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Um dos motivos por trás da alta expressiva nos resultados financeiros é a base de comparação fraca; entenda
Os olhos dos mercados mundiais estão voltados para a Ucrânia após a invasão da Rússia na madrugada desta quinta-feira (24). Por aqui, a situação não é diferente, mas os investidores brasileiros dividem a atenção entre o confronto militar e o balanço da Vale (VALE3).
Impulsionada pela recuperação dos preços do minério de ferro, a gigante da mineração mundial e da bolsa brasileira encerrou 2021 com um lucro líquido de US$ 22,4 bilhões, cifra 360% superior ao valor registrado no ano anterior.
O preço médio de referência da principal comomodity comercializada pela Vale foi de US$ 159,5/dtm em 2021, crescimento de 46% em relação a 2020.
O resultado indica que a estratégia de value over volume - ou seja, de priorizar o valor sobre o volume produzido - adotada pela companhia tem sido bem-sucedida. Apesar da queda de produção no quarto trimestre, por exemplo, o lucro da mineradora saltou 634,4% em relação ao mesmo período de 2020, para US$ 5,4 bilhões.
Já o Ebtida (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, da sigla em inglês) ajustado proforma - que exclui despesas com Brumadinho e covid-19 - recuou 25,55%, na mesma base de comparação, e ficou em US$ 6,9 bilhões.
Vale lembrar que, além da alta da commodity, a alta expressiva nos resultados financeiros também é explicada pela base de comparação fraca. Durante 2020 respingaram na mineradora os impactos da pandemia e gastos com a recuperação da empresa e indenizações após o rompimento da barragem de Brumadinho, em 2019.
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As provisões relacionadas ao desastre, aliás, cresceram 13,6% entre o terceiro e o quarto trimestre e já somam US$ 7 bilhões. "Nós destinamos R$ 23,0 bilhões à reparação nos últimos três anos incluindo os acordos para indenização individual com 12,7 mil pessoas", destaca, em nota, a companhia.
Em Mariana, palco do primeiro desastre ligado a barragens da Vale, em 2015, a mineradora reforça que está comprometida com a expansão da Fundação Renova. As provisões para a organização criada para gerir os programas de reparação dos impactadas do rompimento somaram US$ 1,1 bilhão no quarto trimestre.
Além das boas notícias financeiras, a mineradora também alegrou a noite dos acionistas com o anúncio de que distribuirá US$ 3,5 bilhões (cerca de R$ 17,9 bilhões) em dividendos.
O pagamento está previsto para 16 de março e cairá na conta dos investidores que detiverem os papéis VALE3 ou ADRs -recibo de ações negociados nos Estados Unidos - da companhia nos dias 8 e 10 do mesmo mês. Por aqui, os ativos serão negociados "ex-direitos" a partir do dia 9.
Você também pode conferir o conteúdo em vídeo por meio do nosso canal do YouTube, basta clicar abaixo:
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