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SOB NOVA DIREÇÃO

Quem é José Mauro Ferreira Coelho, o homem que vai comandar a Petrobras (PETR4) em meio a crise dos combustíveis

Ele assume o lugar do general Joaquim Silva e Luna, que está no comando da empresa desde abril de 2021

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14 de abril de 2022
14:26
homem vestido de terno escuro, sentado em uma cadeira, gesticulando com as mãos | Petrobras (PETR4)
O presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho - Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

A Petrobras (PETR4) finalmente está sob nova direção. O conselho de administração elegeu nesta quinta-feira (14) José Mauro Ferreira Coelho como novo presidente da estatal. Em meio à dança das cadeiras, as ações da companhia operam em queda hoje na B3, influenciadas pela queda do petróleo no exterior. 

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Indicado pelo governo federal, Coelho teve seu nome aprovado em assembleia geral na quarta-feira (13) para integrar o conselho de administração — um passo fundamental para que ele pudesse assumir o comando da Petrobras. 

Ele assume o lugar do general Joaquim Silva e Luna, que também assumiu em meio à pressão do governo sobre o preço dos combustíveis e ficou na cadeira por apenas um ano. 

Coelho, no entanto, não foi a primeira opção do governo para o cargo. O empresário Adriano Pires havia sido indicado antes para a presidência da Petrobras, mas desistiu em meio a conflitos de interesse

Na ocasião, Rodolfo Landim também abriu mão da indicação para presidente do conselho da companhia pelo mesmo motivo, optando por permanecer à frente do Flamengo. 

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Todos os nomes indicados para o alto escalão da companhia passam por uma avaliação interna. O objetivo é saber se eles preenchem os requisitos técnicos e de integridade para a função. 

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Com a desistência de Pires e de Landim, o governo indicou Marcio Andrade Weber para a presidência do conselho e José Mauro Coelho para o comando da estatal.

A definição no comando tira um pouco de pressão sobre as ações da Petrobras. Ainda assim, o mercado deve aguardar para saber se haverá mudança na gestão da companhia com o novo CEO.. 

Por volta das 14h15, as ações PETR4 eram negociadas em R$ 31,27, queda de 1,16%. Leia também nossa cobertura de mercados hoje.

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Quem é o novo chefe da Petrobras (PETR4)?

Coelho tem 25 anos de experiência nos setores de petróleo, gás natural e biocombustíveis. Com graduação em química industrial, também atuou na área acadêmica como professor de graduação e pós-graduação e é escritor. 

Entre abril de 2020 a outubro de 2021, Coelho foi secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME). 

Antes disso, ocupou por quatro anos o cargo de diretor de petróleo, gás e biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) — estatal que presta serviços ao Ministério na área de estudos e pesquisas para ajudar no planejamento do setor energético.

Ex-oficial de Artilharia do Exército, servindo entre 1983 a 1991, Coelho é pessoa de confiança do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

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Os desafios de Coelho

Com a disparada dos preços do petróleo no mercado internacional, o novo chefe da Petrobras (PETR4) tem pela frente o desafio de lidar com a pressão do governo em relação à política de preços da estatal. 

Desde 2016, a Petrobras adotou o preço de paridade de importação (PPI) para definir o valor da gasolina e do diesel nas refinarias. O PPI é orientado pelas flutuações do preço do petróleo no mercado internacional e pelo câmbio.

A alta dos preços do petróleo no mercado internacional e a desvalorização do real em relação ao dólar fizeram dos combustíveis motores importantes da aceleração da inflação no Brasil. 

De olho na reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou por diversas vezes a operação e o lucro da Petrobras — esta é a segunda que Bolsonaro mexe na presidência da estatal por insatisfação com a política de preços para os combustíveis. 

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Silva e Luna havia substituído o economista Roberto Castello Branco, que também sofreu pressão do governo por conta dos reajustes do diesel e da gasolina.

Governo perde vagas no conselho da Petrobras (PETR4)

O conselho da Petrobras possui 11 integrantes, com mandato de dois anos, ou seja, de 2022 a 2024. Porém, eles podem ser destituídos antes, caso peçam para sair ou a pedido do controlador. 

Se houver pedido do controlador, para ser confirmada, a destituição precisa ser votada em assembleia geral.

O governo federal, na condição de acionista controlador, indicou oito nomes para o colegiado, no entanto, na votação de quarta-feira (13) apenas seis foram aprovados. Antes, o governo tinha sete membros. 

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