Weg (WEGE3) combina crescimento e bons retornos em seu balanço do 3º trimestre
Analistas elogiam resiliência da Weg (WEGE3) diante do cenário macroeconômico global

A busca pelas ações da Weg (WEGE3) foi intensa no pregão desta quarta-feira (26), após a divulgação do balanço do terceiro trimestre da fabricante de motores. Em um dia negativo para o Ibovespa, os papéis da companhia dispararam 8,36%, a R$ 37,98.
E essa empolgação tem justificativa — para os analistas, a empresa conseguiu entregar uma combinação rara nos últimos tempos, unindo crescimento robusto e bons retornos.
Se antes a Weg já era uma das queridinhas do mercado, ela tem tudo para continuar ocupando esse posto com tranquilidade.
O lucro líquido da companhia foi de R$ 1,1 bilhão, alta de 26,8% em relação ao segundo trimestre do ano e de 42,5% quando comparado aos R$ 812,9 milhões vistos no período entre julho e setembro de 2021.
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Já a receita operacional líquida da Weg cresceu 27,6% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado e chegou a R$ 7,9 milhões, sendo 34,4% no mercado local e 21,6% no mercado externo.
A margem líquida atingiu 14,6%, ficando 1,5 ponto percentual acima do observado no terceiro trimestre de 2021 e 1,9 ponto percentual mais alto na comparação com o segundo trimestre deste ano.
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Por fim, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) totalizou R$ 1,6 bilhão, alta de 37,1% na comparação anual e de 24,8% contra o segundo trimestre. Nesta linha, o BTG Pactual estimava um Ebitda de R$ 1,3 bilhão.
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Em relatório, a XP destaca o aumento sequencial de receita e recuperação de margens como surpresas bem-vindas nos resultados, além do forte desempenho no faturamento, seja no Brasil ou no exterior.
Para os analistas, a depreciação do real e os bons resultados na América do Norte também compensam as piores condições na Europa.
A XP reiterou recomendação de compra para WEGE3.
Já o analista Fernando Ferrer, da Empiricus Research, destaca a estabilização dos custos das principais matérias-primas que compõem a estrutura de custos da Weg, especialmente o cobre e o aço, além de uma bem sucedida redução de custos. Essas medidas foram especialmente importantes para que a empresa ganhasse mais produtividade e, por consequência, visse sua margem bruta crescer.
"Apesar do momento macroeconômico mais desafiador, a Weg reportou mais uma vez bons números. A capacidade da companhia de atuar em diversos setores globalmente e em todos os segmentos desses setores a torna uma empresa bastante resiliente e abre grandes avenidas de crescimento. Por conta disso, seguimos construtivos com a posição em Weg (WEGE3)", escreveu Ferrer.
Weg (WEGE3) soube atravessar a crise e ser mais eficiente
Além de destacarem os números acima do consenso do mercado, o ganho de eficiência e as margens saudáveis da Weg, os analistas do Santander também atribuem o bom resultado ao mix de produtos da empresa.
Enquanto a divisão de Geração, Transmissão & Distribuição (GTD) de energia permaneceu entre os pontos fortes do balanço, na mesma tendência do segundo trimestre, desta vez houve uma demanda mais forte por produtos de ciclo curto e longo em quase todas as regiões em que a Weg atua.
Assim, o Santander observa "uma importante recuperação na divisão de motores comerciais e eletrodomésticos" no terceiro trimestre.
O banco manteve recomendação neutra para o papel, com preço-alvo de R$ 32,00 para o fim de 2023 — implica uma desvalorização de 8,7% em relação ao fechamento de terça-feira (25).
Quem também manteve recomendação neutra para as ações da Weg é o Bradesco BBI, com o preço-alvo saindo de R$ 35,00 para R$ 36,00 — potencial de 2,7% de alta.
Em relatório, a equipe do banco destaca como a Weg se beneficiou dos preços mais baixos das commodities, com um impacto bastante positivo na primeira linha do balanço. Isso ajudou a dissipar as preocupações com o mercado europeu, onde a economia passa por diversas dificuldades como consequência da guerra entre Rússia e Ucrânia.
"O modelo de negócios da Weg mostrou seu valor e superou com sucesso o desafiador cenário macroeconômico global, especialmente na Europa. Um bom disso é a divisão de motores comerciais e eletrodomésticos", dizem os analistas.
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