Tesla (TSLA34) avança mais de 6% após driblar falta de suprimentos e entregar balanço recheado de recordes; confira destaques da montadora de Elon Musk
Impulsionada por uma nova marca histórica de entregas de veículos, a receita total cresceu 81%, para US$ 18,7 bilhões

A Tesla (TLSA34), fabricante de carros elétricos de Elon Musk, divulgou um balanço trimestral recheado de cifras bilionárias e indicadores que superaram as expectativas do mercado nesta quarta-feira (20).
O lucro líquido atribuível aos acionistas saltou 255% e chegou a US$ 3,7 bilhões nos primeiros três meses de 2022, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O fluxo de caixa livre também disparou 660% no trimestre, para US$ 2,2 bilhões.
Impulsionada por uma nova marca histórica de entregas de veículos - a montadora colocou na praça mais de 310 mil veículos entre janeiro e março -, a receita total cresceu 81%, na mesma base de comparação, e também bateu recorde, com US$ 18,7 bilhões.
A margem da divisão de automóveis da empresa ficou em 32,9% e também impressionou. "Esse foi o melhor resultado da historia da empresa, mesmo em um ambiente de inflação global de insumos, e é resultado tanto de um aumento no preço médio quanto do controle de custos melhor que o esperado", afirma Natan Epstein, sócio da gestora Catarina Capital
Com número desse porte, a montadora de Musk agradou os investidores. Por volta das 18h12, as ações da empresa avançavam quase 7% nas negociações after hours da Nasdaq, a US$ 1.04423. Assim, apagavam as perdas registradas durante o dia, quando encerraram o pregão regular em queda de 4,96%.
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O trio covid-19, inflação e falta de peças afetou a Tesla
As operações da Tesla no trimestre foram prejudicadas por um surto de covid-19 e novas restrições de saúde na China, que demandou paradas temporárias na fábrica de Xangai. Conforme explica Epstein, a unidade chinesa é capaz de produzir 450 mil veículos por ano, pouco menos da metade da capacidade total estimada para a companhia neste ano.
Parte do impacto será compensando pela fábrica de Berlim, na Alemanha. A nova planta, inaugurada no mês passado, permitirá a produção local dos veículos destinados à Europa ".
A fábrica de Austin, no Texas, outra unidade a entrar em operação recentemente, também representa mais um passo importante para a meta da empresa de verticalizar a cadeia produtiva nos Estados Unidos. Ainda segundo o sócio da Castarina Capital, ela será "um dos principais vetores para a produção de baterias" localmente.
Junto com o resto da indústria automobilística, a empresa de Elon Musk também sofreu pela escassez generalizada de peças e pela inflação.
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Componentes críticos como semicondutores continuam em falta, e os preços aumentaram para matérias-primas como níquel e alumínio depois que a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro.
Para driblar o problema, a montadora tem colocado "esforço significativos" na produção interna de seus produtos, assim como na diversificação de fornecedores.
Ainda assim, não houve como fugir de aumentos de preços para compensar os custos maiores. Em meados de março, Musk alertou sobre as pressões inflacionárias sobre os negócios e aumentou os preços de seus carros nos EUA e na China.
"O impacto inflacionário na estrutura de despesas contribuiu para ajustes em nossos preços de produtos, apesar de um foco contínuo em reduzir custos de fabricação sempre que possível", justifica, em nota, a empresa.
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