O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O corte no orçamento está previsto mesmo após o governo ter encontrado uma brecha na lei de criação do programa que regulamentou o uso de emendas parlamentares para reduzir ou quitar o pagamento da entrada nos financiamentos
Após passarem as últimas semanas em um rali que chamou a atenção do mercado, as ações das construtoras e incorporadoras da B3 são contaminadas pela aversão ao risco que domina a renda variável brasileira nesta sexta-feira (16).
Com exceção de Cury (CURY3), que, por volta das 15h40, avançava 4%, e de MRV (MRVE3) — que inverteu o sinal após iniciar a sessão em baixa —, todos os outros nomes do setor operavam no campo negativo. Ao longo do pregão, porém, outros três ativos também conseguiram virar o jogo. Veja o saldo final do dia:
O movimento de descida em bloco das companhias ocorre em um momento no qual os investidores analisam mais atentamente as implicações do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) para o setor.
O documento, entregue pelo Ministério da Economia ao Congresso no final do mês passado, destina apenas R$ 34,5 milhões ao Casa Verde e Amarela (CVA) em 2023. A soma é 95% inferior à destinada ao programa habitacional neste ano.
O corte está previsto mesmo após o governo ter encontrado uma brecha na lei de criação do CVA que regulamentou o uso de emendas parlamentares para reduzir ou quitar o pagamento da entrada nos financiamentos.
Na prática, a medida — anunciada a menos de um mês das eleições — permitirá que deputados e senadores enviem uma verba diretamente para suas regiões.
Leia Também
Vale destacar ainda que, antes mesmo da redução, o orçamento atual não é suficiente para financiar a construção de novas casas e apartamentos para a população carente.
O Ministério da Economia admitiu, em nota enviada ao G1, que “os recursos previstos ficaram aquém da necessidade e da vontade do governo federal”.
Já o Ministério do Desenvolvimento Regional, responsável pela execução do CVA, explicou que, com esse cenário, foi preciso “priorizar o pagamento das obras já contratadas, bem como a retomada das obras dos residenciais paralisados, que somam 115 mil moradias”.
Gustavo Gomes, sócio e assessor de renda variável da Acqua Vero Investimentos, afirma que a redução “é bastante relevante” para as construtoras. “O subsídio do governo é muito importante para as famílias dentro do programa, visto que ele chega a pagar até 30 a 40% do valor total do imóvel.”
Ele explica que o impacto deve ser sentido principalmente por companhias como MRV (MRVE3) e Plano&Plano (PLPL3), que trabalham com as faixas de renda mais baixas do CVA.
“A situação é diferente na EZTec (EZTC3), por exemplo, que, por mais que também faça algumas residências dentro do programa, não tira de lá a maior parte da sua receita”, destaca Gomes.
Mas a visão de que a previsão orçamentária do governo é prejudicial para o setor não é unânime.
Uma analista de setor imobiliário ouvida pelo Seu Dinheiro relembra que a maior parte dos recursos utilizados pelas empresas listadas não vem do Orçamento da União, e sim do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
“As empresas de baixa renda às vezes são impactadas por esse tipo de notícia. Mas isso é um grande erro, pois o financiamento da LDO afeta apenas o primeiro grupo do programa”, afirma.
Para a analista, que chefia a divisão de real estate de um grande banco, a queda do setor hoje é fruto de um movimento de realização “natural e saudável” após as fortes altas registradas nos últimos dias.
Bruce Barbosa, sócio-fundador da Nord Research, acrescenta que, além de não ser uma grande preocupação do setor, a previsão orçamentária não é definitiva. “Os números não fecham a conta e qualquer presidente que ganhar as eleições terá que mudar o orçamento”, argumenta ele.
Gomes, da Acqua Vero, concorda que a realização técnica também está por trás da performance das ações das construtoras.
“Tivemos empresas que chegaram a subir 30% a 40% entre meados de julho e o início de setembro. Investidores que compraram na baixa já estão querendo vender esses ativos com um lucro bem considerável em um curto espaço de tempo.”
Outro fator que pesa sobre o setor hoje é o avanço dos juros futuros, que sobem às vésperas de uma nova decisão de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil.
As reuniões do Federal Reserve, banco central dos EUA, e do Copom, do BC brasileiro, estão marcadas para a próxima semana. Veja aqui o que esperar para o futuro da taxa Selic.
“As incorporadoras apanharam muito quando os juros estavam subindo. E hoje, mesmo que a alta seja pequena, elas estão caindo junto com o resto do mercado e dando um respiro no rali que registraram nos últimos dias”, afirma Bruce Barbosa.
Gustavo Gomes, da Acqua Vero, relembra ainda que o crescimento da taxa de juros futura encare também os financiamentos, que são um dos pilares do setor imobiliário.
A queda já era, de maneira geral, esperada. Segundo o JP Morgan, havia mais espaço para frustração do que para surpresas positivas, de acordo com relatório do meio de abril, mas movimento é cíclico
A estatal também assinou um novo acordo de acionistas com a Shine I, fundo de investimentos gerido pela IG4, que está adquirindo a participação de controle da Novonor na Braskem
Em meio a um início de ano mais fraco, lucro vem abaixo do esperado e rentabilidade perde fôlego no início de 2026; veja os destaques do balanço
Para quem carrega os papéis da companhia na carteira, o valor se traduz em cerca de R$ 0,108 por ação ordinária
Projeções da Bloomberg indicavam expectativas de alta em resultado anual, mas queda referente ao 4T25
Na prática, o investidor que terminou o pregão desta terça-feira (28) com um papel da Sabesp na carteira acordará com cinco ações
Fundo quer conservar e reflorestar 270 mil hectares na América Latina com investidores de peso; gestora também estima aumento na geração de empregos
Analistas veem ganhos claros para a Brava com operação, citando reforço no caixa e alívio na dívida — mas o outro fator incomoda os investidores
Os resultados mostram que o cenário de consumo ainda está frágil, com juros altos e endividamento das famílias
Mercado espera resultado mais fraco, com foco nos sinais de evolução da inadimplência e da qualidade de ativos. Veja o que dizem os analistas
Com foco em crédito e soluções financeiras para investimentos em estrutura e maquinário, o BTG Pactual se posiciona como banco parceiro na Agrishow 2026
Companhia entrega balanço robusto em meio a cenário global mais apertado para o aço; veja os principais destaques do resultado e o que dizem os analistas
Mesmo com queda trimestral esperada, projeções indicam Ebitda acima de US$ 4 bilhões, impulsionado por metais básicos
A Metalúrgica Gerdau também anunciou nesta segunda-feira (27) o repasse de R$ 105,9 milhões (R$ 0,08 por ação) aos acionistas, com pagamento agendado para o dia 10 de junho
A empresa de saneamento de São Paulo vota nesta terça-feira (28) o desdobramento de seus papéis, e o Seu Dinheiro conta como funciona o ajuste de preço, as datas de corte e o impacto para quem já tem SBSP3 na carteira
Ao tirar Shell, ONGC e Brava do Campo de Argonauta, a estatal elimina as burocracias de negociação, simplifica a gestão e encerra processos de equalização que costumam dar dor de cabeça (e tomar tempo) para as petroleiras
Para analistas do UBS BB, tarifas antidumping contra a China e preços mais altos podem destravar valor para USIM5; Morgan Stanley está menos otimista
Com novo programa de recompensas e benefícios, banco quer fisgar cliente que fica no meio do caminho entre varejo e private, afirmou Thiago Mendonça ao Seu Dinheiro; veja a estratégia
Enquanto o Nubank avança em seus investimentos, o mercado aguarda os resultados para entender se essa expansão virá acompanhada de mais riscos
A Embassair oferece uma plataforma completa de serviços para a aviação executiva, incluindo abastecimento de aeronaves e atendimento a passageiros, com operação 24 horas por dia