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Liliane de Lima

É repórter do Seu Dinheiro. Jornalista formada pela PUC-SP, já passou pelo portal DCI e setor de análise política da XP Investimentos.

MAIS QUE ESG

Por que o bilionário fundador de grupo de vestuário Patagonia decidiu doar a própria empresa a organizações de proteção ao meio ambiente; entenda

O patrimônio da empresa, avaliada em US$ 3 bilhões, será destinado para duas instituições; a mulher e seus dois filhos também abriram mão de participações acionários na empresa

Liliane de Lima
15 de setembro de 2022
16:32
Imagem: Divulgação/Patagonia

Doar boa parte da fortuna para causas sociais e ambientais se tornou uma tendência entre bilionários. Mas Yvon Chouinard, fundador da marca de roupas esportivas Patagonia, foi além ao anunciar a doação da própria companhia para a filantropia.

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O bilionário decidiu doar todo o seu negócio para o fundo Patagonia Purpose Trust e a organização não-governamental (ONG) Holdfast Collective. A esposa e os dois filhos adultos também abriram mão de suas participações na empresa. 

As duas instituições — o fundo e a ONG — foram criadas para preservar a independência da empresa e garantir que os lucros — de US$ 100 milhões por ano — sejam usados para combater as mudanças climáticas. 

“Uma opção era vender a Patagonia e doar todo o dinheiro. Mas não podíamos ter certeza de que o novo proprietário manteria nossos valores ou manteria nossa equipe de pessoas em todo o mundo empregadas”, disse o fundador em carta aberta

A empresa, avaliada em cerca de US$ 3 bilhões (R$ 15,6 bilhões aproximadamente, no câmbio atual), tem quase meio século de existência e agora “a Terra é o único acionista”, segundo a abertura do site da Patagonia. 

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Ou seja, a doação não significa o encerramento das atividades da marca. O objetivo do fundador e de sua família é destinar os lucros para um fim social, ou melhor, sustentável. 

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Patagonia e a preservação ambiental

“Eu nunca quis ser um empresário”. É assim que Yvon Chouinard começa a sua carta aberta em que anuncia a doação da marca Patagonia para instituições de proteção ambiental. 

A empresa de roupas esportivas tem, entre os seus princípios, a preocupação com as mudanças climáticas e seus efeitos. Fato este que em, 2018, o propósito da marca passou a ser “um negócio para salvar nosso planeta natal”. 

Por fim, o fundador Chouinard declara que usará a riqueza que “a Patagonia cria para proteger a fonte de toda a riqueza”, fazendo referência aos recursos naturais. 

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A nova preocupação dos bilionários 

As mudanças climáticas e o aquecimento global têm se tornado cada vez mais uma preocupação dos bilionários. 

Em julho, o dono da Microsoft, Bill Gates, declarou que doará US$20 bilhões de sua fortuna para instituições sem fins lucrativos voltadas ao meio ambiente. Entre elas, está a própria fundação do criada por ele e sua ex-mulher Melinda French Gates, em 2000.   

A Fundação Bill & Melinda Gates é voltada para a promoção da infância, erradicação das desigualdades e redução das mudanças climáticas. 

Bill Gates é a quarta pessoa mais rica do mundo e já cogita perder o posto de bilionário da Revista Forbes, com o objetivo de amenizar os danos à natureza. 

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Outros bilionários do ranking da Forbes, como o lendário investidor Warren Buffett e Mark Zuckerberg, fundador da Meta (ex-Facebook), também se comprometeram a doar a maior parte da fortuna.

*Com informações de New York Times 

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