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A fala branda é específica para a alta na gasolina: no caso do Diesel, o presidente afirmou que o reajuste de R$ 0,90 é absurdo

Conhecido por ser um dos maiores críticos da política de preços da Petrobras (PETR4), o presidente Jair Bolsonaro fugiu do esperado e deu indícios de estar conformado com o aumento no valor da gasolina anunciado pela estatal nesta quinta-feira (10).
"Se Petrobras não aumentar, teremos desabastecimento, que é pior que combustível caro", declarou Bolsonaro em sua tradicional live nas redes sociais. Mas a fala branda é específica para a alta na gasolina: no caso do diesel, o presidente afirmou que o reajuste de R$ 0,90 é absurdo.
"Brasil é autossuficiente em petróleo, não precisava estar sofrendo", justificou. Mas, mesmo com as críticas, Bolsonaro reforçou que não irá interferir na estatal: "Alguns querem que eu vá na Petrobras e dê murro na mesa, não é assim".
Mais cedo, a Petrobras revelou que vai subir os preços da gasolina vendida às distribuidoras em 19%. O litro passará de R$ 3,25 para R$ 3,86.
E, como indica a crítica de Bolsonaro, para quem depende de diesel, a situação é ainda pior: a estatal promoveu um reajuste de 24,9% nos preços desse combustível, indo de R$ 3,61 a R$ 4,51 por litro.
Para o presidente, o reajuste deveria ter sido adiado até o fim da tramitação de dois projetos que visam atuar sobre os preços dos combustíveis, aprovados hoje no Senado. As medidas ainda precisam passar pela Câmara dos deputados, mas, de acordo com ele "se a Petrobras tivesse deixado para segunda ou terça-feira, estaria tudo resolvido".
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O primeiro dos projetos cria um auxílio-gasolina para motoristas de baixa-renda e busca impedir que os preços dos combustíveis disparem estabelecendo um teto e um piso para os preços.
O outro propõe, entre outras coisas, que o ICMS passe a ser cobrado pelo volume de combustível comercializado e não mais pelo valor financeiro do combustível.
Em linha com as preocupações do presidente, o aumento anunciado hoje pode ser apenas a ponta do iceberg. Para o Goldman Sachs, o preço da gasolina praticado no Brasil ainda está abaixo dos patamares internacionais.
Nos cálculos do banco, os valores da gasolina e do diesel comercializados pela Petrobras estão 6% e 12%, respectivamente, abaixo da paridade de importação.
Já para o Credit Suisse, após os reajustes anunciados nesta manhã, os preços da Petrobras estão com desconto de 9% para a gasolina e 7% para o diesel.
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