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Investidores especulam sobre quais seriam as intenções de Musk em relação ao Twitter no futuro próximo
A predileção do bilionário-celebridade Elon Musk pelo Twitter é pública e notória. E agora ele detém uma fatia pra lá de generosa do bolo de sua rede social favorita.
O CEO da Tesla, Elon Musk, comunicou à Securities and Exchange Commission (SEC, a xerifona do mercado de capitais dos Estados Unidos) que agora é detentor de 9,2% das ações do Twitter.
A participação do bilionário na empresa vale US$ 2,89 bilhões, com base no preço de fechamento do Twitter na sexta-feira (US$ 39,31 por TWTR). Na B3, os BDRs do Twitter são negociados sob o ticker TWTR34.
Um estudo realizado pela startup Tipalti Approve sugere que Elon Musk se transformará em breve no primeiro trilionário da história.
A fortuna de Musk está atualmente avaliada em US$ 289,4 bilhões pela Forbes. De acordo com a Tipalti, o CEO da Tesla aumenta sua riqueza em 129% por ano.
Se permanecer nesse ritmo, em 2024, ele deve alcançar a marca de US$ 1,38 trilhão (R$ 6,4 trilhões, no câmbio atual).
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Hoje, a simples notícia de que o bilionário detém pouco mais de 9% das ações do Twitter fazia com que o papel disparasse 25% no pré-mercado em Nova York, firmando-se na faixa de US$ 49 por TWTR.
Ou seja: se Musk resolvesse desovar agora as 73.486.938 ações do Twitter de sua carteira, embolsaria um US$ 3,6 bilhões em um único golpe - e certamente se queixaria da mordida do Leão do Tio Sam.
Na avaliação de analistas, a posição de Musk no Twitter levanta especulações de que ele poderia ter interesses maiores na rede social.
A conclusão é que os investidores apostam na possibilidade de Musk buscar uma posição mais ativa na empresa.
“Musk poderia tentar adotar uma postura mais agressiva aqui no Twitter”, disse Dan Ives, analista da Wedbush, à CNBC. “Isso eventualmente pode levar a algum tipo de compra.”
Musk é mais que um acionista do Twitter. Entre lovers & haters, ele tem mais de 80 milhões de seguidores na plataforma.
Ao longo do anos, porém, alguns de tweets colocaram o CEO da Tesla em apuros.
Em 7 de agosto de 2018, por exemplo, Musk publicou que tinha “financiamento garantido” para tornar a Tesla privada por US$ 420 por ação.
Os 12 meses seguintes a esse tweet foram uma montanha-russa para Musk e os acionistas da Tesla.
Nesse período, a empresa estabeleceu recordes de desempenho, mas também teve que lidar com litígios, inquéritos governamentais e demissões.
Musk também chegou a um acordo com a SEC por meio do qual afastou-se da presidência da Tesla.
De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes
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