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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

DE PASSARALHO A DESISTÊNCIAS

O ultimato de Elon Musk não funcionou! Funcionários do Twitter se recusam a trabalhar para o bilionário

Após o Chief Twit solicitar um “ritmo extremamente hardcore” dos trabalhadores, cerca de metade dos Tweeps que sobraram após o passaralho decidiu abandonar o “Twitter 2.0”

Camille Lima
Camille Lima
18 de novembro de 2022
10:06 - atualizado às 10:28
O bilionário Elon Musk comprou o Twitter faz pouco mais de uma semana e já bagunçou todo o coreto da rede social
O bilionário Elon Musk - Imagem: Montagem / Divulgação

É de se esperar que o homem mais rico do planeta exerça alguma influência sobre os demais. Mas quando se trata de um ultimato que caminha na corda-bamba das leis trabalhistas, nem mesmo os poderes de convencimento de Elon Musk são capazes de persuadir os funcionários do Twitter.

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Desde que o CEO da Tesla assumiu o controle da empresa de mídia social, os empregados da plataforma — chamados de Tweeps — começaram a reclamar das condições de trabalho em que se encontravam, com destaque para as cargas horárias excessivas.

Anteriormente, o bilionário já havia exigido que os funcionários trabalhassem "literalmente 24 horas por dia, 7 dias por semana" para atender às demandas em curtos prazos. Para acompanhar as novas demandas do ‘Chief Twit’, algumas pessoas passaram a dormir no escritório — inclusive o próprio Elon Musk.

No novo e-mail aos funcionários, o empresário avisou que, aos que quisessem ainda manter o emprego, seria necessário adotar um “ritmo extremamente hardcore". Isso incluiria trabalhar “longas horas em alta intensidade”. Caso contrário, a porta de saída estaria logo ali.

Aos trabalhadores que não desejassem continuar no navio, bastava não se inscreverem para fazer parte do "novo Twitter" até quinta-feira, que então receberiam três meses de indenização.

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Bye, bye, Elon Musk

Seria um eufemismo dizer que o novo reinado de Elon Musk não foi engolido com muito gosto pelos trabalhadores.

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Aproximadamente metade dos Tweeps que sobraram após o passaralho, que deixou na rua cerca de 3,7 mil pessoas, decidiram seguir as ordens do chefe — e a escolha foi abandonar o “Twitter 2.0”, de acordo com informações do Insider.

Em termos claros: uma das maiores plataformas de mídia social, que contava com cerca de 7,5 mil trabalhadores ao começo do ano, teria passado a contar com uma força de trabalho formada por menos de 2 mil funcionários, segundo o jornal.

"Acho que é uma ótima ideia e tenho dito desde o primeiro dia que é assim que deveria ter sido tratado. Ainda triste por partir. A maioria de nós que vai aceitar os 3 meses está fazendo isso para fugir dele. Não do trabalho”, disse um Tweep ao site.

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Os cerca de 2 mil funcionários que abdicaram aos cargos na rede social, incluindo engenheiros considerados essenciais para a companhia, estendem a lista de pedidos de demissão na empresa, que contou com a saída de importantes executivos na semana passada.

"Muitas equipes já estão reduzidas a apenas uma pessoa", disse um funcionário.

A quantidade de pessoas que se inscreveram para o ultimato — ou oferta, se preferir — de Musk no “Twitter 2.0” foi tão pequena que o bilionário fez os principais executivos do Twitter a tentar convencer pessoalmente alguns funcionários "críticos" a continuar na empresa.

O Twitter morreu?

As desistências em massa na companhia de mídia social pegaram Elon Musk de surpresa, e o bilionário decidiu subitamente fechar os escritórios do Twitter ontem. Literalmente.

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Todos os prédios da empresa foram temporariamente fechados, com efeito imediato, e os trabalhadores passaram a ser barrados na entrada dos escritórios após mais da metade dos Tweeps se recusarem a embarcar na nova fase da empresa, segundo fontes informaram ao Insider.

A medida dramática deve durar até segunda-feira (21) e servirá para "evitar a sabotagem física enquanto resolvem as revogações de acesso", de acordo com uma mensagem enviada na plataforma corporativa Slack.

Basicamente, o objetivo é deslogar os funcionários que pediram demissão de todas as contas ligadas ao Twitter, que poderiam conter informações sigilosas sobre a empresa.

Na noite de ontem, Elon Musk ainda foi ao Twitter publicar um meme sobre a situação atual da empresa recém adquirida. Deixo a você a interpretação.

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https://twitter.com/elonmusk/status/1593459801966538755

*Com informações de Business Insider e Reuters

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