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A autorização condicional para a produção de veículos elétricos na planta inaugurada nesta terça-feira (22) aconteceu apenas no dia 4 de março; entenda por que a unidade é vital para os negócios do empresário
Bebeu água? Não é novidade que Elon Musk tem um apetite insaciável tanto por inovação como pela expansão dos seus negócios. Por isso, o dono da Tesla comemorou — finalmente — a inauguração de sua fábrica na Alemanha. Mas os planos do bilionário podem esbarrar em um elemento fundamental para qualquer pessoa: a água.
Tá com sede? Ao que tudo indica, a fábrica da Tesla nas proximidades de Berlim está sedenta. A unidade demanda a utilização de muita água e pode deixar a região de Brandenberg sem reserva hídrica.
Para se ter uma ideia, a Tesla usa cerca de 3.000 litros de água para cada carro que produz, enquanto a Volkswagen consome 3.700 litros por veículo e a Mercedes-Benz bebe 4.700 litros por unidade, de acordo com a Bloomberg.
Apesar de usar menos água do que outras fabricantes de automóveis, a empresa de Elon Musk poderia esgotar completamente a reserva hídrica da região com a primeira fase da implementação da unidade e precisará de licenças adicionais para expandir a capacidade no futuro, segundo analistas do Deutsche Bank.
Giga Berlim está em construção há vários anos. É extremamente importante para os planos da Tesla de expansão global após a abertura de sua fábrica Gigafactory 3 em Xangai no final de 2019. A empresa também abriu outra fábrica em Austin, Texas, recentemente.
Em novembro de 2019, quando Musk anunciou planos de construir uma fábrica de automóveis na Alemanha, ele elogiou a engenharia alemã.
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“Todo mundo sabe que a engenharia alemã é excelente, com certeza. Essa é parte da razão pela qual estamos localizando nossa Gigafactory Europe na Alemanha”, afirmou.
Apesar dos elogios, foi só em 4 de março que as autoridades alemãs deram aprovação condicional à Tesla para iniciar a produção, após meses de atrasos.
A empresa pretendia iniciar a produção de veículos no início do verão de 2021, mas a pandemia, as complicações na cadeia de suprimentos e os confrontos com ambientalistas retardaram o processo.
Elon Musk parece aliviado que a extensa fábrica da Tesla perto de Berlim, construída em 165 hectares de terras anteriormente florestadas, está finalmente começando a produção dos veículos elétricos Modelo Y para a Europa.
“Empolgado para entregar os primeiros carros de produção feitos pela Giga Berlin-Brandenburg amanhã!”, disse ele no Twitter na segunda-feira (21).
Além da questão hídrica, o bilionário ainda enfrenta um momento complicado, já que a invasão da Ucrânia pela Rússia aumenta os custos de materiais para as baterias da Tesla e a escassez global de chips continua.
Apesar dos ventos contrários, a fábrica alemã deve se tornar um ativo fundamental para a Tesla na Europa e ajudar a cumprir a meta de Musk de aumentar seu volume de vendas em 50% ao ano.
A expectativa é que a Tesla fabrique a fábrica em Brandenberg 500.000 veículos elétricos por ano, além de baterias.
Logo após cortar a fita vermelha na cerimônia de inauguração da unidade, Musk agradeceu aos alemães.
A nova unidade na Alemanha também modera a crescente dependência da China, que no ano passado se tornou a maior fonte de produção e lucro da companhia.
O maior mercado de veículos elétricos do mundo oferece custos de mão de obra e peças mais baixos para a fábrica da Tesla em Xangai, mas o governo chinês e as relações cada vez mais tensas com os Estados Unidos também são fontes potenciais de risco para os negócios de Musk.
Nos últimos trimestres, a Tesla tem exportado carros da China para clientes na Europa. A demanda por EVs continua muito alta na Europa, e agora a Tesla pode contar com alguma produção no continente, não apenas para ser enviada da China.
Vale lembrar ainda que, na semana passada, a Tesla teve que interromper temporariamente a produção na fábrica de Xangai devido ao ressurgimento de casos de covid-19 na China. Essa produção limitada de veículos Modelo 3 e Modelo Y fabricados na China por pelo menos dois dias.
*Com informações da CNBC
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