Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

REALIDADE PRÓXIMA

Cazaquistão: entenda por que a crise no país centro-asiático afeta o bitcoin (BTC), as bolsas em todo o mundo e os seus investimentos

Onda de protestos por conta de aumento do preço dos combustíveis no país da Ásia Central deixa mercados em alerta e coloca Rússia no centro dos holofotes

Carolina Gama
7 de janeiro de 2022
14:16 - atualizado às 21:19
mineração de criptomoedas bitcoin (BTC)
Imagem: Shutterstock

O Cazaquistão é uma realidade mais próxima dos brasileiros do que parece. O caos que se instalou nos últimos dias no país da Ásia Central mexeu com as bolsas em todo mundo e com criptomoedas como o bitcoin (BTC). Ou seja, mexeu com você e seus investimentos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E são duas as razões para isso: o país é um dos maiores produtores de petróleo do mundo e fica atrás apenas dos Estados Unidos quando o assunto é mineração de criptomoedas. Visualizou o tamanho do problema? Se ainda não conseguiu, vamos contar essa história em detalhes a partir de agora.

Crise explode, bitcoin despenca

Não foi à toa que o bitcoin caiu para uma baixa de três meses na noite de quinta-feira (7) - e segue em baixa hoje - em meio à crise no Cazaquistão. 

Alvo de intensos protestos causados pela disparada dos preços dos combustíveis, o gabinete presidencial do país renunciou, mas não sem antes fazer com que a companhia de telecomunicações estatal Kazakhtelecom desativasse a conexão de internet no país.

Como o Cazaquistão é atualmente o segundo país com maior participação na hashrate da rede bitcoin, o poder computacional da rede imediatamente despencou mais de 13% em relação à máxima de ontem. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo dados do YCharts, a hashrate da principal blockchain do mundo caiu de cerca de 205.000 petahashes por segundo (PH/s) para 177.330 PH/s.

Leia Também

A hashrate mede o poder computacional da rede, ou seja, o quanto de esforço computacional está sendo utilizado para validar e realizar transações. Quanto maior a hashrate, mais segura e eficiente está a rede. Entenda como essa relação e a mineração de criptomoedas funciona

Em outras palavras: com a queda no hashrate, a rede tende a ficar mais lenta e, em alguma medida, mais insegura, além de as taxas aumentarem por causa de um menor número de validações por segundo.

O petróleo também sente o efeito cazaque

Além do bitcoin, o petróleo e, consequentemente as bolsas, também sentem os efeitos da crise no Cazaquistão. Aqui, a explicação é menos técnica e mais ligada à questão da oferta e demanda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os preços do petróleo subiram ontem impulsionados pela ameaça de que a crise casaque venha a interromper os fornecimentos de um dos maiores produtores do mundo, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). 

Até o momento, no entanto, não há indícios de que a produção de petróleo tenha sido afetada no país. A ex-república soviética produz atualmente 1,6 milhão de barris de petróleo por dia.

Mas é importante ter no radar que a chance de interrupção no fornecimento de petróleo do Cazaquistão reforça preocupações crescentes de que a Opep e seus aliados liderados pela Rússia - um grupo que ficou conhecido como Opep+ - terá dificuldade em aumentar a produção de petróleo em fevereiro, como prometido no início desta semana.

"Alguns produtores da Opep apresentaram níveis de extração abaixo dos acordados por vários meses devido a transtornos e falta de investimentos em campos", afirmam analistas do ING em relatório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No caso do petróleo, a lógica é mais direta: produção cazaque em baixa, preços em alta e reflexos nos custos de produção de empresas como a Petrobras e suas ações. 

Como tudo começou

Há alguns dias, o governo do Cazaquistão removeu os limites de preço para combustíveis automotivos, alegando buscar alinhamento às condições de preço do petróleo no mercado, que subiu consideravelmente. Com isso, o preço dos combustíveis praticamente dobrou do dia para a noite no país, dando início a uma série de protestos.

Existem também questões antigas que impulsionam os protestos, incluindo a raiva contra a corrupção endêmica no governo, a desigualdade de renda e as dificuldades econômicas, que foram agravadas durante a pandemia do novo coronavírus.

Esse coquetel de insatisfação levou manifestantes a invadirem na quarta-feira o aeroporto da maior cidade do país, Almaty, entrando à força em prédios do governo e incendiando o escritório administrativo da cidade, informou a mídia local. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Também houve relatos de confrontos com a polícia e os militares, um apagão da internet em todo o país e edifícios danificados em três grandes cidades.

Não está claro até que ponto civis foram mortos ou feridos, mas a imprensa local fala em pelo menos oito policiais e guardas nacionais mortos e mais de 300 feridos. Já o Ministério do Interior do país disse que mais de 200 pessoas foram presas.

A resposta do governo

A primeira coisa que o governo fez para tentar conter os protestos foi declarar estado de emergência em todo o país, com toque de recolher e restrições de movimento até 19 de janeiro, segundo a mídia local.

Cortes na internet foram relatados em todo o país, e o presidente Kassym-Jomart Tokayev disse que equipes militares foram enviadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em um esforço para conter a agitação, Tokayev ordenou ainda que o governo reduzisse o preço do gás natural para 50 tenge (R$ 0,66) por litro em nome do que chamou de garantia da estabilidade do país.

Outras medidas com o mesmo propósito, segundo o presidente, também foram adotadas, entre elas, a regulamentação pelo governo dos preços dos combustíveis por um período de 180 dias, uma moratória sobre o aumento das tarifas de serviços públicos no mesmo período e a consideração de subsídios de aluguel para segmentos vulneráveis da população.

Soma-se a isso a renúncia do primeiro-ministro Askar Mamin e do gabinete de governo casaque. Tokayev assumiu o controle do Conselho de Segurança do país, substituindo o ex-presidente Nursultan Nazarbayev.

Encruzilhada política 

A crise atual chega em um momento no qual o Cazaquistão se encontra em uma encruzilhada política. Por três décadas, o país foi comandado por Nursultan Nazarbayev. Antes disso, durante a época comunista, ele foi primeiro-ministro da República Socialista Soviética do Cazaquistão e secretário-geral do Partido Comunista do Cazaquistão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Seu governo autoritário deixou uma marca no país, mas Nazarbayev também conseguiu atrair investimentos ocidentais no setor de petróleo e gás e, assim, gerar certa riqueza para o povo.

Hoje com 81 anos, ele renunciou à presidência em março de 2019, citando problemas de saúde. Especialistas, porém, acreditam que ele queria, acima de tudo, assegurar seu legado.

Foi assim que Tokayev tornou-se o novo presidente do Cazaquistão, embora Nazarbayev tenha mantido importantes cargos até recentemente.

A Rússia na crise cazaque

O Cazaquistão é considerado o segundo aliado mais próximo da Rússia na região da Eurásia, atrás apenas da Bielorrússia. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após os protestos da oposição na Bielorrússia, em 2020, Moscou vê agora outro aliado estremecer.

Em 2010, Rússia, Bielorrússia e Cazaquistão fundaram uma união aduaneira, um ambicioso projeto de integração do presidente russo, Vladimir Putin. A aliança resultou, posteriormente, na União Econômica Euroasiática (UEE), à qual também pertencem a Armênia e o Quirguistão.

Putin e Nazarbayev mantêm uma relação muito próxima e se encontraram pela última vez em dezembro, na reunião das ex-repúblicas soviéticas, em São Petersburgo. 

Até agora, Moscou reagiu com cautela à crise no Cazaquistão, com o Ministério do Exterior russo pedindo diálogo, mas uma uma aliança militar de ex-Estados soviéticos liderada pela Rússia respondeu ao apelo de Tokayev por ajuda para conter os protestos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO) – que inclui Rússia, Bielorrússia, Armênia, Cazaquistão, Quirguistão e Tajiquistão – enviou o que chamou de forças de paz ao Cazaquistão para estabilizar e normalizar a situação.

A instabilidade no Cazaquistão coincide também com a deterioração das relações entre Rússia e Ucrânia em um momento no qual Moscou se queixa da expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em direção a sua zona de influência.

Pra não dizer que não falamos da China

Também causa preocupação o fato de o Cazaquistão fazer fronteira com a China, justamente na divisa com a província de Xinjiang.

No ano passado, o governo dos Estados Unidos acusou a China de promover uma campanha de “genocício” contra a etnia uigur, majoritária no Xinjiang.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já o governo chinês assegura que suas ações de repressão em Xinjiang são restritas a focos de extremismo islâmico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar