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A iniciativa é fundamental para o plano da Embraer de neutralizar a pegada de carbono de suas operações nos próximos dois anos
A Embraer (EMBR3) poderá se tornar em breve a primeira fabricante de aeronaves a utilizar combustível 'verde' para a aviação em suas operações. O feito será possível graças a uma parceria firmada com a Raízen (RAIZ4) neste domingo (17).
As duas empresas assinaram hoje uma carta de intenções com o compromisso de estimularem o desenvolvimento do ecossistema de produção de combustível de aviação sustentável (SAF, na sigla em inglês). O produto verde será distribuido pela Raízen, que é uma empresa referência global em bioenergia.
A iniciativa é "fundamental" para o plano da Embraer de neutralizar a pegada de carbono de suas operações até 2024. A fabricante de aviões explica, em comunicado divulgado mais cedo, que mais de 60% de suas emissões vêm do uso de querosene em ensaios e voos de produção.
“O SAF tem um papel essencial na redução das emissões da aviação no curto e médio prazo. Diante disso, este acordo visa estimular o crescimento e a sustentabilidade da cadeia de valor como um todo”, declarou, em nota, Carlos Alberto Griner, Vice-Presidente de Pessoas, ESG e Comunicação da Embraer.
Já para a Raízen, o movimento reforça os trabalhos para o desenvolvimento e pesquisa em combustíveis sustentáveis para diversos setores.
A expectativa é que a empresa contribua para que a Embraer atinja a meta de ter misturas verdes representando 100% do seu consumo de combustível no Brasil até 2030.
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"Como empresa integrada de energia, a Raízen tem metas desafiadoras ao pretender ampliar em 80% sua oferta de renováveis para o mercado e fazer esse aumento com a maior eficiência possível no nosso processo produtivo e na ajuda da redução do impacto de nossos clientes", destaca Antonio Cardoso, vice-presidente de Marketing e Serviços da Raízen.
Desde sua formação, a Raízen já evitou 30 milhões de toneladas de C02, de acordo com informações da própria empresa. O objetivo agora é ampliar o potencial de descarbonização de seus produtos para mais de 10 milhões de toneladas de CO2 evitados por ano.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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