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A ala mais favorável à elevação de juros do Federal Reserve costuma ser um dos maiores pesadelos do mercado financeiro. É só o seu principal representante, James Bullard, aparecer em um evento para que um arrepio na nuca coletivo tome conta dos negócios.
Muitas vezes o principal responsável pelos inúmeros banhos de sangue que as bolsas globais viveram neste ano, hoje Bullard foi herói.
É que enquanto a maior parte dos economistas já dava como certa uma alta de 1 ponto porcentual na próxima reunião do Fed, o dirigente fez questão de destacar que o seu cenário-base é de uma elevação de “apenas” 0,75 pp.
Se o maior defensor — com direito a voto — do aperto monetário falou, o mercado achou melhor não discutir.
Em meio aos novos números de inflação elevada divulgados nesta manhã, o balanço do segundo trimestre do JP Morgan, bem abaixo do esperado, foi como a cereja do bolo para aqueles que veem uma recessão se aproximar.
Mas com Bullard confortando os analistas, a forte queda de mais de 2% vista no início do dia ficou no passado e os investidores, aos poucos, voltaram às compras.
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O Dow Jones e o S&P 500 recuaram cerca de 0,40% nesta tarde, mas o Nasdaq conseguiu encerrar o dia no azul, em leve alta de 0,03%.
Passado o perigo de uma nova tragédia em Wall Street, o Ibovespa também se afastou das mínimas, mas a forte queda do petróleo e do minério de ferro impediram uma recuperação mais pronunciada.
O principal índice da B3 terminou o dia em queda de 1,80%, aos 96.120 pontos. O dólar à vista avançou 0,51%, a R$ 5,4333, e o mercado de juros operou em forte alta, ainda repercutindo os efeitos fiscais da PEC dos Benefícios, promulgada há pouco.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quinta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
FICOU PARA DEPOIS
Votação da lei de criptomoedas é adiada; proposta deve retornar à pauta da Câmara em agosto. O texto, que regulamenta o mercado de ativos digitais, deve ser votado dois meses antes das eleições; a medida entra em vigor seis meses após a promulgação.
ANTES DO BALANÇO CHEGAR…
Itaú BBA rebaixa recomendação para B3 (B3SA3) e escolhe a ação de banco favorita para comprar. A dona da bolsa brasileira deve encarar um período de baixa lucratividade, por isso teve a indicação reduzida para neutra e preço-alvo fixado em R$ 13.
A TODO VAPOR
Itaú lança unidade de negócios focada em tecnologia blockchain e entra de cabeça na tokenização. A ideia do banco é aumentar a possibilidade de investimento, hoje restrito ao público especializado, para os investidores do varejo.
MONEY TIMES
Nubank “some” das 10 marcas mais queridas do Brasil; veja ranking. O estudo Net Love Score (NLS) avalia quais são as empresas que geram maior conexão emocional com consumidores, tendo como base os critérios intensidade, preferência, fidelidade e amplitude para calcular os índices.
WARREN BUFFETT E AS PECHINCHAS
Berkshire Hathaway aproveita queda do petróleo para aumentar fatia na Occidental Petroleum. Holding do bilionário investiu mais US$ 250 milhões na petroleira nesta semana e atingiu participação de 19,2% na gigante de energia.
Na abertura do livro O Paladar Não Retrocede, Carlos Ferreirinha, o guru brasileiro do marketing de luxo, usa o automobilismo para explicar como alto padrão molda nossos hábitos. “Após dirigir um carro automático com ar-condicionado e direção hidráulica, ninguém sente falta da manivela para abrir a janela.” Da manivela, talvez não. Mas do torque de um supercarro, […]
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Para isso, a primeira lição é saber que é preciso ter paciência pois, assim como acontece na vida real (ou deveria acontecer, pelo menos), ninguém começa a carreira como diretor
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Mesmo sem saber se o valor recebido em precatórios pela Sanepar será ou não, há bons motivos para investir na ação, segundo o colunista Ruy Hungria
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Ainda não me arrisco a dizer que estamos entrando em um rali histórico para os mercados emergentes. Mas arrisco dizer que, esteja onde estiver, Mobius deve estar animado com as perspectivas para os ativos brasileiros.