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A decisão veio após Rodolfo Landim, apontado pelo governo federal para comandar o Conselho de Administração da estatal, também abrir mão do posto
Agora é oficial: o indicado da União para assumir a presidência da Petrobras (PETR4), Adriano Pires, desistiu do cargo. A informação foi confirmada há pouco pelo Ministério de Minas e Energia.
"O MME informa que o senhor Adriano Pires apresentou carta ao Governo declinando em aceitar sua indicação à Presidência da Petrobras, por motivos pessoais", diz a nota divulgada nesta segunda-feira (4).
A decisão veio após Rodolfo Landim, apontado pelo governo federal para comandar o Conselho de Administração da Petrobras, abrir mão do posto para permanecer apenas como presidente do Clube de Regatas do Flamengo.
Landim anunciou a desistência após o clube perder a final do campeonato carioca para o Fluminense. Na ocasião, ele afirmou que o seu foco continuaria sendo o Flamengo; no entanto, ao longo do fim de semana começaram a circular as primeiras notícias quanto aos possíveis conflitos de interesse envolvendo os executivos indicados pelo governo.
A carta de Pires fala sobre esse problema: "Ficou claro para mim que não poderia conciliar meu trabalho de consultor com o exercício da Presidência".
Para mitigar os conflitos, o economista conta que já havia iniciado os procedimentos para desligar-se do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), mas, ao longo do processo, percebeu que não teria condições de fazê-lo "em tão pouco tempo".
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Embora a interferência governamental no comando da Petrobras seja considerada negativa, o nome de Pires era considerado técnico e havia sido bem recebido pelo mercado financeiro — ele substituiria Joaquim Silva e Luna, demitido em meio à polêmica do aumento no preço dos combustíveis.
Com a nova onda de incertezas envolvendo o comando da companhia, suas ações operaram em baixa nesta segunda-feira (4) e puxaram o Ibovespa com um todo ao campo negativo. Mesmo com a alta de mais de 3% do petróleo, os papéis PETR4 recuaram 0,94%, a R$ 32,70.

Mais cedo, Bruno Madruga, sócio e head de venda variável da Monte Bravo Investimentos, já havia explicado que a interrogação que paira sobre o comando da empresa é um dos principais fatores negativos pesando sobre os papéis no momento.
“Essa queda das ações da Petrobras, mesmo com o petróleo em alta, está ligada à desistência de Landim e também ao fato de o mercado estar em dúvida se Pires vai assumir a empresa. Tudo o que causa dúvida, provoca realização”.
Como especulado mais cedo, a desistência do economista veio depois que o governo Bolsonaro recebeu informações de que o nome dele não passaria no teste de governança da empresa.
A checagem do nome de dirigentes por empresas de fora da Petrobras é uma obrigação das regras da estatal, que tem ações da bolsa. Como sócio fundador do CBIE, Pires tem contratos de longo prazo com petroleiras e empresas de gás, entre elas a Cosan (CSAN3).
Para assumir o comando da Petrobras, Pires teria que abrir mão dos seus negócios. Segundo fontes ouvidas pelo Broadcast, ele achou que daria simplesmente para passá-los para seu filho — o que não é permitido pelas regras de governança da estatal.
A Petrobras (PETR4) vem de um imbróglio recente envolvendo a paridade com os preços internacionais depois que o petróleo superou os US$ 100 o barril por conta da guerra na Ucrânia.
O presidente Jair Bolsonaro criticou o sistema que equipara o valor dos combustíveis no Brasil à flutuação do petróleo e do dólar, sinalizando com um possível controle de preços. Agora, a Petrobras se vê novamente no meio de incertezas, dessa vez ligadas ao comando da estatal.
Falando à CNN nesta segunda-feira (04), o general Joaquim Silva e Luna afirmou que não vai deixar a presidência da Petrobras enquanto a solução definitiva para o comando da companhia não for acertada.
Será que, em meio a toda essa incerteza, as ações PETR4 ainda valem a pena? Para a XP, a resposta é sim — segundo a corretora, as notícias sobre a desistência de Landim à presidência do Conselho de Administração são marginalmente negativas.
Apesar de acreditarem que isso pode gerar alguma volatilidade nas ações, os analistas André Vidal, Victor Burke e Thales Carmo mantiveram suas teses de investimento intacta, "desde que o estatuto da Petrobras e a Lei das Estatais (13.303/2016) permaneçam em vigor, blindando a empresa".
A XP também reiterou a recomendação de compra para as ações PN da Petrobras, com preço-alvo de R$ 47,80, o que representa potencial de alta de 44,80% em relação ao último fechamento.
Já para o BTG Pactual, o anúncio de Landim e a possibilidade de que Adriano Pires decline a posição de CEO da estatal são negativas, já que estendem a atual fase de governança corporativa e trazem mais incerteza.
O banco explica que no caso de Pires, a impossibilidade deve-se à Lei da Estatais, que impossibilita ter familiares trabalhando no mesmo setor.
"Até termos uma nova indicação para o cargo, esperamos que o papel continue registrando performance abaixo dos fundamentos de petróleo. O preço da ação pode sofrer ainda mais caso o Pires não assuma a posição", afirma o banco.
O BTG lembra que, com a aproximação das eleições, a Petrobras está cada vez mais no foco — e, em meio à incerteza, os investidores não estarão dispostos a pagar pelos fundamentos do papel. O banco manteve recomendação neutra para Petrobras.
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
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