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Trata-se da primeira troca no cargo de diretor presidente da varejista em 20 anos; Rial assumirá cargo no início do ano que vem
As Americanas (AMER3) anunciaram, no início da noite desta sexta-feira (19), a sua primeira troca de comando em 20 anos. E quem assumirá o cargo de diretor presidente da companhia será um nome conhecido do mercado.
Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a varejista disse que vai iniciar o processo de transição em sua diretoria escolhendo Sergio Rial, ex-CEO do Santander e atualmente presidente do Conselho de Administração do banco, como sucessor do diretor presidente que agora deixa o cargo, Miguel Gutierrez.
Rial deve assumir a partir do dia 1º de janeiro de 2023, diz o documento. Segundo as Americanas, "a seleção do novo diretor presidente foi cuidadosamente conduzida dentro da governança estabelecida para a Americanas S.A., num processo de meses, que permitiu uma avaliação criteriosa de vários profissionais capacitados."
"Acreditamos que este movimento de sucessão reforçará a estratégia da companhia de crescimento com rentabilidade, indo ao encontro do nosso propósito de somar o que o mundo tem de bom para melhorar a vida das pessoas."
Comunicado das Americanas ao mercado.
Nome conhecido e bem visto pelo mercado, Sergio Rial foi CEO do Santander Brasil (SANB11), que sob sua batuta se tornou a operação mais rentável do grupo financeiro espanhol no mundo. Anteriormente, esteve no comando da Seara e do frigorífico Marfrig (MRFG3).
Hoje, Rial é presidente dos Conselhos de Administração do Santander Brasil e da Vibra Energia (VBBR3), antiga BR Distribuidora, além de vice-presidente do conselho da BRF (BRFS3). Ainda não se sabe se o executivo deixará algum desses cargos antes de assumir o comando das Americanas.
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Segundo o comunicado da varejista, são elementos conhecidos de sua gestão a determinação por crescimento rentável, transformação digital com foco no cliente e desenvolvimento de equipes e negócios de alta performance.
"O Sr. Sergio Rial traz vasta experiência em diversos setores, incluindo relevante vivência internacional por mais de 15 anos, na Ásia, Europa e nos Estados Unidos", destaca o comunicado.
Com 30 anos de Americanas e 20 no cargo de diretor presidente, Miguel Gutierrez liderou a expansão das operações da companhia de 100 para mais de 3.500 lojas físicas e o desenvolvimento digital da operação, "servindo como exemplo para vários negócios no Brasil e no mundo, com inovação em uma série de negócios, traduzindo-se num crescimento de quase 40x do seu GMV, além da consolidação de ativos únicos", diz o comunicado.
Como outras varejistas, as Americanas (AMER3) também vêm sofrendo com a escalada da inflação e das taxas de juros. A empresa terminou o segundo trimestre com prejuízo líquido de R$ 98 milhões, um rombo maior que os R$ 21 milhões estimados pelos analistas ouvidos pela Bloomberg.
As despesas financeiras pesaram para a companhia no período, mas a diversificação do seu portfólio e a retomada gradual do fluxo de clientes às lojas físicas ajudaram.
A receita líquida subiu 6,7%, chegando a R$ 6,6 bilhões, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 29,2%, aos R$ 843,2 milhões. A margem Ebitda subiu 2,2 p.p., chegando a 12,6% da receita líquida.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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