Dividendos dos grandes bancos aumentaram 12% em 2021 com lucros em alta; veja quem foi o campeão
Esse é o melhor resultado em quase duas décadas do Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil, de acordo com o levantamento feito pela Economatica

A bolsa brasileira amargou um ano difícil em 2021. Uma série de turbulências internas e o cenário de pandemia não ajudaram o índice local. Mas os quatro grandes bancos com ações negociadas no mercado foram a boia de salvação de muitos investidores — e eles distribuíram dividendos como ninguém.
Um levantamento feito pela Economatica mostrou que Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4), Itaú Unibanco (ITUB4) e Santander Brasil (SANB11) distribuíram cerca de R$ 33,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio em (JCP) 2021.
Esse montante foi impulsionado pelo melhor resultado desses bancos em 15 anos. O levantamento tem como base 2016, tendo em vista que o Santander Brasil só passou a se reportar oficialmente à CVM naquele mesmo ano.
Lucros e dividendos
Quem encabeçou o pódio de ganhos foi o Itaú Unibanco. O maior banco privado brasileiro teve lucro líquido acumulado de R$ 24,9 bilhões em 2021, seguido pelo Bradesco, com R$ 21,9 bilhões, Banco do Brasil, com R$ 19,7 bilhões, e Santander, com R$ 14,9 bilhões.
Entretanto, quem jogou mais aviõezinhos de dinheiro foi o Santander, com a distribuição de R$ 9,99 bilhões em dividendos. Já o segundo lugar vai para o Bradesco (R$ 9,91 bilhões), enquanto as últimas posições ficam para Banco do Brasil (R$ 7,12 bilhões) e, na lanterna, Itaú (R$ 6,39 bilhões).
Leia Também
| Instituição | Ticker | Dividendos | Lucro |
| Santander Brasil | SANB11 | R$ 9,99 bilhões | R$ 14,9 bilhões |
| Bradesco | BBDC4 | R$ 9,91 bilhões | R$ 21,9 bilhões |
| Banco do Brasil | BBAS3 | R$ 7,12 bilhões | R$ 19,7 bilhões |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | R$ 6,39 bilhões | R$ 24,9 bilhões |
Bancões: o quarteto fantástico
Os “big four” dos bancos brasileiros ficaram ainda maiores e passaram a valer mais em 2021.
A medalha de ouro continua com o Itaú, com cerca de R$ 240 bilhões em valor de mercado, enquanto o Bradesco fica com a prata por uma diferença de R$ 52 bilhões, valendo R$ 188 bilhões.
O bronze vai para o Santander, valendo R$ 119,5 bilhões. Sem medalhas para levar para casa, o Banco do Brasil fecha a lista com R$ 95,7 bilhões — pouco mais da metade do valor de mercado do Itaú.
Os dados foram compilados em 14 de fevereiro deste ano. Em relação ao ano passado, o maior crescimento foi na seguinte ordem: Itaú Unibanco (22,81%), Banco do Brasil (16,26%), Bradesco (9,69%) e Santander (6,31%).
| Instituição | Ticker | Valor de mercado | Crescimento (% em relação a 2021) |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | R$ 240 bilhões | 22,81% |
| Banco do Brasil | BBAS3 | R$ 95,7 bilhões | 16,26% |
| Bradesco | BBDC4 | R$ 188 bilhões | 9,69% |
| Santander Brasil | SANB11 | R$ 119,5 bilhões | 6,31% |
Outros indicadores
Eficiência operacional
Pelo quarto ano consecutivo, o Santander teve o melhor desempenho no retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, em inglês) no ano passado. O índice mede a eficiência operacional de uma empresa ou atividade.
O ROE foi de 18,87%, seguido pelo Itaú, com 17,29%. Esse resultado inverteu o desempenho aquém do esperado em 2020, quando o maior banco privado brasileiro era o último da lista.
Na terceira posição está o Banco do Brasil, com 15,68% e, por fim, o Bradesco, com 15,16%.
Dessa forma, a mediana do ROE desses quatro bancos foi de 16,49%, 4,42 pontos percentuais superior ao mesmo dado de 2020.
No entanto, o resultado ainda está longe da melhor eficiência histórica do indicador. Em 2007, a mediana atingiu 25,76%, cerca de 9,27 pontos percentuais abaixo do nível atual.
Clientes inadimplentes
Por fim, outra métrica importante para analisar o desempenho dos bancos é o provisionamento de devedores duvidosos (PDD). Em outras palavras, é a previsão de clientes inadimplentes de cada instituição.
O maior PDD entre os grandes bancos é do Banco do Brasil: em 2021, a instituição financeira registrou uma cifra de R$ 18,5 bilhões, um recuo de 28,92% com relação a 2020.
A maior queda na passagem anual foi do Itaú, com recuo de 42,88% na PDD, seguido pelo Bradesco (-38,69%) e Santander (-6,80%).
Houve uma queda de 31,62% no PDD consolidado dos quatro bancos. O valor nominal em 2021 foi de R$ 64,6 bilhões, contra R$ 94,47 bilhões no final de 2020.
Confira o desempenho das ações desses bancos no pregão de hoje:
| Instituição | Ticker | Valor | Var (%) |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | R$ 26,56 | -0,60% |
| Banco do Brasil | BBAS3 | R$ 35,39 | 0,74% |
| Bradesco | BBDC4 | R$ 21,37 | 0,85% |
| Santander Brasil | SANB11 | R$ 32,18 | 0,78% |
PANDA BONDS
A operação bilionária da Vale (VALE3) na China: mineradora conta os planos dessa estreia
30 de setembro de 2026 - 19:53BANCOS
Dia cheio no Bradesco (BBDC4): de R$ 3,8 bilhões em JCP a leilão de sobras de ações até o “Pix” internacional
30 de setembro de 2026 - 19:33QUEM SOBE QUANDO OS JUROS CAEM?
JP Morgan aumenta pessimismo com Natura (NATU3) e corta recomendação; veja as varejistas preferidas do banco para surfar o rali eleitoral
30 de setembro de 2026 - 12:10CORTANDO ONDE DÁ
Como o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) quer transformar uma despesa milionária em fonte de receita em meio à recuperação
30 de setembro de 2026 - 10:53REESTRUTURAÇÃO CORPORATIVA
Raízen (RAIZ4) quer trocar o conselho, mexer no capital e entregar até R$ 35 bilhões em novos papéis aos acionistas
30 de setembro de 2026 - 10:33GOVERNANÇA
CEO bumerangue: por que empresas, como Natura e Ri Happy, trazem antigos líderes de volta — e quando isso vira um sinal de alerta
30 de setembro de 2026 - 6:12CHEQUE EM BRANCO
Do sonho de construir um ‘avião de ponta-cabeça’ ao banco do futuro: o que o CEO da Revolut prevê para o seu dinheiro
29 de setembro de 2026 - 19:42GATILHO BILIONÁRIO
IRB (IRBR3): nova lei reduz impostos e pode liberar vantagem bilionária para a resseguradora
29 de setembro de 2026 - 14:11DANÇA DAS CADEIRAS
Copasa (CSMG3) troca liderança e aumenta poderes do governo de MG com a golden share; entenda as mudanças
29 de setembro de 2026 - 10:21MAIS UMA FRONTEIRA
BTG Pactual (BPAC11) conquista licença de banco no Peru e acelera expansão internacional; veja o que muda
29 de setembro de 2026 - 10:00Marketing Digital
R$ 42,7 bilhões em publicidade digital: Por que as marcas estão indo além do anúncio para conquistar a atenção do público
29 de setembro de 2026 - 9:00RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Do Chapter 11 para o 15: o que significa a decisão favorável da Ambipar (AMBP3) nos EUA
28 de setembro de 2026 - 19:34TCHAU OU ATÉ LOGO?
Presidente do conselho da Tupy (TUPY3) renuncia, mas não deve dar adeus à empresa
28 de setembro de 2026 - 19:24REVANCHE EM SOLO INGLÊS
Nubank tomba quase 9% em NY após rumor de compra bilionária no Reino Unido; roxinho prepara revanche contra a Revolut?
28 de setembro de 2026 - 15:51DE OLHO NO FUTURO
WEG (WEGE3) anuncia dois investimentos milionários em grandes avenidas de crescimento da próxima década
28 de setembro de 2026 - 15:15OLHO NA TARJA
O detalhe que levou a Anvisa a proibir a Hypera Pharma (HYPE3) de divulgar a caneta emagrecedora Semavy
28 de setembro de 2026 - 7:54ENTREVISTA EXCLUSIVA
Inter adiou o ROE de 30%, mas não desistiu da meta: CEO revela qual é a prioridade agora
28 de setembro de 2026 - 6:14AGORA É SÓ SUBIR
Hapvida (HAPV3) chegou ao fundo do poço e pode ter até R$ 30,8 bilhões em benefício — mas ela ainda precisa fazer isso para se recuperar, diz UBS
27 de setembro de 2026 - 13:02ESTRATÉGIA
Carrefour vende 21 lojas de bairro a gigante do varejo, que estreia em São Paulo com nova bandeira; saiba qual
27 de setembro de 2026 - 10:02O CENÁRIO BULL