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Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

DEMOROU, MAS SAIU

Ultrapar (UGPA3) conclui venda da Extrafarma e recebe primeira parcela milionária da Pague Menos (PGMN3) — relembre o negócio

A venda havia sido fechada por R$ 700 milhões no ano passado. Após ajustes, o valor subiu para pouco mais de R$ 737,7 milhões

Pague Menos Extrafarma Ultrapar
Imagem: Shutterstock/Andrei Morais

Mais de um ano e quatro meses após o anúncio, a Ultrapar (UGPA3) concluiu nesta segunda-feira (1) a venda da Extrafarma para a Pague Menos (PGMN3). E, com o fechamento da transação, a controladora da rede de postos Ipiranga também recebeu hoje a primeira a parcela do negócio milionário.

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A venda havia sido fechada por R$ 700 milhões. Após ajustes de variações de capital de giro e a posição da dívida líquida da Extrafarma, o valor subiu para pouco mais de R$ 737,7 milhões.

Conforme os temos negociados, a Pague Menos desembolsou R$ 365,4 milhões presente data, enquanto outros R$ 6,9 milhões foram pagos pelos acionistas que exerceram direito de preferência. A Ultrapar ainda receberá outras duas parcelas de R$ 182,7 milhões, cada, nos meses de agosto de 2023 e 2024.

"Com a venda, a Ultrapar conclui o processo de racionalização de seu portfólio e passa a concentrar seus esforços em negócios mais complementares e sinérgicos", destacou a Ultrapar em comunicado sobre a conclusão da transação.

A venda da Extrafarma para a Pague Menos (PGMN3)

O programa de enxugamento de portfólio da Ultrapar (UGPA3) começou em maio de 2021, com o anúncio da venda da Extrafarma para a cearense Pague Menos (PGMN3).

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A Ultrapar, conhecida por controlar a rede de postos Ipiranga, não teve o mesmo sucesso na investida no varejo de medicamentos. Apesar de possuir mais de 400 lojas espalhadas ao redor do país, a Extrafarma não tinha fortes impactos nos balanços da controladora.

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Já para a Pague Menos, a decisão de comprar a empresa rival não foi por acaso. De acordo com Mário Queirós, presidente da companhia, a aquisição foi estratégica, visando também o crescimento das vendas digitais e de serviços

“A Extrafarma estava numa situação de virada e com um valor que não era o que ela merecia, e vamos atingir um mercado ainda maior com a aquisição", disse Queirós.

O negócio ainda fortaleceu a presença da cearense no Norte e no Nordeste, regiões em que a empresa é líder. A Pague Menos está convencida de que a expansão e otimização dos pontos de venda é uma de suas principais armas contra a concorrência.

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Para o fim de 2022, a empresa espera registrar um saldo de 100 novas lojas abertas, sem considerar o negócio da Extrafarma, de acordo com o CFO da Pague Menos, Luiz Renato Novais. No ano passado, foram inaugurados 80 estabelecimentos.

Veja também — OIBR3 hoje: na pressa por encerrar recuperação, Oi recebe proposta de R$ 1,6 bi por operação fixa

Cade fez exigências para aprovar o negócio

O negócio é estratégico para as duas companhias, mas foi visto com desconfiança pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica. O Cade já havia informado que o negócio era complexo e deveria ser analisado com lupa, e a aprovação da aquisição da Extrafarma pela Pague Menos por R$ 700 milhões veio com algumas ressalvas.

Antes de se tornar oficialmente o segundo maior grupo farmacêutico do país em número de lojas, com cerca de 1,5 mil estabelecimentos e atrás apenas da Raia Drogasil, a compradora terá que atender a algumas demandas do Conselho.

A Pague Menos precisará vender oito unidades da Extrafarma — isto é, 2% do total de lojas da adquirida — no Nordeste em até seis meses.

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A exigência foi feita após o Conselho observar uma concentração excessiva gerada pelo negócio na região, de acordo com o relator do caso, conselheiro Gustavo Augusto. 

De acordo com o Conselho, serão vendidas cinco unidades no Ceará, nos municípios Russas, Canindé, Limoeiro do Norte, Aracati e Horizonte, além de duas lojas no Maranhão - uma em Chapadinha e outra em Codó (MA). Já no Rio Grande do Norte, será feita a venda de uma unidade da cidade de Caicó.

 

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