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Ex-juiz tem chances de chegar à presidência, mas precisa de uma estratégia para firmar-se como ‘terceira via’ a Lula e Bolsonaro
Até algumas semanas atrás, as pesquisas de intenção de voto para Presidente de República nas eleições do ano que vem apontavam uma ida para o segundo turno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do atual, Jair Bolsonaro.
Cogitava-se também da hipótese de Lula vencer no 1º turno, uma vez que, a cada pesquisa que sai, a rejeição a Bolsonaro aumenta.
Havia outros candidatos, é claro, a chamada terceira via. Entre esses nomes, algumas figurinhas carimbadas, como Ciro Gomes, além dos governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Essa última disputa já foi decidida, com a vitória de Doria sobre Leite nas primárias do PSDB.
Não ficava só nesses. Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde de Bolsonaro, e diversos outros nomes que o eleitor pouco ou nunca ouviu falar também se apresentaram. Com pouquíssima repercussão, diga-se de passagem.
A esta atura, o leitor pode estar me perguntando: “E o ex-juiz Sergio Moro? Ele não está no título desta crônica? Homem conhecido em todo o Brasil?”
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Verdade. Deixei Moro por último justamente porque este texto tem como tema a pré-candidatura dele, lançada há duas ou três semanas, pelo Podemos.
Pois bem, Moro já partiu beirando dois dígitos (algo em torno de dez por cento) nas primeiras consultas populares.
Com certeza, a primeira meta do ex-juiz é chegar na frente de Bolsonaro no primeiro turno para encarar Lula no segundo.
Para que isso aconteça, é preciso que a terceira via se concentre em Moro, seja por renúncia de Ciro, Doria e Mandetta, seja por uma migração espontânea das dezenas de milhões de pessoas que se alinham ao slogan: “Nem Lula, nem Bolsonaro.”
Mandetta é fácil desistir. Sua popularidade se deu no auge da pandemia, quando, no cargo de ministro da Saúde, aparecia na TV diariamente, usando um emblema do SUS na camisa e defendendo medidas de distanciamento e uso de máscaras.
Hoje pouca gente se lembra dele e a Covid-19 está se tornando um assunto menos impactante, mesmo com o surgimento da Ômicron, que parece ser mais contagiosa mas menos letal. O Brasil está bem ranqueado no item vacinação e preparado para enfrentar a nova cepa.
Ciro e Doria só desistirão se os resultados das pesquisas indicarem um forte esvaziamento de suas candidaturas. Dificilmente, penso eu, se sujeitarão a fazer o papelão de Geraldo Alckmin e Marina Silva nas eleições presidenciais de 2018, quando o primeiro, mesmo dispondo do maior tempo de propaganda na TV, obteve apenas 4,78% dos votos e a segunda, mísero 1%.
Sérgio Moro já foi a pessoa mais popular do país, no auge das investigações e do julgamento da Lava-Jato. Era aplaudido na rua e nos aviões.
Só mesmo os petistas o rejeitavam, por motivos óbvios.
Seu prestígio se estendeu ao exterior, onde constantemente dava palestras, não raro se expressando em inglês.
Quando Moro aceitou ser ministro da Justiça de Bolsonaro, abriu mão de 24 anos de carreira de magistrado, e de todas as vantagens que isso representa.
Em contrapartida, exigiu autonomia no cargo, verdadeiro cheque em branco que incluía, entre outras coisas, ter sob suas ordens a Polícia Federal e o COAF (Controle de Atividades Financeiras), órgão importante no combate ao crime organizado por lidar, entre outras coisas, com lavagem de dinheiro.
Como esses dois órgãos, PF e COAF, poderiam, “digamos”, constranger a “primeira família”, o capitão-presidente tinha de se livrar de seu ministro mais popular.
Jair Bolsonaro não precisou demitir Sergio Moro. Coube a este pedir exoneração, numa coletiva de imprensa impactante e assistida por todo o país.
Antes que eu me esqueça, um detalhe: faltando ainda dez meses para o primeiro turno das eleições, os fatos descritos acima podem mudar completamente. Já aconteceu antes e pode acontecer novamente.
Só para ficar num episódio, uma semana antes da primeira rodada das eleições de 2018 para governador do Rio de Janeiro, o candidato Wilson Witzel era um ilustre desconhecido.
Bastou um debate, unzinho só, no qual falou “A polícia vai mirar na cabecinha (dos bandidos) e... fogo”, para Witzel ultrapassar diversos concorrentes, entre eles o senador Romário, e ir para o segundo turno contra Eduardo Paes, até então favorito absoluto.
Não raro, a maioria dos eleitores rejeita dois candidatos e são justamente eles que vão para o segundo turno.
Trata-se de uma das desvantagens do multipartidarismo.
Exemplo disso foram as eleições municipais de 2016 no Rio de Janeiro.
O prefeito Eduardo Paes era altamente popular por causa da quantidade de obras que a cidade recebeu para sediar os Jogos Olímpicos: pontes, túneis, viadutos, Museu do Amanhã, obras do porto etc.
Acontece que ele (Paes) apoiava três candidatos. Ou três candidatos o apoiavam. Ou ambas as coisas. Isso não altera o raciocínio.
Eram eles: Carlos Osorio (PSDB), Índio da Costa (PSD) e Pedro Paulo (PMDB).
Ao invés de os três se reunirem, e optarem por um nome (nem que fosse por intermédio de um jogo de palitinhos – porrinha, no popular), brigaram entre si. Pior, um falando mal do outro nos programas de propaganda política na TV.
Resultado: os votos dos adeptos de Eduardo Paes se dividiram e os três egoístas dançaram.
Foram para a final Marcelo Freixo (PSOL) e o evangélico Marcelo Crivella, sendo este o eleito.
Sergio Moro quer evitar que os votos anti-Bolsonaro e anti-Lula se distribuam entre Ciro Gomes, João Doria e ele próprio, Moro.
Nesse caso teremos o embate Lula/Bolsonaro no segundo turno, já que a presença de Moro nas eleições praticamente tira a chance de Lula se eleger no primeiro turno.
Um outro item, de enorme importância para os eleitores das classes menos favorecidas, principalmente os do Nordeste, poderia tirar votos de Moro.
Refiro-me ao Bolsa Família, ou Auxílio Brasil, o nome não interessa. O importante é que os favorecidos pelo programa jamais votariam num candidato que pudesse significar (mesmo que apenas no imaginário das pessoas) um possível fim do benefício.
O Congresso Nacional está livrando Sergio Moro desse imbróglio, ao tornar o auxílio permanente. Melhor (para os que o recebem), com correção monetária anual.
O máximo que pode acontecer é Lula dizer “dou quinhentos”, Bolsonaro “dou seiscentos”, e assim por diante, num leilão que, se a promessa for cumprida, quebrará o já combalido Tesouro Nacional.
Sergio Moro poderá rebater com críticas à inflação e ao desemprego, marcas (agora estou pensando com a cabeça do candidato e as de seus marqueteiros) registradas do governo Jair Bolsonaro.
Evidentemente, o adversário ideal para Lula no segundo turno é Jair Bolsonaro. O mesmo acontece com o capitão. Quer Lula como oponente.
Sérgio Moro, embora as pesquisas ainda não confirmem isso, tem enorme chance de ganhar de qualquer um dos dois num combate singular.
Nessa hipótese, prevalecerá a rejeição a Lula ou a Bolsonaro, quesito no qual os dois são campeões.
Tanto um como o outro já estão descendo o sarrafo no ex-juiz, sem dó nem piedade.
Numa live exibida em rede social na semana passada, o capitão disse que o ex-ministro (seu ministro, por sinal, mas esse detalhe não foi mencionado) é uma pessoa sem caráter.
“Falta de caráter é o mínimo que posso falar desse cara. Fazer campanha na base da mentira? Aprendeu rápido a velha política, hein, Moro?”, vituperou literalmente o presidente.
Deu como exemplo a troca de ideias de Sergio Moro com os procuradores da Operação Lava-Jato. “Uma vergonhosa troca de informações”, foi uma das expressões usadas pelo chefe de estado.
Para grande parte do mercado financeiro, assim como para as classes empresariais, uma eventual eleição de Sergio Moro para presidente da República será o desfecho dos sonhos na próxima eleição.
Nesse caso, teremos Bolsa para cima e dólar para baixo.
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