Lucro do IRB Brasil (IRBR3) cresce 58% no 1T22, mas busca pela credibilidade perdida ainda está longe do fim
Recentemente, a empresa viu importantes nomes do conselho de administração deixarem o barco. O afastamento do diretor de relações com investidores por motivos de saúde ainda levou o CEO Raphael de Carvalho a acumular o cargo de forma temporária.
Os resultados do primeiro trimestre do IRB Brasil (IRBR3) eram considerados um verdadeiro teste de fogo para a companhia de resseguros que ainda sente os efeitos da fraude contábil e do processo de reestruturação que veio depois.
Recentemente, a empresa perdeu dois membros do conselho de administração. O afastamento do diretor de relações com investidores por motivos de saúde ainda levou o CEO Raphael de Carvalho a acumular o cargo de forma temporária.
Mas nada disso abalou o IRB, que viu seu lucro líquido aumentar 58% entre janeiro e março deste ano na comparação com o mesmo período do ano anterior, para R$ 80.5 milhões. No quarto trimestre, o IRB havia informado prejuízo líquido de R$ 370,9 milhões.
Entre janeiro e março, a resseguradora foi impactada por maiores sinistros nos ramos rural e de vida, mas também viu os prêmios nos dois segmentos darem saltos em termos anuais, se considerada a operação brasileira.
Renovação de contratos e novos negócios
O primeiro trimestre é importante na renovação de contratos dos clientes.
Segundo o IRB, essa renovação atingiu 86% neste ano, e foram fechados 87 novos negócios, que seguem a estratégia de subscrever riscos que tragam "crescimento e rentabilidade".
Leia Também
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
IRB emitiu R$ 2 bilhões em prêmios no 1T22
No primeiro trimestre deste ano, o IRB emitiu R$ 2,005 bilhões em prêmios, número 3,9% maior que o do mesmo período de 2021.
Os prêmios emitidos no Brasil subiram 18,8%, para R$ 1,240 bilhão, enquanto a emissão no exterior caiu 13,7%, para R$ 764,6 milhões.
Apólices locais passam de 54% a 62% no IRB
Desde o começo de sua reestruturação, em 2020, a resseguradora tem mudado progressivamente o foco para as apólices locais, diante da percepção de que tem maior competitividade no Brasil.
Entre março de 2021 e o mesmo mês deste ano, a exposição da carteira do IRB ao mercado local saiu de 54% para 62%, informou a empresa.
No Brasil, os prêmios emitidos no seguro rural subiram 54,5% em base anual. No seguro de vida, houve aumento de 30,8%, e no patrimonial, de 23,4%.
Retrocessão e sinistralidade
O IRB informa ainda que os prêmios retidos caíram 8,9% em um ano, para R$ 1,398 bilhão, em função da retrocessão (transferência de resseguros a outros agentes).
Sem a transferência de carteiras em perda, o prêmio retido teria crescido 5,4% em um ano.
Nos três meses encerrados em março, a sinistralidade do IRB foi de 81%, alta de 8,9 pontos porcentuais em um ano, puxada pelos segmentos rural e de vida, este impactado pela covid-19. No rural, as perdas com a seca na Região Sul, que haviam pesado nas seguradoras, também se refletiram sobre a resseguradora.
A empresa afirma que os sinistros relacionados a covid-19 subiram mais de 160% em um ano, para R$ 64 milhões, mas que espera que o arrefecimento da pandemia no País reduza este efeito nos próximos trimestres.
- SIGA A GENTE NO INSTAGRAM: análises de mercado, insights de investimentos e notícias exclusivas sobre finanças
O que esperar em 2022
Apesar do desempenho do IRB (IRBR3) no primeiro trimestre, os analistas não estão muito otimistas com o desempenho da resseguradora neste ano.
A Genial está pouco otimista a com a empresa e cita dentre as razões:
- Constante consumo de capital e necessidade de novos aportes;
- Continuidade dos impactos de contratos descontinuados;
- Incerteza em relação ao ROE (retorno sobre patrimônio) de longo prazo;
- Pressão na sinistralidade do seguro rural.
Já para os analistas do banco Inter, caso a companhia não apresente lucros nos próximos trimestres poderá haver necessidade de reforçar seu capital, o que sugere o risco para os acionistas.
O Inter rebaixou o preço-alvo de IRBR3 de R$ 5,5 para R$ 3 e esperava mais um resultado ruim para a companhia no primeiro trimestre.
O corte se deve a elevação do custo de capital com a atualização das premissas macroeconômicas.
*Atualização: a matéria original falava na saída de "executivos" do IRB; o texto foi alterado para deixar claro que, além do afastamento do CFO, as demais movimentações ocorreram no conselho de administração da companhia.
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking
Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel
De olho na alavancagem, FIIs da TRX negociam venda de nove imóveis por R$ 672 milhões; confira os detalhes da operação
Segundo comunicado divulgado ao mercado, os ativos estão locados para grandes redes do varejo alimentar
“Candidatura de Tarcísio não é projeto enterrado”: Ibovespa sobe e dólar fecha estável em R$ 5,5237
Declaração do presidente nacional do PP, e um dos líderes do Centrão, senador Ciro Nogueira (PI), ajuda a impulsionar os ganhos da bolsa brasileira nesta quinta-feira (18)
‘Se eleição for à direita, é bolsa a 200 mil pontos para mais’, diz Felipe Miranda, CEO da Empiricus
CEO da Empiricus Research fala em podcast sobre suas perspectivas para a bolsa de valores e potenciais candidatos à presidência para eleições do próximo ano.
Onde estão as melhores oportunidades no mercado de FIIs em 2026? Gestores respondem
Segundo um levantamento do BTG Pactual com 41 gestoras de FIIs, a expectativa é que o próximo ano seja ainda melhor para o mercado imobiliário
Chuva de dividendos ainda não acabou: mais de R$ 50 bilhões ainda devem pingar na conta em 2025
Mesmo após uma enxurrada de proventos desde outubro, analistas veem espaço para novos anúncios e pagamentos relevantes na bolsa brasileira
Corrida contra o imposto: Guararapes (GUAR3) anuncia R$ 1,488 bilhão em dividendos e JCP com venda de Midway Mall
A companhia anunciou que os recursos para o pagamento vêm da venda de sua subsidiária Midway Shopping Center para a Capitânia Capital S.A por R$ 1,61 bilhão
Ação que triplicou na bolsa ainda tem mais para dar? Para o Itaú BBA, sim. Gatilho pode estar próximo
Alta de 200% no ano, sensibilidade aos juros e foco em rentabilidade colocam a Movida (MOVI3) no radar, como aposta agressiva para capturar o início do ciclo de cortes da Selic
Flávio Bolsonaro presidente? Saiba por que o mercado acendeu o sinal amarelo para essa possibilidade
Rodrigo Glatt, sócio-fundador da GTI, falou no podcast Touros e Ursos desta semana sobre os temores dos agentes financeiros com a fragmentação da oposição frente à reeleição do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva
‘Flávio Day’ e eleições são só ruído; o que determina o rumo do Ibovespa em 2026 é o cenário global, diz estrategista do Itaú
Tendência global de queda do dólar favorece emergentes, e Brasil ainda deve contar com o bônus da queda na taxa de juros
Susto com cenário eleitoral é prova cabal de que o Ibovespa está em “um claro bull market”, segundo o Santander
Segundo os analistas do banco, a recuperação de boa parte das perdas com a notícia sobre a possível candidatura do senador é sinal de que surpresas negativas não são o suficiente para afugentar investidores
Estas 17 ações superaram os juros no governo Lula 3 — a principal delas entregou um retorno 20 vezes maior que o CDI
Com a taxa básica de juros subindo a 15% no terceiro mandato do presidente Lula, o CDI voltou a assumir o papel de principal referência de retorno