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Resultados da Weg (WEGE3) vieram acima do que era esperado por analistas, com destaque para melhores margens e receitas
A fabricante de motores elétricos Weg (WEGE3) informou seus resultados referentes ao terceiro trimestre do ano nesta quarta-feira (26), superando as expectativas dos analistas e com destaque para o aumento de receitas e melhores margens — o que havia sido um ponto de atenção para os investidores no período anterior.
O lucro líquido da companhia foi de R$ 1,1 bilhão, alta de 26,8% em relação ao segundo trimestre do ano e de 42,5% quando comparado aos R$ 812,9 milhões vistos no período entre julho e setembro de 2021.
Os analistas do BTG Pactual calculavam um lucro de R$ 949 milhões.
A receita operacional líquida da Weg cresceu 27,6% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado e chegou a R$ 7,9 milhões, sendo 34,4% no mercado local e 21,6% no mercado externo. Vale dizer que, no trimestre atual, a companhia atingiu equilíbrio entre a proporção de cada mercado em suas receitas, com cada um deles representando 50% desse dado.
Para os analistas do BTG Pactual, a projeção era de uma receita de R$ 7,4 milhões.
Segundo a Weg, o que justifica o crescimento das receitas no Brasil são os resultados das atividades industriais e também do segmento de Geração, Transmissão & Distribuição (GTD) — que já vinha se destacando nos meses anteriores.
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Aqui, a demanda foi sustentada principalmente pelos negócios relacionados a commodities, como empresas de mineração, papel e celulose, óleo e gás e ainda o agronegócio.
No exterior, a Weg observou maior procura de equipamentos industriais em setores ligados a commodities mas também de saneamento.
Já a margem líquida atingiu 14,6%, ficando 1,5 ponto percentual acima do observado no terceiro trimestre de 2021 e 1,9 ponto percentual mais alto na comparação com o segundo trimestre deste ano.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) totalizou R$ 1,6 bilhão, alta de 37,1% na comparação anual e de 24,8% contra o segundo trimestre. Nesta linha, o BTG Pactual estimava um Ebitda de R$ 1,3 bilhão.
Assim como aconteceu no segundo trimestre, a divisão de geração de energia renovável e transmissão & distribuição de energia, que representa 36,9% da receita da empresa, foi um destaque.
Segundo o balanço divulgado pela Weg (WEGE3), houve crescimento em todas as linhas deste negócio durante o terceiro trimestre no mercado local. O impulso veio da geração solar distribuída (GD), da entrega de novos aerogeradores e melhor faturamento de alternadores e geração térmica.
A empresa destaca, ainda, que na área de transmissão e distribuição, os resultados foram positivos graças às entregas de transformadores de grande porte e subestações para projetos ligados aos leilões de transmissão e projetos de redes de distribuição.
Por outro lado, o mercado externo traz mais desafio para essa divisão dos negócios da Weg, com maior oscilação nas receitas. De acordo com a companhia, isso já era esperado e algo típico dos negócios de ciclo longo.
Lá fora, um dos focos da Weg está na venda de transformadores para parques de geração de energia renovável (eólica e solar) nos Estados Unidos.
As ações da Weg (WEGE3) lideravam os ganhos do Ibovespa há pouco, ainda no início do pregão desta quarta-feira (26). Às 10h22, o papel subia 5,19%, cotados a R$ 36,87.

Em um breve comentário, os analistas do BTG Pactual classificaram o balanço da Weg (WEGE3) como "um sucesso".
Para a equipe, os destaques são as margens de boa qualidade e a alta nas receitas, já que o dado veio bastante sólido e diminui as preocupações que parte do mercado tinha com a desaceleração do crescimento da empresa.
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
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