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Assume o ex-secretário do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida. A recente alta do diesel é um dos motivo para saída de Bento Albuquerque
A quarta-feira amanheceu agitada no Palácio do Planalto. O ministro de Minas e Energia (MME), Bento Albuquerque, foi exonerado da pasta, conforme publicado no Diário Oficial da União (DOU).
A saída de Alburquerque acontece logo após o reajuste do preço do diesel, anunciado pela Petrobras na última segunda-feira (9). Apesar das críticas do presidente da República, Jair Bolsonaro, a estatal já afirmou que deve fazer novos ajustes nos preços dos combustíveis, “quando necessário”.
No lugar, entra Adolfo Sachsida, ex-chefe da Assessoria Especial do Ministério da Economia e próximo do ministro da Economia, Paulo Guedes.
A exoneração de Bento Albuquerque é uma das respostas do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o aumento dos preços dos combustíveis, já que a troca de presidentes na estatal parece não ter cumprido o desejo do chefe do Executivo.
Em abril, Bolsonaro exonerou o general Silva e Luna, que estava na presidência da Petrobras, por desentendimento sobre a política de preços e reajustes de combustíveis nos últimos meses. No lugar, indicou José Mauro Ferreira Coelho, ex-secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), que atuou ao lado de Bento Albuquerque.
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O então ministro discordava do chefe do Executivo em pressionar a estatal para segurar a alta de preço dos combustíveis. Na live semanal, na última quinta-feira (5), Jair Bolsonaro criticou nominalmente Albuquerque e Coelho.
É importante ressaltar que essa foi a primeira troca de ministros no Ministério de Minas e Energia, ao contrário do que aconteceu em outros ministérios como o da Educação e da Saúde. Durante a gestão de Albuquerque, o país vivenciou a alta nos preços das contas de luz, devido à crise hídrica, e apagões na região Norte.
Mesmo com a mudança de presidente da estatal e ministro de Minas e Energia, não há sinalização da Petrobras, ao menos, de que haverá mudança na política de preços dos combustíveis.
Na última sexta-feira (6), o presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, afirmou que a empresa não pode “se desviar da prática do mercado”, que no momento registra altas na cotação do barril de petróleo tipo brent. A fala aconteceu após a divulgação do balanço do primeiro trimestre deste ano, que registrou um lucro recorde de mais de R$ 44 bilhões.
Sendo assim, no início desta semana, a companhia anunciou um reajuste de 8,87% no preço do diesel para as distribuidoras, após 60 dias sem aumentos nas refinarias. A decisão resultou em um acréscimo de R$ 0,40 por litro do combustível.
Além disso, vale ressaltar que a alta do diesel afeta diretamente os caminhoneiros, que representam parte do eleitorado de Jair Bolsonaro (PL). A categoria cogita uma nova paralisação a partir de 21 de maio, segundo a Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava).
*Com informações de Estadão Conteúdo e Agência Brasil
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A estatal ressaltou ainda que, mesmo após o reajuste, os preços do diesel A acumulam queda de R$ 0,84 por litro desde dezembro de 2022 — uma redução de 29,6%, considerando a inflação do período
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