Na arena do streaming, Disney (DISB34) vence rival Netflix (NFLX34) e ainda recebe ajuda do Mickey no trimestre
As duas gigantes sentem o golpe de um mundo que saiu das restrições severas que mantinham as pessoas em casa e também não escapam dos jabs e diretos de uma economia global em desaceleração; veja quem se saiu melhor nessa luta

De um lado do corner, a Disney (DISB34) com o Disney+ e, do outro, a arquirrival Netflix (NFLX34). No centro da disputa, o crescimento do serviço de vídeo por streaming — uma luta para nenhum aficionado por filmes e séries botar defeito.
Embora gigantes no ringue, as duas rivais sentem o golpe de um mundo que saiu das restrições severas que mantinham as pessoas em casa e também não escapam dos jabs e diretos de uma economia global em desaceleração, com inflação alta e uma guerra em curso na Europa.
Essa combinação jogou a Netflix nas cordas no primeiro trimestre de 2022. A empresa viu a base de assinantes encolher em 200 mil usuários na comparação com o trimestre anterior. Por isso, a expectativa em relação à Disney era grande.
E a dona do Disney+ não acusou o golpe. A base de assinantes cresceu 33% no segundo trimestre fiscal de 2022 — encerrado em 2 de abril — com 137,7 milhões de assinantes.
A previsão, segundo a FactSet, era de que os assinantes do Disney + alcançassem 135 milhões, um aumento de mais de 5 milhões em relação aos 129,8 milhões de assinantes do trimestre anterior.
Bob Chapek, o CEO da Disney, descreveu "fortes resultados no segundo trimestre [fiscal], incluindo um desempenho fantástico em nossos parques domésticos e crescimento contínuo dos nossos serviços de streaming — com 7,9 milhões de assinantes do Disney+ adicionados no trimestre".
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A reação do mercado aos números da empresa foi positiva. As ações DIS em Nova York chegaram a subir quase 4% no after market, assim que os números foram conhecidos.
E fora da arena dos streamings, está tudo bem?
A Disney (DISB34) vem realizando uma rápida recuperação financeira das pancadas recebidas na pandemia de covid-19. Tanto o lucro quanto a receita voltaram a crescer no ano passado e a expectativa é que esse ritmo se mantenha ao longo de 2022.
Os dados de janeiro e março deste ano, no entanto, não contribuíram muito. A empresa viu seu lucro líquido cair 48% na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 470 milhões.
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Já o lucro por ação subiu de US$ 0,79 para US$ 1,08 no período, um aumento de 37%, enquanto a receita líquida somou US$ 19,2 bilhões, o que representa um aumento de 23% em termos anuais.
Analistas consultados pela FactSet esperavam que o lucro da Disney saltasse 50% em base anual, para US$ 1,19 por ação. A receita estava projetada para crescer 28%, para US$ 20 bilhões.
Disney (DISB34), cadê o Mickey que estava aqui?
Não é só a criançada que espera ansiosa pelo Mickey. Os investidores também aguardavam por uma métrica importante para a Disney (DISB34): receita de Parques, Experiência e Produtos.
O segmento continua a se recuperar após ser duramente atingido pela pandemia — na época, a empresa foi obrigada a fechar parques temáticos e operações de cruzeiros.
Analistas expectativa era de que a receita do segmento crescesse em um ritmo robusto, da ordem de US$ 3,2 bilhões.
E o Mickey não decepcionou. A receita de Parques, Experiência e Produtos somou US$ 6,6 bilhões entre janeiro e março deste ano, o dobro do alcançado no mesmo período do ano anterior.
Vale destacar que este segmento é composto pelos parques temáticos, resorts, navios de cruzeiro e clubes de férias da Disney e está intimamente ligado ao poder de compra dos consumidores nos EUA e em todo o mundo.
As ações da Disney (DISB34) apanham nos EUA
Não é só na arena dos streamings que a Disney (DISB34) vem se esforçando para se manter combatendo. No mercado norte-americano, as ações da empresa vem apanhando.
Os papéis da maior empresa de entretenimento do mundo estão se aproximando do preço mais baixo em quase dois anos.
Além disso, a Disney se tornou uma das ações com pior desempenho no Dow Jones nos últimos 12 meses. Desde o início do ano, os papéis da empresa caíram cerca de 30%.
No pregão regular desta quarta-feira (11), as ações DIS fecharam com queda de 2,40%, cotadas a US$ 105,10 em Nova York.
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