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A partir desta sexta-feira (2), os acionistas da Oi poderão ajustar suas posições em lotes múltiplos de 10 ações; o prazo de livre ajuste termina em 6 de janeiro de 2023
A Oi (OIBR3) já figurou entre as maiores e mais cobiçadas empresas de capital aberto do Brasil. Entretanto, um longo e ainda inacabado processo de recuperação judicial levou as ações da empresa de telefonia a perderem 99,75% de seu valor em relação ao IPO, em abril de 2012. Ontem, OIBR3 encerrou o pregão a R$ 0,20.
Desde o início de 2022, aliás, a B3 vem cobrando a Oi a tomar providências capazes de tirá-la da condição de penny stock. Assim são chamadas as ações cotadas a preços inferiores a R$ 1.
Não se trata de uma vigilância exclusiva sobre a Oi. Ainda ontem, o IRB Brasil (IRBR3) propôs a seus acionistas um grupamento de suas castigadas ações. Confira aqui a proposta.
No que depender da Oi, entretanto, os tempos de penny stock estão próximos do fim. Depois de não ter conseguido aprovar um grupamento na proporção de 50 para 1 ação, uma nova proposta foi feita e aprovada ontem na assembleia geral de acionistas.
Entre o movimento desejado e o possível, a Oi conseguiu aprovar um grupamento na ordem de 10 para 1 ação.
Com a aprovação, cada lote de dez ações de cada espécie será grupado em uma única ação da mesma espécie.
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No entanto, as ações na forma de American Depositary Shares (ADSs) não serão objeto do grupamento, de forma que as paridades dos ADSs com as ações locais passarão por ajuste, visando à manutenção do total de ADSs.
Diante disso, o capital social da Oi passará a ser representado por 660.303.745 ações, sendo 644.531.021 ordinárias (OIBR3) e 15.772.724 preferenciais (OIBR4).
A partir desta sexta-feira (2), os acionistas poderão ajustar suas posições em lotes múltiplos de 10 ações mediante negociação na B3.
O prazo de livre ajuste se encerrará em 6 de janeiro de 2023. A partir do dia 9 de janeiro, as ações passarão a ser negociadas exclusivamente na proporção resultante do grupamento aprovado ontem.
As frações remanescentes serão reagrupadas em números inteiros em leilões na bolsa. Os detalhes dessas operações serão informados depois do encerramento do período de livre ajuste.
O grupamento aprovado ontem pela Oi visa ao cumprimento de normas impostas pela B3. A operadora da bolsa brasileira estabelece regras para inibir a negociação de penny stocks, como são chamadas as ações cotadas abaixo de R$ 1.
Além do preço baixo, essas ações costumam apresentar mais volatilidade do que o restante dos ativos negociados em bolsa.
A B3 estabelece entre suas regras que uma ação não pode passar mais do que 30 pregões cotada abaixo de R$ 1.
Quando isso ocorre, a empresa em questão é notificada para que apresente um plano de adequação de preço. No caso da Oi, as primeiras notificações datam de fevereiro de 2022.
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