🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Sob a névoa da guerra: as chances de Rússia e Ucrânia após seis meses de conflito

As coisas não se passaram da maneira que Putin queria, e já é muito remota a chance de a Rússia anexar integralmente o seu vizinho do oeste

7 de agosto de 2022
7:29 - atualizado às 14:26
Vladimir Putin, presidente da Rússia
Vladimir Putin - Imagem: Wikimedia Commons

Quando, em 24 de fevereiro deste ano – uma gelada quinta-feira de inverno no leste europeu – tropas da Rússia invadiram a Ucrânia, pelo norte, através da Bielo-Rússia, e pelo sudeste, pelas bordas dos mares Negro e de Azov, achou-se que era coisa para poucas semanas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos primeiros dias, a blitzkrieg versão Vladimir Putin foi avassaladora. Os tanques russos se aproximaram das grandes cidades ucranianas, inclusive a periferia da capital, Kiev, no interior do país.

Em suas exigências, Putin não fez por menos. Queria que o presidente Volodymyr Zelensky fosse deposto por seu próprio exército, que a Ucrânia se desarmasse por completo, que formalizasse, no texto da Constituição, que jamais participaria da Organização do Atlântico Norte (OTAN – NATO) e desse autonomia à região de Donbass, onde ficam as cidades de Donetsk e Luhansk.

O presidente norte-americano, Joe Biden, chegou a oferecer asilo político à Zelensky, recebendo do colega ucraniano uma resposta exemplar:

Eu não preciso de carona e sim de armas e munição.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As coisas não se passaram da maneira que Putin queria. O conflito já está para completar seis meses. Embora no leste e no sul as coisas tenham tomado um rumo favorável aos russos, no centro e na fronteira com a Polônia, as forças armadas ucranianas, auxiliadas por voluntários estrangeiros e guerrilheiros locais, rechaçaram os atacantes. Estes sofreram grandes baixas, inclusive de diversos generais.

Leia Também

Perderam enorme quantidade de tanques atingidos por coquetéis Molotov.

É difícil analisar este conflito sem mergulhar no passado tanto da Ucrânia como da Rússia.

É uma longa história.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Rússia e Ucrânia: famílias e bombas separadas

Comecemos pela visão micro, nos concentrando em Donbass. Parte de seus habitantes fala russo; parte, ucraniano. Uma parte quer ser da OTAN e da Comunidade Europeia, parte prefere ser satélite de Moscou.

Muitas famílias têm membros em Donbass e na Rússia.

Quem, Kiev ou Moscou, exercer influência em Donbass, terá de lutar com guerrilha urbana adepta do outro lado.

Os passados da Ucrânia e da Rússia (incluindo o período União Soviética) se confundem ao longo dos séculos.

Já foram e deixaram de ser o mesmo país várias vezes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Antes de prosseguir narrando esse passado mais distante, é bom começar pelo erro colossal cometido pela República da Ucrânia quando se separou da União Soviética. Era o início dos anos 1990, época em que a URSS (CCCP) se esfacelou e a maior parte de suas repúblicas se tornou independente.

A Ucrânia, pasmem, era a terceira maior potência nuclear do planeta, atrás apenas dos Estados Unidos e da União Soviética.

Quando o Exército Vermelho, obedecendo ordens de Moscou, saiu do território ucraniano, lá deixou milhares de mísseis e armas nucleares, além de silos atômicos e plataformas, fixas e móveis, de lançamento.

Só que, nos anos que se seguiram, os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a própria Rússia, numa reunião realizada na Hungria, convenceram o governo ucraniano a entregar todo seu arsenal nuclear em troca de proteção (vou repetir: proteção) dessas três nações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assinou-se então o Memorando de Budapeste. E lá se foram as bombas atômicas e de hidrogênio, além dos foguetes, para as mãos do bêbado Boris Yeltsin.

Nessa ocasião, a União Soviética, após passar alguns anos usando o nome de CEI (Comunidade dos Estados Independentes), deixou que cada antiga república tomasse seu caminho, sempre entregando suas armas nucleares primeiro.

Estou falando da Georgia, Azerbaijão, Cazaquistão, Uzbequistão, Lituânia , Letônia, Estônia , etc.. E da Ucrânia, obviamente.

As chances da Ucrânia independente

Voltemos à história que mais interessa a este artigo, que é a da Rússia e da Ucrânia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há mais de dois terços de milênio que os ucranianos não permanecem independentes por muito tempo.

Já pertenceram aos mongóis, à Lituânia, à Polônia, aos impérios austríaco e otomano, até caírem sob o domínio dos czares de todas as Rússias, entre os quais, Pedro, o Grande, e Catarina, a Grande.

Finalmente, em 1917, penúltimo ano da Primeira Guerra Mundial, conseguiram ser independentes, ao fundarem a República do Povo da Ucrânia.

Com enorme extensão territorial (603 mil kms quadrados) e uma terra tão fértil que lhe valeu o título de Celeiro da Europa, em 1922 caiu nas mãos dos bolcheviques de Lenine, Trotsky e Stalin e passaram a ser a República Socialista Soviética Ucraniana, só retomando sua independência quando a União Soviética, o comunismo e o Pacto de Varsóvia se esfacelaram.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De novo voltando no tempo, durante o governo de Joseph Stalin na União Soviética, o tirano resolveu coletivizar a agricultura. A reforma deu tão errado que mais de seis milhões de pessoas morreram de fome. Boa parte delas no Celeiro da Europa, cuja produção, que já caíra enormemente com o fim das fazendas familiares, foi levada para ser distribuída por Moscou a quem bem o Kremlin entendesse.

O ódio dos ucranianos aos russos tornou-se tão grande que, pouco menos de uma década mais tarde, quando as tropas da Wehrmacht de Adolf Hitler invadiram o país, na operação Barbarossa, foram recebidos pelo povo com flores e festa.

A alegria durou pouco. Pouquíssimo. Em menos de 24 horas, a população da Ucrânia viu seus intelectuais, religiosos, professores, doutores, escritores, poetas e líderes políticos sendo enforcados pelos grupos de extermínio (Einsatzgruppen) nazistas, que praticamente só deixaram vivos os trabalhadores braçais, de quem precisavam para serem mão de obra escrava do Reich.

Aí, e só aí, ucranianos e russos se tornaram irmãos de sangue, frente ao inimigo comum. E juntos defenderam a pátria mãe (termo que Stalin não se cansava de usar, inclusive enaltecendo os grandes czares, Pedro e Catarina) primeiro na defesa de seus territórios, mais tarde no ataque à Alemanha através da Polônia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Só o colapso da União Soviética, da chamada Cortina de Ferro e o fim do comunismo permitiram que a Ucrânia voltasse a ser independente.

O grande trunfo da Rússia

As chances de continuar a ser um país livre, mesmo perdendo as províncias problemáticas do leste, são grandes. Principalmente agora que Vladimir Putin vai fracassar em dominar os estados bálticos e em sua tentativa de evitar que a Finlândia e a Suécia entrem para a OTAN.

A Rússia está contando com o general Inverno, que derrotou Napoleão e Hitler, para impor severas penas à Alemanha e outros países da Europa, não cedendo-lhes gás natural, que pode passar a vender para os países da Ásia.

Essa guerra entre Rússia e Ucrânia ainda vai durar algum tempo. Mas já é muito remota a hipótese de Moscou anexar integralmente o seu vizinho do oeste, o celeiro da Europa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um forte abraço, 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O petróleo volta a ditar o humor dos mercados, mas não é só isso: fertilizantes e alimentos encarecem, e até juros são afetados

10 de março de 2026 - 7:32

O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A fila dos IPOs na B3, a disparada do petróleo, e o que mais move o mercado hoje 

9 de março de 2026 - 8:11

Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital

TRILHAS DE CARREIRA

O fim da Diversidade? Por que a Inteligência Artificial (IA) me fez questionar essa agenda novamente

8 de março de 2026 - 8:00

Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

De volta à pole: com Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 e a retomada da produção nacional, Audi aquece os motores

7 de março de 2026 - 9:01

São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid.  Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ainda dá para investir em Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), o FII do mês, e o que mais move seus investimentos hoje

6 de março de 2026 - 8:35

Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira

SEXTOU COM O RUY

Petrobras e Prio disparam na Bolsa — descubra por que não é tarde demais para comprar as ações

6 de março de 2026 - 6:55

Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A luta pelos dividendos da Petrobras (PETR4), o conflito no Oriente Médio e o que mais impacta o seu bolso hoje

5 de março de 2026 - 8:07

Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Dá mesmo para ter zero de petróleo e gás?

4 de março de 2026 - 19:52

A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Depois do glow up, vêm os dividendos com a ação do mês; veja como os conflitos e dados da economia movimentam os mercados hoje

4 de março de 2026 - 8:59

A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os desafios das construtoras na bolsa, o “kit geopolítico” do conflito, e o que mais move o mercado hoje

3 de março de 2026 - 8:37

Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Ormuz no radar: o gargalo energético que move os mercados e os seus investimentos

3 de março de 2026 - 7:00

Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O gringo já tem data para sair do Brasil, o impacto do conflito entre EUA, Israel e Irã nos mercados, e o que mais move a bolsa hoje

2 de março de 2026 - 8:46

Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]

DÉCIMO ANDAR

Hora de olhar quem ficou para trás: fundos imobiliários sobem só 3% no ano, mas cenário pode estar prestes a virar

1 de março de 2026 - 8:00

Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Turismo avança e cidades reagem – mas o luxo continua em altitude de cruzeiro

28 de fevereiro de 2026 - 9:02

Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os dividendos da Vivo, a franquia do bolo da tarde e o nascimento de um gigante na saúde: tudo o que você precisa saber antes de investir hoje 

27 de fevereiro de 2026 - 9:07

Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje

SEXTOU COM O RUY

Quer investir com tranquilidade e ainda receber bons dividendos? Você precisa da Vivo (VIVT3) na sua carteira

27 de fevereiro de 2026 - 6:13

Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026

ALÉM DO CDB

Renda fixa: com prêmios apertados, chegou a hora de separar o joio do trigo no crédito privado

26 de fevereiro de 2026 - 17:35

Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Pausa para um anedótico — janeiro crava o ano para o Ibovespa? 

25 de fevereiro de 2026 - 19:58

Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A incerteza que vem de Trump, as armas do Mercado Livre (MELI34), e o que mais move os mercados hoje

24 de fevereiro de 2026 - 10:09

Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Derrota de Trump, volatilidade no mundo: a guerra comercial entra em nova fase 

24 de fevereiro de 2026 - 7:15

Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar