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Avaliações atraentes, proteção contra inflação e fluxo de caixa resiliente são alguns dos pontos que justificam a visão positiva do banco de investimentos para as utilities, mas nem todas as empresas desfrutarão desse cenário
O caminho da CPFL (CPFE3) será iluminado pelo pagamento de bons dividendos a partir deste ano, segundo o Itaú BBA. A luz também está acesa para a Neoenergia (NEOE3), que teve o preço-alvo de sua ação elevado. Já Energias do Brasil (ENBR3) acabou ficando no escuro ao ter suas classificações cortadas pelo banco de investimento.
Avaliações atraentes, proteção contra inflação e fluxo de caixa resiliente. Esses são alguns dos pontos que justificam a visão positiva do Itaú BBA para as utilities — como é conhecido o setor que engloba companhias de serviços essenciais como energia, gás e água.
Mas nem todas as empresas de energia são vistas com os mesmos olhos pelo banco de investimento, como é o caso da Energias do Brasil.
Apesar de estar inserida no segmento de utilities, o banco demonstra cautela com as perspectivas de crescimento das energias renováveis no curto prazo, dada a pressão do capex (investimento em bens de capital), custos de dívida mais altos e preços de energia pouco atraentes.
O caminho da CPFL (CPFE3) será marcado pelo pagamento de dividendos atrativos a partir deste ano — acima de 11% de dividend yield (retorno com dividendos), segundo o Itaú BBA.
O banco baseia a previsão na posição de endividamento confortável (cerca de 2x Ebtida) da empresa, o que permite pagamentos de dividendos consideráveis.
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Além de uma forte geração de caixa, a CPFL também se beneficia do aumento do IGP-M nas unidades de geração e distribuição.
Com base nos bons resultados apresentados pela empresa no último ano e nos efeitos positivos da aquisição da CEEE-T, o Itaú BBA elevou o preço-alvo para a ação CPFE3 de R$ 37,10 para R$ 39,70 — o que representa um potencial de alta de 17,32% em relação ao fechamento de terça-feira (12).
A recomendação para os papéis da CPFL foi mantida em outperform (equivalente a compra).
Por volta de 13h10, as ações CPFE3 subiam 1,63%, cotadas a R$ 34,39.
Entre as empresas que estão sob o guarda-chuva de coberturas do Itaú BBA, a Neoenergia (NEOE3) é apontada como a mais barata, com uma taxa interna de retorno (TIR, uma métrica utilizada para calcular o percentual de retorno) de 12,1%.
Segundo o banco, a ação NEOE3 teve um desempenho inferior a alguns de seus pares nos últimos 12 meses e agora está sendo negociada a uma avaliação muito atraente.
O Itaú BBA elevou o preço-alvo para os papéis da Neoenergia de R$ 27,10 para R$ 27,90 — o que representa um potencial de alta de 3,23% em relação ao fechamento de terça-feira (11) — e manteve a recomendação outperform (compra).
Embora aprecie a tendência de ganhos da empresa e a rápida desalavancagem, o banco chama atenção para a alocação de capital e a estrutura de governança da Neoenergia.
O Itaú BBA cita algumas ações recentes questionáveis por parte da empresa, entre elas, o anúncio mal detalhado em dezembro de um contrato com a Iberdrola.
Por volta de 13h10, os papéis da Neoenergia subiam 1,04%, cotados a R$ 17,52.
Diferente da CPFL (CPFE3), a Energias do Brasil (ENBR3) não tem a perspectiva de bons dividendos em seu caminho, mas a ação entregou um dos melhores desempenhos nos últimos 12 meses (+19%).
Com isso, o Itaú BBA passou a ver um potencial de retorno menos atraente para o papel na comparação com outras empresas do setor.
Segundo o banco, parte do bom desempenho da empresa foi impulsionada por seu programa de recompra de ações, pela comercialização de ativos de transmissão e pelas expectativas positivas para a venda de ativos hidrelétricos — que acabou não avançando.
Além disso, o Itaú BBA é cauteloso com as perspectivas de crescimento para as energias renováveis no curto prazo.
Por volta de 13h10, as ações ENBR3 recuavam 0,75%, cotadas a R$ 22,38.
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