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Enquanto Washington segue questionando as intenções russas, o Kremlin se defende das acusações, afirmando que é impossível finalizar a movimentação das tropas militares em apenas alguns dias.
A Bolsa de Valores de Nova York tentou nesta quinta-feira (17) navegar nas tensões geopolíticas entre Rússia e Ucrânia e, mais uma vez, encontrou um mar revolto. O S&P 500 e o Nasdaq acabaram afundando mais de 2%, enquanto o Dow Jones mergulhou mais de 1%.
O gatilho para as perdas foi a declaração de autoridades norte-americanas sobre a possibilidade de uma invasão russa a qualquer momento.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, alertou que a ameaça da Rússia invadir a Ucrânia é "muito alta", dizendo a repórteres que um ataque pode ocorrer nos "próximos dias".
Já o embaixador dos Estados Unidos nas Nações Unidas (ONU), indicou que o conflito atingiu um “momento crucial” e que a Rússia está se movendo em direção a “uma invasão iminente”. A Ucrânia acusou separatistas pró-Rússia de atacar uma aldeia perto da fronteira.
Enquanto Washington segue questionando as intenções russas, o Kremlin se defende das acusações, afirmando que é impossível finalizar a movimentação das tropas militares em apenas alguns dias.
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Em meio à escalada das tensões, o Dow Jones caiu 1,78%, aos 34.311,18 pontos. Já o S&P 500 recuou 2,12%, aos 4,380,04 pontos e o Nasdaq teve queda de 2,88%, aos 13.716,72 pontos.
Entre as ações, chamou atenção o Nubank (NU) cujas ações subiram mais de 10% em Nova York, depois que o megainvestidor Warren Buffett dominou as manchetes internacionais por seu investimento no roxinho.
Os mercados europeus também sentiram o peso da crise geopolítica. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou em queda de 0,75%. As ações de serviços públicos subiram 0,6%, contrariando a tendência de queda, enquanto o setor de viagens e lazer baixou 1,7%, liderando as perdas.
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