Compra dos ativos da Oi (OIBR3) dá uma forcinha extra para os negócios da Telefônica Brasil (VIVT3); saiba como
A análise é da agência de classificação Fitch Ratings, que manteve a classificação de risco da dona da Vivo em 'AAA(bra)', a mais alta na escala de risco de crédito

A venda dos ativos de telefonia móvel para as principais rivais deu um fôlego para a Oi (OIBR3) no processo de recuperação judicial. Mas a Telefônica Brasil (VIVT3), que ficou com parte do espólio da antiga gigante, também se beneficiou do negócio.
O modelo de negócios da líder do mercado de telefonia móvel melhorou com a incorporação de parte dos ativos da Oi em abril deste ano. A análise é da agência Fitch Ratings, que manteve a classificação da Telefônica Brasil em 'AAA(bra)', a mais alta na escala de risco de crédito.
Com a aquisição — feita em conjunto com a Claro e a Tim — a Vivo, controlada pela Telefônica Brasil, recebeu 12,5 milhões de assinantes da OIBR3, 43MHz de espectro e 2.700 torres com migração completa de clientes prevista para ser concluída no primeiro trimestre de 2023.
Segundo a Fitch, embora os assinantes da Oi tenham uma receita média por usuário (ARPU, na sigla em inglês) menor do que os da Telefônica Brasil, eles vêm com margem ebitda estimada de 70%.
Nos cálculos da agência, os ativos móveis da Oi deverão contribuir com cerca de R$ 1,6 bilhão em receitas anuais e R$ 1,1 bilhão em ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização de depreciação) para os resultados consolidados da Telefônica Brasil.
Leia Também
A Vivo pagou R$ 5,4 bilhões pelos negócios da Oi Móvel. Deste total, R$ 4,9 bilhões foram pagos em abril e os R$ 500 milhões restantes estão previstos para o terceiro trimestre de 2022.
A empresa estima o valor presente líquido (VPL) de sinergias, excluindo aquelas do lado da receita, em torno de R$ 5,4 bilhões.
Telefônica Brasil (VIVT3): desempenho forte
Além de receber uma ajudinha da Oi (OIBR3), a Fitch destaca o sólido modelo de negócios que a Telefônica Brasil (VIVT3) já tem, graças à posição de liderança no setor de telecomunicações brasileiro.
A empresa também é beneficiada pelo perfil financeiro conservador, com liquidez robusta e baixa alavancagem.
A agência acredita que a Telefônica Brasil continuará apresentando forte desempenho operacional nos próximos três anos, sustentado pelo crescimento da base pós-paga e receita média por usuário combinada, bem como da base Fiber-to-the Home (FTTH).
A Fitch lembra, no entanto, que a Telefônica Brasil está inserida em um mercado competitivo e regulamentado, que é intensivo em capital e exposto a rápidas mudanças tecnológicas.
Vivo (VIVT3) e Oi (OIBR3) fora da telefonia fixa?
No final do mês passado, a Vivo (VIVT3) e a Oi (OIBR3) informaram que estavam considerando devolver a concessão do serviço ao fim do contrato.
As duas maiores prestadoras de telefonia fixa no Brasil avaliam a possibilidade a partir de 2025, caso as adaptações no regime não sejam economicamente atrativas.
A Oi e a podem devolver a concessão, mas, em troca, terão de assumir compromissos de investimentos para levar a banda larga até o interior do País, em regiões ainda carentes de conectividade.
O valor desses investimentos passou a ser apurado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) desde então.
A consultoria contratada pela Anatel para fazer as contas apontou que os valores consolidados envolvidos em uma eventual mudança de regime são de R$ 10 bilhões a R$ 30 bilhões em favor da União.
FECHAMENTO DOS MERCADOS
Os 30 minutos que selaram o destino da bolsa em Nova York — e do Ibovespa — após a alta dos juros nos EUA
16 de setembro de 2026 - 17:15CONSOLIDAÇÃO DA CARTEIRA
Fundo imobiliário que rende IPCA+ 10%? Patria quer unir FIIs e criar gigante de crédito de R$ 4,5 bilhões
16 de setembro de 2026 - 13:01LATAM RETAIL SHOW 2026
FIIs são o ‘match perfeito’ para o setor de shopping centers, segundo gestores; saiba onde estão as melhores oportunidades
15 de setembro de 2026 - 21:19ESTRATÉGIA DOS ESTRANGEIROS
Os gringos estão de olho no Ibovespa, mas as eleições assustam; veja o que diz pesquisa com gestores que reúnem US$ 90 bi
15 de setembro de 2026 - 18:45RECOMENDAÇÃO DE COMPRA
Cyrela (CYRE3), Porto (PSSA3) e RD Saúde (RADL3): o que elas têm em comum e como podem saltar até 55%?
15 de setembro de 2026 - 16:40EM BUSCA DA ESTABILIDADE
Da Petrobras (PETR4) ao BTG (BPAC11) e Embraer (EMBJ3): as ações que o Citi escolheu para enfrentar a montanha-russa das eleições
15 de setembro de 2026 - 11:17INVESTIMENTO ESG
Energia limpa na Bolsa: novo ETF da Galapagos amplia aposta em empresas brasileiras e tem apoio do BNDES
14 de setembro de 2026 - 19:47PARA ONDE VAI A BOLSA
BofA está otimista e tem nova projeção para a Selic; banco já elegeu suas ações preferidas para investir em cenário mais positivo para juros
14 de setembro de 2026 - 19:07DÍVIDA NA CARTEIRA
FIIs de tijolo estão de olho na alavancagem e reduzem endividamento — mas um segmento vai na contramão; entenda o motivo
14 de setembro de 2026 - 17:10MERCADOS HOJE
Sangria na bolsa: Ibovespa perde mais de 3 mil pontos e dólar sobe; juro do Treasury passa de 5%
14 de setembro de 2026 - 12:32MEXENDO NA CARTEIRA
TRXF11 vai às compras de novo, e mercado torce o nariz: cotas caem após FII desembolsar R$ 340 milhões por ativos corporativos
14 de setembro de 2026 - 11:06BOLSA EM DÓLARES
Ibovespa mais acessível para o gringo? Novidade na B3 a partir de hoje pode ajudar o índice
14 de setembro de 2026 - 10:01REPORTAGEM ESPECIAL
Trade eleitoral: como os tubarões do mercado estão se posicionando para ganhar com as eleições — e limitar o prejuízo se a aposta der errado
14 de setembro de 2026 - 6:12SOBE E DESCE DAS AÇÕES
Alívio nos juros favorece Assaí (ASAI3), enquanto Direcional (DIRR3) amarga a pior queda do Ibovespa. O que aconteceu?
13 de setembro de 2026 - 13:06GIGANTE DA BOLSA
Petrobras (PETR4) está mais forte nessas eleições e pode saltar 32%, diz BTG – mas 4 gatilhos podem levar a ação além
11 de setembro de 2026 - 12:46IBOV MAIS COMPLETO
BDRs de Nubank, XP, Inter e JBS podem ganhar espaço no Ibovespa; entenda por que isso importa
10 de setembro de 2026 - 15:01MAIS INTERNACIONAL
B3 muda regra do Ibovespa e BDRs de brasileiras poderão entrar no índice já a partir da próxima edição
9 de setembro de 2026 - 17:02IÇANDO AS VELAS
Por que o Bank of America voltou a recomendar a compra de ações brasileiras na contramão de JP Morgan e Morgan Stanley
8 de setembro de 2026 - 14:06MERCADOS
O combo que fez o Ibovespa saltar mais de 4.000 pontos em 50 minutos na volta do feriado
8 de setembro de 2026 - 13:12NOVA ESCALAÇÃO