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Segundo a Oi (OIBR3), valor não será pago porque não há receita líquida suficiente, condição necessária para que o pagamento fosse feito
O fim de ano segue agitado para a Oi (OIBR3). Mesmo depois de sair da recuperação judicial no início deste mês, a operadora ainda tem uma série de questões para resolver. Entre eles, dívidas com credores.
Nesta terça-feira (27) a companhia informou que não irá pagar antecipadamente os créditos concursais quirografários — valores devidos antes de uma empresa entrar em processo de falência ou recuperação judicial, mas que não entram numa ordem obrigatória e preferencial de pagamento. O credor fica sem uma garantia de que o valor será pago, sendo apenas uma promessa.
Caso a Oi quisesse quitar a dívida — que não teve o valor informado —, teria 55% de desconto, mas segundo o documento arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa está negativa em sua Receita Líquida dos Eventos de Liquidez, uma condição necessária e prevista na recuperação judicial para que o pagamento fosse feito.
Esse caso está longe de ser isolado, já que a Oi (OIBR3) entrou em recuperação judicial em 2016 com uma dívida de R$ 65 bilhões e mais de 55 mil credores.
De lá para cá, ela vendeu uma série de ativos para quitar parte dos valores, mas ainda está longe de resolver o problema.
Um dos casos mais recentes é a briga da operadora com os bancos, num embate com Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Itaú, o que também atrasou o fim da recuperação judicial.
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Juntos, os bancos pediram a prorrogação desse processo e o bloqueio do dinheiro levantado a partir da venda de ativos da empresa, num total de R$ 6,9 bilhões. O grupo queria a quantia como garantia do pagamento das dívidas da Oi.
Segundo o plano de recuperação, caso o caixa da Oi contasse com mais de R$ 6,5 bilhões vindos das vendas de suas operações, a empresa seria obrigada a pagar suas dívidas com esses bancos antes do prazo e até o fim deste ano.
A Oi, por sua vez, disse que o valor em caixa estava abaixo deste valor e, portanto, não haveria como pagar o montante devido. Obviamente os bancos não gostaram da resposta, desconfiaram da empresa e foram cobrar na Justiça.
Apesar disso, o juiz responsável pelo processo negou o pedido dos bancos que desejavam postergar o fim da recuperação judicial no início deste mês.
Tantos problemas se refletem na desvalorização de OIBR3, que vai encerrar o ano ainda na casa dos centavos. O papel terminou o dia com queda de 5,26%, cotado a R$ 0,18.
No ano, o tombo é de 75%, enquanto no mês o papel cai 10%.

De acordo com dados compilados pela plataforma TradeMap, das três recomendações existentes para o papel, duas são de manutenção e uma é de venda.
Essa não é a primeira crise da varejista do setor de casa e decoração, que já enfrentou pedido de falência, recuperação extrajudicial, renegociações de dívidas e diversas brigas entre os sócios.
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