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Os mesmos motivos que impulsionaram as cotações, hoje funcionam como uma âncora no mercado
Um combo de pesos-pesados do cenário mundial fazem o bitcoin (BTC) operar em queda nesta noite de terça-feira (06). A maior criptomoeda do mundo sentiu o golpe do aumento de casos de covid-19 na China.
Já nas cordas, o BTC também levou um cruzado do novo projeto de lei do Congresso dos EUA — foi publicado durante a madrugada no Brasil — estabelecendo algumas diretrizes para o mercado cripto.
Com isso, o bitcoin mal teve tempo de comemorar a alta recente que, diga-se, foi impulsionada, principalmente, pelo otimismo com a China, e agora volta à lona.
Por volta de 20h22, o BTC caía 0,80%, cotado a US$ 31.061,65. Confira a cotação de algumas da principais criptomoedas do mundo:
| Nome | Nome | 24h % | 7d % |
|---|---|---|---|
| Bitcoin (BTC) | US$ 31.061,66 | -0,99% | -2,48% |
| Ethereum (ETH) | US$ 1.800,86 | -3,06% | -7,77% |
| Tether (USDT) | US$ 0,9995 | +0,01% | 0,00% |
| USD Coin (USDC) | US$ 1,00 | +0,02% | +0,01% |
| BNB (BNB) | US$ 288,81 | -2,53% | -10,33% |
O projeto de lei das senadoras americanas Cynthia Lummis (republicana) e Kirsten Gillibrand (democrata) pretende tirar os poderes da CVM americana — a SEC — sobre as criptomoedas.
A proposta conta com o apoio de ambos os partidos do Congresso estadunidense e é uma das propostas mais abrangentes da Casa, de acordo com informações do Decrypt.
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Um dos pontos retirados da medida original foi a comunicação de lucro no imposto de renda para ganhos abaixo de US$ 200.
Quem saiu por baixo nessa história foi a SEC, que não deve mais ser o regulador desse mercado. No lugar da CVM dos EUA, a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) deve arbitrar nas questões das moedas digitais.
Isso se deve principalmente ao fato de que criptomoedas são vistas como commodities, e não como moedas ou ativos mobiliários — como fundos e ações —, o que foge do escopo de atuação da SEC.
Porém, algumas criptomoedas se comportam como ações de uma empresa, como acontece com o ethereum (ETH), a solana (SOL), e os tokens (criptomoedas) de organizações autônomas descentralizadas.
E quaisquer investimento do tipo security — incluindo emissão de debêntures e títulos — são de responsabilidade da SEC. Entretanto, a proposta de Lummis e Gillibrand pode ser alterada se essas moedas forem consideradas "ativos auxiliares”, como descrito no projeto de lei.
Ainda que haja grande expectativa com a lei, a proposta perde força em meio a debates focados em ajuda à Ucrânia e sanções contra a Rússia. O texto só deve voltar a ganhar força em novembro de 2023, durante as eleições para o Congresso.
Até lá, a expectativa é de que o texto seja aperfeiçoado e alguns pontos melhor esclarecidos para o mercado.
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