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Empresa afirma que a parceria vai diminuir a dependência da matéria-prima primária e abrir portas para o desenvolvimento do mercado de carros elétricos no Brasil
As baterias usadas hoje em dia em celulares, notebooks e até mesmo em veículos totalmente elétricos são bem mais sustentáveis que as de antigamente. Mesmo assim, a sua reciclagem é fundamental para não prejudicar o ambiente, e a Tupy (TUPY3) quer desenvolver métodos ainda melhores para reaproveitar essas baterias.
A multinacional brasileira anunciou nesta quinta-feira (24) uma nova parceria com a BMW e o Senai Paraná. O objetivo do projeto é justamente desenvolver um processo de reciclagem mais sustentável para as baterias dos carros da BMW.
“A ideia é ter uma indústria nacional que possa, inclusive, exportar tecnologia e serviços nessa área”, disse o CEO da Tupy, Fernando Cestari de Rizzo, ao Estadão.
O projeto das empresas consiste em reciclar as células de baterias de íon-lítio dos carros da BMW por hidrometalurgia.
Segundo o CEO da brasileira, a hidrometalurgia “derrete” a bateria em baixa temperatura, o que permite que os compostos químicos possam ser retirados em boas condições para serem reutilizados nos propulsores de automóveis elétricos.
Esse processo de extração de metais é um dos mais sustentáveis atualmente e emite menos gases do efeito estufa.
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Antes de ser usado em novas baterias, o material reciclado ainda vai passar por uma análise para demonstrar o grau de pureza adequado do processo de reciclagem.
De acordo com a Tupy, esse processo de reciclagem vai diminuir a dependência da matéria-prima primária, uma vez que cria novas formas de utilizar os materiais reciclados para fabricar baterias novas.
“A parceria com a Tupy e o Senai é um passo adiante, pois, no futuro, poderá viabilizar a produção de novas baterias com reduzida extração de matérias-primas do meio ambiente”, destaca Vivaldo Chaves, diretor de Sustentabilidade e Infraestrutura da BMW.
Para o CEO da Tupy, a parceria também abre portas para o desenvolvimento do mercado de carros elétricos no Brasil.
Segundo Fernando Cestari de Rizzo, ainda que o negócio seja pequeno no país, é possível executar esse projeto.
"Temos uma oportunidade para nos beneficiar na Europa e Estados Unidos, onde já temos clientes. E também criar uma solução local, pois aqui, futuramente, também haverá um conjunto enorme de baterias para serem recicladas”, afirmou Rizzo.
O projeto tem duração de 24 meses, mas a Tupy espera atingir os primeiros resultados ainda neste ano. O investimento inicial é avaliado em cerca de R$ 3,4 milhões.
As três empresas vão contribuir com suas expertises e conhecimentos específicos para os estudos do projeto.
A Tupy vai fornecer o seu conhecimento em materiais e metalurgia para desenvolver tecnologias para ajudar na jornada de descarbonização dos clientes.
O Senai Paraná vai ser responsável pelas pesquisas e resultados feitos no Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica (ISI-EQ), em Curitiba (PR).
Por sua vez, a BMW deve colaborar com o seu conhecimento técnico, além de fornecer as baterias dos veículos elétricos para desenvolver a reciclagem por hidrometalurgia.
*Com informações de Estadão Conteúdo
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