco do Brasil; ações BBAS3 fecham em queda
O lucro recorde no segundo trimestre que tornou o Banco do Brasil (BBAS3) a grande estrela entre os balanços dos grandes bancos pode estar com os dias contados. Isso porque o ex-presidente e candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira (17) que bancos públicos reduzam a margem de lucro.
“É preciso que a gente enquadre o Banco do Brasil [BBAS3]. Não queremos que bancos públicos tenham nenhum prejuízo, mas não queremos que tenham os mesmos lucros dos bancos privados”, afirmou Lula em evento com micro e pequenos empresários em São Paulo.
Líder nas pesquisas, Lula disse que, em um eventual novo governo, irá orientar a instituição: “Banco do Brasil parece bonzinho se tiver orientação governamental. Se não tiver, a burocracia do banco pensa como banco privado”.
O petista ainda voltou a defender a concessão de empréstimos do BNDES a pequenas e médias empresas. “O BNDES vai ter que deixar de fazer empréstimos para grandes empresas e vai se dedicar a emprestar para as pequenas.”
As ações do Banco do Brasil (BBAS3) recuaram 0,90%, o pior desempenho entre os grandes bancos hoje na B3. Mas não se pode creditar o desempenho de hoje à fala de Lula. No acumulado do ano, os papéis do BB surgem na liderança com uma alta de quase 60%, então o movimento de hoje pode ser apenas um ajuste.
O Banco do Brasil teve um trimestre estelar, com um lucro líquido de R$ 5,8 bilhões entre abril e junho. Trata-se de uma alta de quase 55% em relação ao mesmo período do ano passado.
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O banco também conseguiu cumprir uma antiga promessa de se equiparar em rentabilidade com os concorrentes privados. O BB passou por um longo processo de recuperação dos resultados depois que a política da ex-presidente Dilma Rousseff de baixar os juros "na marra" derrubou os resultados da instituição.
Apesar do bom resultado alcançado no segundo trimestre, o Banco do Brasil não escapou ileso da interferência do governo durante a gestão de Jair Bolsonaro.
No ano passado, o então presidente do Banco do Brasil, André Brandão, deixou o cargo após Bolsonaro criticar o plano de reestruturação do banco — que envolvia a demissão incentivada de mais de 5 mil funcionários, além do fechamento de agências.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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