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João Landau, da Vista Capital, é o primeiro convidado do Market Makers, novo podcast de Thiago Salomão e Renato Santiago
Com um fundo multimercado que rendeu quase 40% no ano até agora, a Vista Capital tem se destacado na indústria por fazer uma aposta: a de que o petróleo deve ter um mercado ainda mais apertado no futuro.
Mas essa visão foi pouco explorada pela imprensa até agora. Você não vai encontrar entrevistas com os gestores da Vista nos principais sites, jornais ou revistas. É política da casa evitar esse tipo de exposição nos veículos de comunicação - eu sei, eu tentei.
Porém, quando se trata de um bate-papo com outros membros do mercado financeiro, a Vista abre exceções.
Foi o caso do episódio de estreia do Market Makers, novo podcast de Thiago Salomão e Renato Santiago, que vai ao ar nesta quinta-feira (7) com o gestor João Landau como primeiro convidado.
A gravação aconteceu dois dias antes, na Arena B3, auditório que fica na sede da bolsa de valores de São Paulo.
Na plateia, estavam presentes gestores, analistas, amigos e alguns poucos veículos de comunicação — o Seu Dinheiro entre eles — para prestigiar o retorno de Salomão e Santiago aos microfones.
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Nesse primeiro bate-papo, Landau deu seu parecer para a indústria do petróleo, revelou sua estratégia para se proteger de uma aposta errada e opinou sobre as perspectivas para as eleições de outubro.
Num intervalo de poucos dias, um relatório do Citi e outro do JP Morgan trouxeram visões antagônicas sobre o futuro do petróleo. O Citi vê a commodity entrando em colapso, enquanto o JP Morgan aposta no barril a US$ 380.
“Se tiver que concordar mais com alguém, concordo com os US$ 380. Nossa convicção é de que o petróleo não cai”, disse Landau ao Market Makers.
Os fundos da Vista têm tirado proveito da alta dos preços do petróleo e, por isso, o gestor se diz confortável com a aposta na falta de oferta da commodity.
Mas, caso as coisas não saiam como o planejado, ele está preparado. Isso porque para defender a posição em petróleo está uma aposta na queda dos juros.
A explicação de Landau é de que, historicamente, é necessária uma recessão muito forte para fazer o preço do petróleo cair. E, caso isso aconteça, os juros terão de recuar também, de forma a estimular a economia.
Dessa forma, o ganho com a aposta contra os juros compensaria as eventuais perdas com o petróleo.

Passando para as posições em ações, o gestor da Vista enxerga comportamentos diferentes das empresas de determinados setores, dependendo de quem ganhar as eleições de outubro.
“O mercado vai entender que se o Bolsonaro ganhar, as estatais vão performar melhor. E eu entendo que se o Lula ganhar, as ações de consumo doméstico vão performar melhor”, disse Landau.
Mas o gestor ressalta: “os dois estão muito aquém do que a gente merece”.
Para ouvir o episódio completo, é só dar play ou acessar o link.
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