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Inflação ao produtor nos Estados Unidos acima das expectativas do mercado foi a surpresa negativa desta quarta-feira
Um beco sem saída. Foi assim que o presidente russo, Vladimir Putin, descreveu as negociações de paz que poderiam colocar um fim à guerra na Ucrânia e trazer alívio ao preço das commodities agrícolas, financeiras e energéticas. Como já virou rotina, o petróleo aproveitou para acelerar os ganhos.
Nos Estados Unidos, a inflação ao produtor acelerou para 1,4% em março, bem acima do esperado, marcando o segundo dia consecutivo de surpresa negativa na terra do Tio Sam.
Como as commodities não mostram sinais de enfraquecimento, a próxima reunião do Federal Reserve (Fed) é cada vez mais temida. Isso sem falar no feriado de Páscoa que se aproxima, injetando uma cautela extra nos investidores antes da pausa.
Mas nada disso foi o suficiente para segurar o apetite por risco nesta quarta-feira (13). Depois das fortes perdas vistas ontem, o mercado financeiro decidiu olhar para o outro lado, absorvendo os bons números apresentados na largada da temporada de balanços em Wall Street.
As bolsas em Nova York ganharam fôlego após o susto inicial com a inflação e tiveram ganhos expressivos. O Nasdaq avançou mais de 2%, enquanto o S&P 500 e o Dow Jones acumularam alta superior a 1% cada.
No Brasil, os investidores até tiveram dados positivos do varejo para digerir e o petróleo deu fôlego para as empresas do setor, mas a alta foi mais contida — e o pregão, com muita volatilidade. O Ibovespa encerrou a sessão com um avanço de 0,55%, aos 116.781 pontos.
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A volatilidade também esteve presente no câmbio e nos juros futuros, pesando a série de elementos disponíveis para análise. Enquanto os principais contratos de DI fecharam o dia sem uma direção única, o dólar à vista subiu 0,26%, a R$ 4,6887.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quarta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
AURA DE MISTÉRIO
Dommo (DMMO3) salta quase 30% com possível venda no horizonte, e PetroRio (PRIO3) desponta entre os interessados. Segundo informações do Pipeline, a empresa contratou o Santander para conduzir as negociações e já tem acordos de confidencialidade assinados.
ACENDEU E APAGOU
Itaú BBA vê bons dividendos para CPFL (CPFE3), mas é cauteloso com outra gigante do setor; saiba qual ação foi cortada e por quê. Avaliações atraentes, proteção contra inflação e fluxo de caixa resiliente são alguns dos pontos que justificam a visão positiva do banco de investimentos para as utilities, mas nem todas as empresas desfrutarão desse cenário.
OPORTUNIDADE?
Ação da WEG (WEGE3) segue atrativa na bolsa e tem potencial de alta de quase 40%, diz XP. A queda do dólar pode afetar a empresa, mas expansão da energia solar no Brasil e mercado internacional se mostram favoráveis, segundo os analistas.
ARRUMANDO A CASA
Oi (OIBR3) quer reduzir o peso do dólar na dívida e anuncia recompra de bônus no exterior. Operadora vai usar o dinheiro da venda da Oi Móvel para recomprar US$ 880 milhões em débitos na moeda norte-americana que vencem em 2026.
ANÁLISE SD
Na Totvs (TOTS3), a união com o Itaú (ITUB4) junta a fome com a vontade de comer. Mas a que preço? A TOTS3 ganhará a força do banco para oferecer crédito, produtos e serviços financeiros aos seus clientes, especialmente as pequenas e médias empresas. Mas o valor da operação levantou algumas dúvidas no mercado.
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