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Com ações descontadas na B3, administradora de shoppings trará até 14 milhões de ações para a tesouraria nos próximos 12 meses
Esta terça-feira (21) é dia de festa no shoppings da Multiplan. Ou melhor, na casa dos acionistas que possuem os papéis MULT3. Após renovar os recordes financeiros no primeiro trimestre, a administradora anunciou que fará um pagamento milionário de juros sobre o capital próprio (JCP) e dará início a um novo programa de recompra de ações.
O conselho de administração da empresa aprovou a distribuição de R$ 145 milhões, ou cerca de R$ 0,24715441155 por ação, em proventos para quem estiver na base acionária da companhia na próxima sexta-feira (24). O dinheiro cairá na conta dos investidores em 30 de junho.
Mas o montante informado é o bruto — o JCP está sujeito à retenção de Imposto de Renda (IR) na fonte. Após a mordida do leão o valor por papel cai para R$ 0,21008124981.
Também vale destacar que, após a data de corte, as ações serão negociadas "ex-direitos" e passarão por um ajuste na cotação referente aos proventos já alocados. Então você pode optar por comprar o papel agora e ter direito ao montante ou esperar a data de corte e adquirir os ativos por um valor menor, mas sem o direito ao JCP.
Além dos dividendos, o conselho de administração da Multiplan (MULT3) também aprovou o início de um novo programa de recompra de ações.
Com duração de 12 meses, a operação poderá movimentar até 14 milhões de papéis e ocorre em meio à queda das ações MULT3, que recuam de 10,75% nos últimos 12 meses.
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Mas o "desconto" pode não ser o único motivo por trás da recompra. Entre outros fatores, as empresas adotam o programa de recompra quando:
Até que a Multiplan (MULT3) decida qual será o destino das ações recompradas, os efeitos para os acionistas ainda são incertos.
Mas há dois cenários mais prováveis. O primeiro prevê que, se os papéis forem cancelados, o acionista termina, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, o que pode engordar sua contas de dividendos.
Já se os ativos permanecerem guardados na tesouraria para uma oferta no futuro, o acionista terá ganhos apenas após sua venda. Nesse caso, o ganho de capital fará parte do lucro da companhia, o que também influencia na distribuição de proventos.
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
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