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A entrada da Embraer (EMBR3) nesse setor acontece após um investimento em um rodada série A na XMobots, empresa brasileira de robótica e drones
Aparentemente, apenas o céu é o limite para a Embraer (EMBR3) mesmo. A fabricante de aeronaves, que também já atua no segmento "carros voadores" — os eVTOLs, acaba de entrar no mercado de drones.
A entrada acontece após um investimento em um rodada série A — quando uma startup já possui um modelo de negócios, mas precisa de dinheiro para crescer — na XMobots, empresa brasileira de robótica e drones. O aporte foi feito por meio da Embraer X, divisão de inovação da companhia.
O valor do negócio firmado pela Embraer não foi revelado, mas ela será acionista minoritária e poderá aumentar sua participação no futuro.
De acordo com a ferramenta Fundz, que consolida informações de investimentos em startups, um aporte série A costuma envolver valores entre US$ 2 milhões e US$ 15 milhões. Vale lembrar que diante da seca do mercado de venture capital, nem todos os fundos poderiam colocar um cheque desses na mesa, o que pode ser lido como uma vantagem da Embraer nessa negociação.
A XMobots foi criada em 2007 em São Carlos (SP) e, segundo a própria empresa, deve inaugurar em breve mais uma fábrica em Itajubá (MG). Além de atender um curioso que deseja ter um drone em casa, a empresa também atende companhias do agronegócio para manutenção e proteção de lavoura, além do setor de segurança e defesa.
"O negócio tem o objetivo de acelerar o futuro do mercado de drones autônomos de médio e grande porte, exploração conjunta de novos nichos de mercado e ampliar a rede de colaboração em pesquisa de novas tecnologias que tenham sinergias com as áreas de desenvolvimento tecnológico, unidades de negócio e inovação da Embraer", diz o comunicado disponível na CVM.
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A Embraer parece viver um momento bastante positivo conforme os danos causados pela pandemia ao setor aéreo vão ficando para trás. Na semana passada, a empresa anunciou que pretende expandir seu programa de financiamento de aeronaves e, para tal, fechou um memorando de entendimento — uma espécie de acordo de compromisso — com os fundos Apollo. Pelos termos do documento, serão disponibilizados até US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 7,8 bilhões) para a empresa brasileira.
A parceria também inclui o desenvolvimento de projetos de clientes focados em ESG (critérios de meio ambiente, social e governança, em tradução livre) e o desenvolvimento de tecnologias verdes.
Enquanto a empresa atua em novas frentes e firma novas parcerias, os papéis ainda sofrem — no ano, a baixa de EMBR3 é de 44,72%. No mês, a queda é de 0,72%.
No pregão desta segunda-feira, a reação ao investimento na XMobots é positivo e os papéis subiam 1,78% às 10h13, cotados a R$ 13,72.

De acordo com informações compiladas pela plataforma TradeMap, das seis recomendações para os papéis da Embraer, cinco são de compra e um é de manutenção.
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