Oi (OIBR3) conclui venda de estrutura fixa para subsidiária da Highline; negócio pode chegar a R$ 1,7 bilhão
Contrato entre a Oi e a NK 108, afiliada da Highline, abrange milhares de torres fixas que compõem a estrutura fixa da empresa de telefonia

A Oi (OIBR3) finalmente firmou contrato com a NK 108, afiliada da Highline do Brasil II Infraestrutura de Telecomunicações, para se desfazer de sua operação fixa.
A aquisição da estrutura de torres da empresa de telecomunicações pela afiliada da Highline pode alcançar R$ 1,697 bilhão e representa mais um passo rumo ao fim do extenso processo de recuperação judicial da empresa.
A proposta da NK 108 foi a única considerada válida em um processo competitivo na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro encerrado em agosto.
Do montante total, a Oi vai receber R$ 1,088 bilhão à vista. Os R$ 609 milhões restantes serão pagos até 2026.
Entretanto, o valor está condicionado à quantidade futura de Itens de Infraestrutura a serem utilizados após 2025, além de outros detalhes contratuais, explicou a empresa em comunicado ao mercado na noite de quarta-feira (7).
Mais um passo rumo ao fim da recuperação judicial da Oi
A venda do lote de torres fixas para a Highline é um dos últimos eventos previstos antes do fim do processo da recuperação judicial da Oi.
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De acordo com a Oi, o negócio permite a injeção de novos recursos na companhia. Traz ainda um potencial aporte adicional em três anos, com flexibilidade quanto ao uso e obrigações futuras das torres vendidas, em função da evolução da sua necessidade operacional.
"Todos esses movimentos são importantes para a continuidade do plano de transformação da Oi, que prevê o redirecionamento do nosso foco para os serviços de fibra ótica e soluções digitais para os segmentos consumidor, empresarial e corporativo, reinventando assim a companhia para atender às novas necessidades do mercado e da visão de longo prazo da empresa", informou a Oi quando a proposta da NK 108 foi aceita.
A conclusão do negócio, porém, está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Impacto sobre o preço das ações
Apesar das recentes notícias referentes à recuperação judicial da Oi terem sido consideradas positivas pelos participantes do mercado financeiro, as ações da empresa não têm conseguido recuperar valor na bolsa.
Na semana passada, os acionistas da Oi aprovaram um grupamento de ações na proporção de 10 para 1.
Desde o início de 2022, a B3 vem cobrando a Oi a tomar providências capazes de tirá-la da condição de penny stock, como são chamadas as ações cotadas a preços inferiores a R$ 1.
Na sessão de ontem, OIBR3 encerrou o dia estável, cotada a R$ 0,19.
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