Com várias pedras ainda no sapato da Oi (OIBR3), BTG Pactual rebaixa recomendação para as ações
Custo de capital elevado, dívida ainda alta e problemas para finalizar a venda dos seus ativos móveis levaram o BTG Pactual a ficar menos otimista com as ações da Oi

Em recuperação judicial desde 2016, a Oi (OIBR3) tem feito um intenso trabalho de venda de seus ativos e enxugamento de despesas para conseguir honrar seus débitos — e apesar de ter reduzido a conta de R$ 36 bilhões para R$ 21 bilhões, o valor ainda assusta e levou o BTG Pactual a rebaixar a sua recomendação para os papéis.
Com a maior parte da venda de ativos concluída, o banco de investimentos reclassificou as ações OIBR3 com uma recomendação neutra, ante indicação anterior de compra. Além disso, os analistas também revisaram a estimativa de preço-alvo para R$ 0,40 — um potencial de queda de quase 7%. A queda é de 59,18% no ano. Acompanhe a nossa cobertura completa de mercados.
Apesar da redução do débito, os analistas da casa apontam que a operação de venda dos seus ativos de telefonia móveis acabou sendo pior do que o esperado, já que as compradoras Tim (TIMS3), Vivo (VIVT3) e Claro questionam na Justiça o valor pago. Eles também projetam um custo maior de capital e têm perspectivas mais conservadoras de crescimento para uma de suas subsidiárias, a ClientCo..
O que deu errado para a Oi?
O primeiro ponto mencionado pelos analistas do BTG Pactual para justificar a revisão de estimativa está no tamanho ainda considerável de débito da empresa. De acordo com os cálculos do banco, a Oi ainda deve cerca de R$ 16 bilhões — R$ 15 bi se já adicionado cerca de R$ 1,4 bilhão hoje questionado pelas compradoras de sua operação móvel.
Além disso, mesmo com a venda de diversos ativos e operações pouco rentáveis para a companhia, o consumo de caixa continua alto e assim deve seguir também pelos próximos anos. Para o BTG, o custo vem da necessidade de modernizar sistemas e a estrutura corporativa. Isso sem falar nas despesas judiciais do processo de RJ e pagamentos a fundos de pensão.
A habilidade da companhia em gerar novas avenidas de receita para amenizar a situação também é questionada. Para o banco de investimentos, a Oi poderia se desfazer de parte ou toda a sua fatia na V.tal em uma eventual abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) — avaliada em cerca de R$ 11 bilhões —, mas a oferta ainda é incerta, sem uma aparente janela de oportunidade para que a subsidiária chegue à bolsa.
Leia Também
Ações de saúde pegaram carona na eleição; agora, UBS BB revela o que pode vir pela frente para Rede D’Or, Hapvida e outras
Vencedores e vencidos pelos juros: o mapa do BTG para a sua carteira com a Selic menor
Para os analistas, uma alternativa mais saudável para a Oi seria a emissão de títulos de dívida garantidos pela sua fatia na V.tal, utilizando o recurso para refinanciar os seus títulos com vencimento em 2025.
NA ERA DA IA
Seu próximo gerente pode ser uma IA: veja como Bradesco e Santander estão se preparando e se os apps de banco vão acabar
12 de outubro de 2026 - 7:02O QUE ESTÁ EM JOGO?
Raízen (RAIZ4) quer listar subsidiária na B3 em meio a plano bilionário de reorganização
10 de outubro de 2026 - 9:08ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: Santander (SANB11) distribuirá R$ 1,5 bilhão aos acionistas; saiba quem mais paga
9 de outubro de 2026 - 19:34Conteúdo Market Makers
Bancos vão investir R$ 3 bilhões em inteligência artificial e soluções de dados em 2026: O que eles já descobriram que você ainda não aplica?
9 de outubro de 2026 - 13:00Conteúdo Empiricus
Qual a importância de saber o valor real da sua empresa? Conheça uma forma gratuita de calculá-lo
9 de outubro de 2026 - 12:00ENERGIA NA MIRA
Não é a Taesa (TAEE11): Ação paga bons dividendos, mas não é a favorita do Itaú BBA; veja as elétricas preferidas do banco
9 de outubro de 2026 - 9:37NOVAS FRONTEIRAS
Quer investir na China sem sair da B3? BTG Pactual Asset fecha parceria com gigante chinesa para preparar novos ETFs
9 de outubro de 2026 - 5:01RECOMENDAÇÃO
O pior já passou para a SLC Agrícola (SLCE3)? Bancos elevam projeções para 2027, mas fazem alerta aos investidores
8 de outubro de 2026 - 17:33Conteúdo Empiricus
Com R$ 210 bilhões em operações em 2026, mercado de M&A mira as médias empresas, mas este erro pode comprometer o valor da negociação
8 de outubro de 2026 - 17:01A VENCEDORA DOS JUROS BAIXOS
XP (XPBR31) pode ganhar um empurrão da Selic mais baixa; UBS BB eleva preço-alvo e vê até 25% de alta
8 de outubro de 2026 - 16:07AINDA ESTÁ BARATO?
A festa da bolsa ainda não acabou: BTG aponta onde a queda dos juros pode abrir espaço para mais altas
8 de outubro de 2026 - 13:33SINAL VERDE
GPA (PCAR3) vai virar a página? Justiça dá aval a plano de recuperação extrajudicial; ação dispara até 10% na B3
7 de outubro de 2026 - 14:17VAI VIRAR O JOGO?
Hora de comprar JBS (JBSS32)? Dor de cabeça pode virar trunfo — e fazer ação saltar até 70%, diz XP
7 de outubro de 2026 - 8:46O RALI ESTÁ SÓ COMEÇANDO
Bolsa brasileira disparou após o 1º turno; agora, UBS BB revela onde ainda pode haver espaço para ganhar
6 de outubro de 2026 - 19:43PROJEÇÃO PARA O BALANÇO
Vale (VALE3) sob pressão: Citi diz o que está no caminho da mineradora; saiba o que fazer com a ação agora
6 de outubro de 2026 - 19:05NO MEIO DO CAMINHO
Banrisul (BRSR6) ainda não conquistou o UBS BB — mas apostar contra a ação ficou mais difícil; analistas elevam recomendação
6 de outubro de 2026 - 17:02SEGUNDO O BTG PACTUAL
Grupo Mateus (GMAT3), Vulcabras (VULC3) e outras: por que a economia nem precisa melhorar tanto para estas ações decolarem logo
6 de outubro de 2026 - 16:20O BONDE DOS ESQUECIDOS?
Comeram poeira! Rali dos bancos na B3 deixa estas duas ações para trás — mas JP Morgan vê espaço para uma nova arrancada
6 de outubro de 2026 - 15:32PUXOU O FREIO
JP Morgan ‘manda vender’ ação do Banco do Brasil (BBAS3) após rali eleitoral — e elege outro bancão para comprar agora
6 de outubro de 2026 - 14:22OTIMIZANDO ONDE DÁ