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Com isso, o usuário pode se beneficiar da segurança da blockchain e ainda ter o respaldo legal de um banco americano para negociar criptomoedas
Uma categoria ainda pouco explorada do mercado ganhou os holofotes dos órgãos legisladores americanos há pouco tempo. As stablecoins, as criptomoedas com lastro, cresceram em 2021 e já ganharam fortes aliados nessa disputa: os bancos dos Estados Unidos.
Em geral, as criptomoedas não possuem lastro, mas as stablecoins são uma classe especial de ativos digitais. Elas possuem paridade com ouro ou dólar por exemplo.
As maiores e mais conhecidas são o tether (USDT) e USD Coin (USDC), respectivamente a quarta e a sexta maiores criptomoedas do mundo, com paridade com o dólar americano.
Mas um consórcio de bancos, chamado de USDF Consortium, pretende unir o investimento em blockchain e criptomoedas com a segurança dos bancos e criar a sua própria stablecoin, chamada de USDF.
Em outubro do ano passado, a empresa responsável pela emissão do tether recebeu uma notificação de multa por parte da Commodity Futures Trading Commission (CFTC). A comissão alegava que o USDT não possuía os dólares suficientes para a emissão da criptomoeda.
À época, o valor de mercado do tether era de US$ 69 bilhões, mas, de acordo com a CFTC, a empresa não comprovou que teria todo esse dinheiro em caixa.
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Pensando nisso, o grupo de bancos resolveu agregar integrantes de peso para levantar o projeto. Entre eles, estão Synovus, New York Community Bank, FirstBank e Sterling National Bank, que figuram entre os 100 maiores bancos dos EUA.
O USDF terá como lastro um fundo comum, que será segurado pelo Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), uma agência independente ligada ao Congresso norte-americano.
Entretanto, o Consortium ainda não informou onde exatamente ficarão as reservas da stablecoin USDF.
As stablecoins costumam ser usadas para reduzir as taxas de negociação entre ativos digitais. De modo geral, quando há uma queda muito forte das demais criptomoedas, elas tendem a se valorizar.
Além disso, elas podem ser usadas como reserva de valor dentro da rede. É como investir em dólar, mas usando a segurança e descentralidade da tecnologia blockchain.
Por outro lado, essas criptomoedas estão na mira dos órgão reguladores norte-americanos, que enxergam as empresas por trás da emissão das stablecoins como bancos e que, portanto, deveriam se adequar às pesadas regras do mercado americano.
Por fim, cada moeda emitida sempre será equivalente a um dólar, diferentemente de outras criptomoedas que crescem e aumentam de preço, como o próprio bitcoin (BTC), e é o que torna as stablecoins… Estáveis.
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