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2022-05-13T13:58:45-03:00
Ana Tomassini
ELEIÇÕES 2022

Dona do Facebook promete ações para limitar ‘fake news’ nas eleições de 2022; dá para acreditar?

“Existe um papel quase que educacional”, disse a gerente de Políticas Públicas da Meta no Brasil.

13 de maio de 2022
13:58
Urna Eletrônica
Urna eletrônica é um dos temas das fake news disseminadas via Facebook no período que antecede as eleições de 2022. Imagem: Montagem/Andrei Morais/Shutterstock

O alcance cada vez maior das redes sociais transformou o debate sobre a circulação de notícias falsas - também chamadas fake news - tão importante quanto as eleições em si. Na mira dos críticos, a Meta, novo nome da empresa que controla o Facebook, o Instagram e o WhatsApp, tenta se antecipar às discussões no período que antecede as eleições presidenciais de 2022.

Em apresentação do grupo Meta sobre ações para as eleições brasileiras de 2022, executivos afirmaram que Facebook e Instagram vão reduzir em até 80% o alcance de conteúdos classificados como falsos após análises realizadas por  agências de checagem.

Mensagens com discurso de ódio, que estimulem a supressão de votos ou violem as demais diretrizes do Facebook serão removidas.

"Existe um papel quase que educacional", disse a gerente de Políticas Públicas da Meta no Brasil, Monica Steffen. "Acreditamos que comunicar o usuário de que o conteúdo é falso nos permite exercer melhor nosso papel." 

No WhatsApp, a estratégia é limitar o reencaminhamento de mensagens para apenas um grupo por vez. O serviço pretende detectar comportamentos atípicos a partir de contas criadas por automação e pelo uso anormal da plataforma.

Eleições x Redes Sociais

Em esforço para combater as fake news durante o período das eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assinou acordos com os representantes de empresas como o Twitter e a Meta.

Esses tratos preveem a criação de canais para denunciar o conteúdo enganoso e facilitar a remoção de contas falsas. Também contam com o desenvolvimento de medidas que levam informações oficiais aos usuários.  

O acordo ainda prevê a implementação de iniciativas que promovem a educação midiática e capacitação que visa combater a desinformação.

E o Telegram?

Depois de seu quase banimento no Brasil, a rede social resolveu aderir ao Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação no Âmbito da Justiça Eleitoral.

O Telegram era a única empresa entre as grandes redes sociais em operação no país que ainda não haviam acertado a colaboração com o TSE.

Spotify entra no acordo para as eleições

Na iniciativa contra as fake news, sobrou até para os serviços de streaming.

O Tribunal Superior Eleitoral firmou acordo com o Spotify - maior empresa de conteúdo em áudio com atividade no País - para conter a desinformação nos podcasts transmitidos pela plataforma.

O acerto prevê a criação de um canal para dar cumprimento mais célere a eventuais decisões, durante a campanha, para supressão de conteúdo que viole a legislação eleitoral.

Mas dá para acreditar no que promete o Facebook?

As ações prometidas pela Meta foram implementadas nas duas últimas eleições brasileiras, em 2018 e 2020.

Em relação ao período eleitoral desse ano, porém, o grupo não divulgou o período durante o qual a força-tarefa responsável pelas operações funcionará. Também não se sabe quantas pessoas estarão envolvidas.

Questionado sobre esses e outros temas, entretanto, a dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp também não forneceu detalhes sobre como funcionaria a moderação do conteúdo.

No foco dessas operações estará a identificação de redes de "comportamento inautêntico coordenado" para, segundo o grupo, interromper movimentos que tenho objetivo de interferir no pleito.

A descoberta dessas redes, porém, depende menos do conteúdo disseminado e mais do comportamento dos usuários.

*Com informações do Estadão Conteúdo.

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